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Quinta-Feira, 10 de Maio de 2007, 12h:04 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

AGRONEGÓCIO

Audiência em Cuiabá atrairá líderes nacionais

Requerimento de Neri aprovado na Câmara garante encontro para debater crise no setor agrícola

  Um requerimento do deputado Neri Geller (PSDB) obteve aval da Comissão de Agricultura da Câmara e resultará na realização de uma audiência pública em Cuiabá. Vai discutir alternativas para superação da crise financeira porque passa os pequenos e médios produtores. Será realizada no próximo dia 21 (uma segunda-feira) na Assembléia Legislativa.

  Num trabalho forte de articulação com todos os partidos e grupos políticos, Geller, que ocupada a cadeira da deputada licenciada Thelma de Oliveira, já conseguiu confirmar a presença no encontro de vários parlamentares e integrantes da bancada ruralista.

    "Cerca de 90% dos produtores, principalmente do Mato Grosso, estão endividados, não têm dinheiro para quitar as dívidas e correm risco de perderem tudo", comenta Geller, um dos agricultores da região de Lucas do Rio Verde (Médio-Norte).

  Estarão em Cuiabá para debater o endividamento agrícola os parlamentares que lideram a bancada ruralista, como o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Marcos Monte (MG-PR), o presidente da subcomissão do Endividamento, Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o vice-presidente da Comissão, Assis do Couto (PT-PR). Também vai estar presente o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que preside uma subcomissão, criada para acompanhar os investimentos em infra-estrutura que foram inseridos no Programação de Aceleração do Crescimento (PAC) e ligados aos agronegócio.

   Neri Geller lista ainda as presenças confirmadas dos deputados tucanos Leonardo Vilela (GO) e Júlio Rebechk (RS) e do republicano Moacir Miqueleto (PR). Aposta na presença de toda bancada mato-grossense. A audiência pública será realizada em parceria com a Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja).

   Para Neri, é preciso encontrar solução para os produtores endividados. Ele cita o exemplo de Paulo Gilberto, de Ipiranga do Norte, que foi assentado em 98 e hoje já possui o título definitivo da terra. Conta que Gilberto adquiriu, em 2003, uma colheitadeira TC-57 da New Holland. Foi financiada por R$ 306 mil. O produtor entrou com R$ 34 mil. A máquina hoje custa R$ 150 mil e, Paulo Gilberto, devido não ter conseguido cumprir os parcelamentos da dívida e submetido à renegociação, deve hoje à instituição bancária R$ 485,6 mil.

  "A exemplo desse produtor, temos vários outros casos de cobrança de juros exorbitantes. Assim, os produtores estão ferrados. Vão quebrar", reclama Neri Geller. Ele defende que que o governo aceite uma renegociação pela equivalência produto ou então aplicação de juros conforme a inflação e num prazo mínimo entre 15 e 20 anos para pagar.

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