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Sexta-Feira, 13 de Fevereiro de 2009, 18h:14 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

Artigo

Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou!

   Estou vendo muito barulho e muita fumaça caminhando para o lado errado ao que diz respeito o caso Ralf. Como o fato tornou-se um escândalo inconcebível pela sociedade mato-grossense, a cúpula que o assessora, ao invés de minimizar o escândalo, o tornou mais vexatório. Primeiro, porque o que aconteceu, aconteceu e ponto final. Não adianta espernear. Segundo, a atitude do jovem rapaz diante das autoridades policiais deixa claro que ele, o nobre vereador, é filhinho de papai, garoto mimado, acostumado com a mãozinha na cabeça, cuja educação que teve não corresponde às devidas limitações que a fase infantil e adolescente exigem. Terceiro, a tentativa de abafar o caso sem assumir a causa que o levou ao ato. O quarto e último, talvez seja o pior deles: politicamente, busca–se uma estratégia de afastamento do cargo ora conquistado, mas recebendo os popozudos salários, que nada mais é do que o dinheiro do povo, e que, diga-se de passagem, não deixa de ser mais um escândalo, pois tem por objetivo tirar proveito da situação, beneficiando-se da situação. Isso revolta ainda mais o povo.
 
   Analisando cada tópico veremos que o primeiro surge como um caso comum, do dia-a-dia, e que pode acontecer com qualquer um, afinal, todos nós somos humanos e ninguém, até que se prove o contrário, é santo. A analise do segundo tópico, aí sim, já frustra a sociedade que, quer queiramos ou não, é critica por natureza. Faço, das palavras do povo, as minhas: “desacato à autoridade policial é motivo de detenção, sobretudo, e principalmente, por desrespeito à farda” Na terceira analise, veremos ainda que o garoto, num primeiro momento, tenta abafar o caso, e eu, assim como qualquer um, a princípio, também o faria, mas, dizer publicamente que foi vítima de armação, que a policia agiu com discriminação e má fé, com repudia, etc e tal, caracteriza jogar a opinião publica contra uma entidade policial que, na pior das hipóteses, estava trabalhando, e agindo no cumprimento da lei.
 
   Vou mais longe: é como se o vereador estivesse ignorando a capacidade do povo, persuadindo sua inteligência ou até mesmo o chamando de burro e idiota. Chega, não somos palhaços. Concordo em numero, gênero, e grau que a policia deva agir da mesma maneira que agiu, independentemente de ser o “fulano, filho de beltrano”. A lei é única e deve ser aplicada a todos, sem distinção de raça, cor, etnia, religião. Está na constituinte.
  
   Para falar do ultimo tópico, citado no primeiro parágrafo deste artigo, quero lembrar as palavras de um amigo e colega de imprensa: “quando nossos planos ou ações são desviados por razoes às quais só o destino conhece, devemos recuar, admitir que erramos, pedir desculpas a quem de direito”. Isto significa dizer que a melhor atitude do nobre vereador seria, e deve ser, usar a humildade, se é que ele a tem, e proceder conforme o pensamento do meu amigo. Sob quaisquer comentários, a favor ou não, a hipótese que tentaria sobreviver, seria a divisão da opinião publica, pois sua postura haveria de ser interpretada tal qual a de um ser humano que tem sentimento, que erra, e que, sobretudo, assume seus próprios atos. Ou seja, seria uma atitude de homem, semelhante à de Jesus Cristo que enfrentou o povo de Israel que queria condenar e matar a prostituta Maria Madalena. Disse Jesus: “atire a primeira pedra aquele que nunca pecou”.

   Sem querer jogar “água no dilúvio” que assola o vexame provocado pelo nobre vereador, eu só posso dar-lhe um conselho: Querer enganar o povo pode até ser fácil, mas, enganar a si mesmo, eu pago pra ver.

Gilson Nunes é jornalista

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