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Sexta-Feira, 14 de Novembro de 2008, 22h:19 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

AGRONEGÓCIO

Bancos tomam máquinas; produtores protestam



Maquinário no Sul de MT já é apreendido devido a calote

  As instituições financeiras começaram a cobrar judicialmente em Mato Grosso as parcelas das dívidas rurais vencidas no mês passados. Nesta sexta, máquinas e equipamentos agrícolas começaram a ser apreendidos nas fazendas da região Sul do Estado por causa de calote dos produtores. O primeiro a recorrer à Justiça foi o Banco CNH (Case/New Holland).

   Já acuados por causa dos efeitos da crise econômica internacional e em pleno início de plantio, produtores da Grande Rondonópolis, cidade-pólo do Sul do Estado, convocaram a categoria para uma reunião emergencial neste sábado. Eles devem deflagrar um novo Grito do Ipiranga, a exemplo do que fizeram em 2006 quando, em protesto ao pacote agrícola do governo federal, bloquearam rodovias.

   O presidente do Sindicaro Rural de Rondonópolis e diretor da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, reclama da movimentação dos bancos em razão da falta de pagamento das parcelas da dívida vencidas no mês passado. Para ele, "é um insensatez". Argumenta que essa cobrança não poderia ocorrer neste momento. Disse que o governo federal se mostra ineficiente nas negociações relativas ao endividamento agrícola e isso levou os bancos a iniciar o processo de busca e apreensão de máquinas, num momento crucial da safra, quando as máquinas estão em uso total.

   "Os tratores e plantadeiras fazem o plantio, os pulverizadores os tratos culturais e as colheitadeiras, a colheita, finalizando o processo de produção. Se já foi difícil plantar com as condições negativas de crédito e custo, que dirá se levarem nossas máquinas, como já estão fazendo, causando mais instabilidade junto ao produtor e ao sistema de crédito rural", dispara o líder rural.

   Segundo Ricardo Tomczyk, diante do agravamento da crise, o governador Blairo Maggi, maior produtor individual de soja do mundo, temendo os resultados trágicos para a economia do Estado, está alertando junto com as entidades do agronegócio de Mato Grosso, a situação crítica por que passa a produção regional, com a falta de crédito e renda para o produtor. Defende medidas urgentes para viabilizar a safra.

   Reivindicação

   Os produtores querem injeção de recursos no sistema produtivo e prorrogação imediata de todos os vencimentos das parcelas de dívidas rurais de 2008. "Esta é uma questão de sobrevivência e continuidade da produção e da sustentação econômica do Estado". Disse que o Ministério da Agricultura entende a extensão da crise e se mostra receptivo às propostas, mas existe uma barreira irresponsável no Ministério da Fazenda impedindo que as soluções sejam encaminhadas e cheguem ao campo.

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Comentários (10)

  • SOJITO COLITANEO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O SENADOR JONAS PINHEIRO, FOI O GDE DEVENSSOR DESSES MAL PAGADORES.E AGORA JOSÉ? O JONAS MORREU!

    SÓ EXISTE O AFILHADO POLITICO DO JONAS PARA RESOLVER ESTE ABACAXÍ,O PAPAI MAGICO!

  • Paolo Angelo César | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O dinheiro que os barões do agronegócio ganharam na época das vacas gordas,cade? eles compraram mansões, carrões, etc. Deveriam ter poupado, pensando no amanhã. Devem tem que pagar igual qualquer mortal. A iniciativa dos bancos não é a mais correta, mas é justa. Contrato não honrado = contrato executado.

  • Paulo Salem | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esses caras nunca paragam dividas mesmo muito menos agora quando se fala tanto em crise.
    Plantador de soja e outros tipos de agricultores quanto maior mais caloteiros. os pequenos pagam mas os grandes estão sempre negociando suas dividas.
    até quando vamos viver nesta penúria?
    Claro que o seguimento é muito importante para nossa economia porém o que precisa ser feito é encontrar uma forma de financiar a produção sem que o governo leve calote como sempre acontece, afinal de contas são verbas públicas.

  • marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esse agricultores são um bando de folgados, querem que o governo fique carregando eles nas costas a vida inteira, depois do lucro monstro que tiveram na ultima safra ainda querem dinheiro do governo para pagar as contas. falta de vergonha.
    o banco esta certo, se o pobre miseravel deixa de pagar a prestação da moto o banco toma, porque nao vai tomar a colhetadeira do bacana que constroi mansões e troca de caminhonete todo ano.
    esses agricultores tem que aprende a investir o dinheiro que ganham na terra de onde sai, precisam de visão empresarial, e nao desviar o lucro da propriedade e esperar o governo mandar dinheiro.

  • Paulo Roberto de Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Também esses produtores são folgados, acostumaram a ter
    as tetas do governo para plantar, de uns dez anos para
    cá, só tiveram lucros(claros se não plantava). Qualquer
    empresário de outro ramo, que tomasse emprestado
    dinheiro de Bancos(para capital de giros ou investimentos)
    e não pagasse, seria penalizado por isso. Aconselho os
    produtores, guardem um pouco do lucro para eventuais
    dificuldades. No mais, vão plantar batatas........

  • thomas turbano de souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    entra ano sai ano entra governadores saem governadores, e é a mesma coisa, todas as safras os agricultores sempre dao calote aos merecidos bancos. E semprpre é salvos pelos senhores governadores. até quando os agricultores vao refinanciar suas dividas? já faz vinte anos que eu vejo refinanciamento das dividas, ou seja vinte safras sem pagar, acho que ja e uma divida impagavel.

  • Mauro Botelho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Palhaçada agora me diz uma coisa que dia que já vimos donos de restaurantes, donos de lojas de roupa... queimarem suas mercadorias pelo fato de inadinplencia e com isso os bancos pedoarem os financiamento que fizeram?

  • Paulo Fernandes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vendem-se suas mansões, caminhonetes, iates de luxo etc. E pague suas dividas. Na verdade, é o único setor que tem linha de crédito fácil. Enquanto os demais seguimentos, quando faz um empréstimo no banco, e não paga o banco pega sua casa, não tendo pega até a camisa e cueca em forma de pagamento. Acho-me que chegou a hora da justiça ser para todos...

  • juca | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse povo é igual á fábula da cigarra e a formiga ,por isso eu pergunto ao Gov.ao puxa saco Eder moraes porque o pib do centro oeste (matogrosso)só recua !Essa matéria do Rd é uma das claras explicações esses pézudos só sobrevivem com dinheiro do BB,são na grande maioria bucéfalos e por isso não conseguem nem se preparar para as intempéries uma grande maioria vai levantar acampamento e procurar outras terras pois eles não tem amor nem pelas placentas em foram gerados.

  • SÉRGIO ALCÂNTARA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nós mato-grossenses reconhecemos que se o estado, hoje, é reconhecidamente rico, deve-se à agricultura, mesmo que a riqueza esteja restrita a poucas famílias, agora temos que concordar em uma coisa: 80% dos agricultores que são ricos hoje, devem-se aos altos financiamentos feitos para comprar máquinas e caminhonetes de luxo...depois é aquele velho papo de pedido de refinanciamento, redução de juros, tratamento diferenciado, perdão da dívida...

    Nós mortais penamos para pagar uma prestação da Casa Bahia, Riachuelo, City Lar, Trescinco...aí vem SPC, SERASA...cadê a igualdade de direitos?

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