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Sexta-Feira, 25 de Maio de 2007, 07h:05 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

RONDONÓPOLIS

Após se juntar com Wellington, Sachetti "laça" PT

Prefeito segue exemplo do governador e coopta ex-adversários, enquanto PMDB e PPS montam palanque de oposição

     A exemplo do governador Blairo Maggi, o prefeito de Rondonópolis (a 210 km de Cuiabá), Adilton Sachetti (PR), também "laçou" o PT. De olho na reeleição, ele trouxe para sua administração o ex-vereador Juca Lemos, então opositor ferrenho e principal figura da estrela vermelha na região Sul do Estado. Deu ao petista um cargo inventado em Brasília de representante do escritório da Prefeitura de Rondonópolis na Capital Federal. E, assim, as alianças vão sendo construídas para o grande embate eleitoral no município que é hoje a segunda maior economia do Estado.

    Sachetti perdeu apoio do grupo do seu antecessor, o ex-prefeito Percival Muniz (PPS), hoje deputado estadual. Mas, sob orientação do grande aliado, governador Blairo Maggi, que atraiu o PT com oferta de cargos, o gestor rondonopolitano cooptou, além dos petistas, o também ex-adversário político, deputado federal Wellington Fagundes, derrotado pelo próprio Sachetti em 2004. De quebra, o prefeito trouxe ainda para suas "asas" setores da imprensa local.

     Agora, para melhorar seu desempenho eleitoral, principalmente na periferia, onde Muniz, que ensaia candidatura a prefeito, deixou uma marca forte, Adilton Sachetti lançou um pacote de obras e projetos macro de atração de empresas. Com seu estilo empresarial, disposto a impor austeridade financeira e ignorar as articulações políticas, Sachetti acabou adotando medidas antipopulares que trouxeram desgaste a seu governo. Sua popularidade caiu ao ponto do deputado Zé do Pátio, do PMDB de Carlos Bezerra, já ser chamado hoje de "futuro prefeito".

    Preocupado, o prefeito resolveu agir mais politicamente. Acha que conseguirá reverter o quadro desfavorável. De todo modo, a disputa rumo às urnas de 2008 começa a se polarizar entre os grupos de Sachetti-Fagundes-Maggi-PT e, de outro, de Pátio-Bezerra-Muniz.

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Comentários (4)

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O abraço de do Prefeito Sachetti no Deputado Wellinton pode se chamado de "abraço da morte anunciada".

  • Benedito Lucas | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esses três mais o partido de Lula irão amargar uma derrota vergonhosa, Rondonópolis respira esse debate político da sucessão desde hoje e a tendência é a do PR (partido das trapalhadas) não conseguir fazer vingar seu projeto de sucessão.

  • Paulo Elias Dantas Aquino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não vejo muita diferença aliança Welington e Sachetti juntamente com o PT.A questão aqui é outra,Sachetti tem uma rejeição muito grande no eleitorado Rondonopolitano e entres os funcionários publicos.Sem diálogo e arrogante dificilmente será reeleito.É como disse um vereador, pode fazer asfalto até de ouro que não ganha mais eleição aqui.

  • Leandro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que pensar de uma pessoa que, durante a campanha de 2004, chegou a se referir ao seu vice, Maneco da Vila, de "mesmo sendo uma pessoa de cor...". Preconceituoso, prepotente e arrogante. O valente povo de Rondonópolis saberá dar resposta a esse tal Sachetti.

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