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Segunda-Feira, 24 de Dezembro de 2007, 08h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MINISTÉRIO PÚBLICO

Após mensagens divulgadas, Prado veta e-mails

  O procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Prado, baixou um ato administrativo para disciplinar o uso de ferramentas de internet, bem como o correio eletrônico (e-mail) no âmbito do Ministério Público. A determinação que restringe uso da internet na instituição foi assinado depois que o RDNews tornou público comentários de e-mails entre membros do MPE acerca da indicação do nome do ex-deputado Humberto Bosaipo para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

   Nas mensagens, eles opinaram sobre bastidores em torno da ação para impedir Bosaipo de ser "promovido" à cadeira vitalícia. Algumas mensagens trouxeram conteúdo crítico ao chefe do MPE, Paulo Prado, principalmente os e-mails disparados pelo promotor Domingos Sávio - Saiba mais aqui e aqui.

   As principais justificativas apresentadas pelo chefe do MPE para disciplinar o uso da internet estão relacionadas ao uso inadequado dos e-mails. “A internet tem sobrecarregado a infra-estrutura (canais de comunicação e os equipamentos, trazendo evidentes prejuízos aos serviços sistêmicos”, diz um trecho do documento. O ato administrato número 93 enfatiza ainda “(...) A utilização da ferramenta do correio eletrônico deve zelar pelo prestígio da instituição, por suas prerrogativas, pela dignidade das suas funções e pelo respeito às autoridades constituídas”.

   Conforme determinação de Prado, a partir de agora, servidores do MPE somente poderão acessar páginas que estejam relacionadas a matérias de interesse do órgão. Serviços de bate-papo, como chat e MSN estão proibidos, exceto quando o assunto estiver relacionado ao trabalho da instituição. O correio eletrônico será o meio preferencial para comunicação e troca de documentos internos, evitando-se, a impressão do conteúdo das mensagens. Com isso, busca-se evitar que mensagens internas cheguem à imprensa. Um dos 19 dispositivos estabelecidos diz que o uso do correio eletrônico deve ser exclusivo para conteúdos de interesse do Ministério Público.

  O Comitê de Segurança da Informação tem permissão para monitorar a origem, conteúdo e até o destino das mensagens do e-mail, isso na hipótese de violação das regras fixadas. Algumas delas já existiam, mas o ato administrativo, que está em vigor desde quarta (20,) surgiu com mais especificações. (Simone Alves)

   Clique aqui e confira todas as regras.

(Às 13h30) - Em nota, MPE contesta e alega segurança

Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Ministério Público Estadual acerca da matéria acima

   "A respeito da nota Após mensagens divulgadas, Prado veta e-mails, temos a informar que isso não é verdade. O Departamento de Tecnologia da Informação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso é considerado referência para os MPs Estaduais, inclusive é constantemente solicitado para atuar no quesito segurança da informação nos maiores centros do país. Mato Grosso está de parabéns nessa área. As normas colocadas no ato do PGJ, Paulo Prado, sempre são reiteradas para que o sistema flua bem e não deixe o órgão na mão. Há inclusive manuais orientando o manuseio do sistema na instituição.
     São cuidados tomados por órgãos públicos, empresas privadas e todos que têm um computador, por exemplo, para não serem nocauteados por vírus ou qualquer outro tipo de programa danoso. Se não houver uma boa administração nessa área, não teremos condições de enviar uma simples foto para a imprensa. Viveremos um colapso no sistema de segurança da informação. As normas de segurança publicadas nos anos anteriores à polêmica posse do deputado Humberto Bosaipo estão à disposição.
    Novamente reiteramos a importância de RDNews publicar o direito de resposta simultaneamente à denúncia.  Estamos às ordens.
    Feliz Natal e um próspero 2008!"
    Cecília Gonçalves, assessora de Comunicação do Ministério Público do Estado

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Comentários (1)

  • CIDADÃO DESESPERANÇADO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    Olha a ditadura ai gennnnnnnnnnnnnnnnnnte.

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