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Quinta-Feira, 19 de Abril de 2007, 08h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

ARTICULAÇÃO

Após escândalo, Alexandre recupera o prestígio


Petista ocupa
vaga de Ságuas
na AL, se
blinda e vira
articulador da
gestão Maggi, a
qual combatia

      O petista
Alexandre Cesar, denunciado pela Polícia Federal por uso de caixa 2 na campanha a prefeito de Cuiabá em 2004, assume a cadeira de deputado estadual na próxima semana e, sob a égide do mandato, consegue mais uma blindagem. Já tem a garantia do foro privilegiado como procurador do Estado. Graças a uma articulação do seu ex-adversário político, governador Blairo Maggi (PR), que abriu espaço ao PT na administração, Alexandre Cesar volta a ganhar poder interno e, de quebra, ainda se tornará um dos principais articuladores da legenda petista em defesa do atual governo. Em 2002, Cesar disputou o Palácio Paiaguás e foi derrotado pelo próprio Maggi. À época fez duros ataques ao hoje aliado.
      O novo deputado viu cair por terra o discurso da ética, da transparência e da moralidade após as eleições de 2004, quando disputou e perdeu a Prefeitura de Cuiabá. Além do processo em que foi acusado de fraude eleitoral, deixou a direção regional do PT atolada em dívidas. Para complicar sua situação, foi citado no relatório final do inquérito que apurou o dossiê antitucano. Embora não tenha sido responsabilizado, o delegado federal Diógenes Curado declarou, à época, haver fortes indícios de que "a oferta do dossiê" teve o apoio tanto de Cesar quanto do deputado federal Carlos Abicalil. Os dois trocaram várias ligações com o empreiteiro Valdebran Padilha no começo da negociação do dossiê.
     Mesmo sob acusação e mergulhado em desgaste, Alexandre Cesar concorreu a deputado estadual no ano passado e, com 18.412 votos, ficou na primeira suplência. Ele ocupará agora a vaga do deputado Ságuas Moraes, que passa a comandar a Educação, maior pasta da estrutura da máquina pública estadual.

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Comentários (4)

  • Epitacio clemente | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O povo tem memória fraca, e os politicos se ajudam pra um esconder a sujeira dos outro. Isso só vai mudar qdo a população ter consciência que quem paga a conta somos nós. Oque acontece na politica de mato grosso ninguém entra ninguém sai, eles sempra dão um jeito de enrrolarem o povo e fazer conchavos.

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Alexandre cesar e abcalil são tão aloprados quanto os aloprados seus amigos (Waldebran Padilha e cia), agora o Wilson Santos que faz coisa pior, tai!!! então Alexandre e Accalil podem estar tambêm.

  • regiane moraes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o alexandre foi e sempre será uma boa pessoa e eu como universitaria fico feliz por ele estar ganhando mais um lugar na camara de deputados.

  • Vilson Nery | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não estou de acordo com o modo de fazer política do Alexandre Cesar, mas é necessário lembrar que nem todo o esforço da gloriosa Polícia Federal e a dedicada exclusividade nas investigações do Ministério Público Eleitoral resultaram em processo e condenação. Significa dizer que houve muito barulho e nenhum resultado. Alexandre errou na condução administrativa do PT regional e também na direção (financeira e política)de sua campanha prefeito em 2004. Todavia NUNCA foi concluído inquerito que o indiciasse (eleitoralmente) e o Ministério Público Federal não obteve nenhuma condenação do Alexandre a esse título. Errou politicamente, e errou feio. Mas dizer o resto em relação ao Alexandre é exagero, inclusive a existência de eventual problema na Justiça Eleitoral. Politicamente o Alexandre continua errando, porque esse acordo com Maggi não está sendo recebido pela base do Partido os Trabalhadores, e o futuro deputado foi um dos defensores da idéia.

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