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Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2009, 15h:13 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Atritos não mancham Judiciário, diz novo desembargador



Travassos empossa Alberto Ferreira que, em seguida, recebe os cumprimentos dos demais desembargadores
Fotos: Josinei Moreira

   Em meio ao clima tenso que paira sobre o Tribunal de Justiça nos dias que antecedem a divulgação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do relatório da inspeção realizada no órgão mato-grossense - veja aqui, o mais novo membro da corte, Alberto Ferreira de Souza, negou nesta quinta (15) que as frequentes trocas de acusações entre desembargadores comprometa a imagem do Judiciário mato-grossense. “Se existem atritos entre membros desta corte, não há um respingo sequer na instituição. Os problemas não são suficientes para manchar a imagem”, avaliou nesta quinta (15), após a solenidade em que foi empossado no cargo de desembargador.

   Questionado sobre a denúncia feita na gestão do ex-presidente Paulo Lessa, de pagamento irregular de créditos a magistrados durante o período em que o desembargador José Ferreira Leite presidiu o Tribunal de Justiça, Alberto desconversou e disse que a instituição se sobrepõe aos seus membros.

   Ele reconheceu que existe certo distanciamento da sociedade em relação à atuação do Poder Judiciário, em especial dos desembargadores do TJ, mas ponderou que nem todos têm tempo de acompanhar o trabalho dos magistrados. “A sociedade não dispõe de tempo para comparecer às sessões. Ao contrário do STF, que já conta com a TV do Poder Judiciário, nós ainda não temos um canal para divulgarmos nossas ações”. Segundo ele, o presidente Mariano Travassos vem trabalhando para sanar as dificuldades de acesso e de conhecimento da população sobre o Judiciário. “O Travassos tem buscado alternativas e em breve passaremos a contar com um canal de televisão, fora o que já é divulgado pela internet”.

   Posse

   Na solenidade em que assumiu o cargo de desembargador, pelo critério de merecimento, em substituição a desembargadora Shelma Lombardi de Kato, que se aposentou, Alberto exaltou a coragem como principal requisito para a efetivação do exercício independente e austero da magistratura. O magistrado foi escolhido em 1º de outubro, conforme adiantou o RDNews - confira aqui e aqui.

   Ele fez questão de mencionar os desafios enfrentados pelos juízes de primeira instância. “Para ser juiz, na verdadeira e sublime expressão do vocábulo, é preciso ter coragem, para enfrentar e contrariar os poderosos, para sofrer as consequências da maledicência, para não se perturbar no torvelinho das paixões humanas”.

   A produtividade foi um dos critérios que levaram Alberto a ser o mais votado na eleição para o cargo. Ele atuou por 16 anos na Terceira Vara de Fazenda Pública. Proferiu 3.378 sentenças com e sem julgamento de mérito, 6.652 decisões interlocutórias e realizou 163 audiências entre janeiro e março de 2009. Segundo informações do TJ, ele foi o responsável pelo melhor rendimento entre as varas especializadas da Fazenda Pública.

   Prestigiaram a cerimônia o vice-governador do Estado, Silval Barbosa, a deputada estadual Chica Nunes, a procuradora-geral de Justiça Substituta, Eliana Maranhão, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), o membro do CNJ, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, a diretora do Fórum Federal, juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, o defensor público-geral do Estado, Djalma Sabo Mendes, o advogado Ussiel Tavares, o presidente da AMAM, Walter Pereira de Souza, e o primeiro mato-grossense a integrar o Conselho Nacional do Ministério Público, Almino Afonso. (Flávia Borges e Andréa Haddad)

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Comentários (8)

  • Dicão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa afirmação desse novo Desembargador chega a ser uma piada e de muito mal gosto. Ora os atritos que imperam na Justiça de Mato Grosso decorrem de vergonhosos escândalos financeiros, de apropriação da coisa pública, de acusações mútuas com provas publicadas inclusive na imprensa e isso tudo não mancham o Judiciário?!?!

    Como é que são resolvidos esses atritos? Será que existe um cronograma?

    E o que será que mancha Judiciário de MT?

    Passou da hora da Justiça de Mato Grosso dar bons exemplos. Até agora é só decepção.

  • daniel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Discordo, se esses atritos não mancham o Judiciário, o que poderia manchar então? Quem paga a conta de tudo isso somos nós trabalhadores, com pesados impostos. CNJ vamos agir usando os rigores da lei.

  • Ze do Povo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que vestuário mais ridículo desses senhores.

  • sousa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    OS COMENTÁRIOS DESSES SENHORES SOA COMO GOZAÇÃO PRA NOSSAS CARAS. PREGANDO MORALIDADE, RESPEITO, JUSTIÇA, CORAGEM..ETC........NOS RESPEITEM!!!!! ALEM DE TERMOS CORRUPTOS NOS OUTROS PODERES TEMOS QUE PAGAR PELO DE VCS TAMBÉM. ALIÁS PRESTEM ATENÇÃO NAS VESTES DELES....NÃO LEMBRA UMA AVE? É ATÉ FEIO DE SE VER.

  • silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • DIOGO BOTELHO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ja Dizia o Velho Bezerra da Silva...


    Se Gritar Pega Ladrão...Não sobra um mermão



    CRISE DE MORALIDADE

  • jl | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns, GLORIOSA JUSTIÇA Mato grossense, só fazem o bem para a SOCIEDADE. sempre combatendo as irregularidades, né.....

  • Neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que bom seria o Osama aparecer nesse plenário trazendo com ele uma bombinha.

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