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Sábado, 05 de Janeiro de 2008, 11h:34 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

Artigo

Blairo, Brasil e o Planeta Terra

     Em dezembro de 1997, em Kyoto, no Japão, 160 países se reuniram na terceira conferência das Nações Unidas para debaterem a mudança do clima no Planeta e estabelecerem que todos os países presentes deveriam se ajustar quanto a redução e limitação da emissão de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa. Para isso, fixaram que até 2.012 todos os países se ajustassem ao convencionado. Todavia essa Conferência restou infrutífera mesmo depois da ECO-92 no Rio de Janeiro e da Convenção de Bonn, na Alemanha em 2001, quando os países mediante acordo definiram regras para a implementação do Protocolo de Kyoto, estabelecendo clausulas punitivas para os países que não cumprissem as regras, dentre as quais, a obrigação do país infrator  investir na preservação das florestas. Com efeito, as regras de Kyoto impedem o desmatamento ilegal e a depredação do solo pela ação funesta do próprio homem. E, a violação dessas regras está patente no Mato Grosso e na Amazônia Legal, regiões estas que formam a principal base do planeta destinada a equilibrar o eco-sistema da Terra, mormente, quando já conhecida universalmente como o “pulmão do mundo”.
     Então devemos indagar: quem tem a obrigação maior de se preocupar com as regras de Kyoto? Ao meu sentir, no Brasil, são as autoridades dessas regiões do Globo. Essas autoridades, realmente, não podem deixar de escrever o nome na história do universo, principalmente, o Governador do Estado do Mato Grosso. Aqui, inegavelmente, o Governador Blairo Maggi não pode ficar neutro nessa história, sob pena de, inevitavelmente, ser responsabilizado como colaborador da depredação do Planeta, podendo, conseqüentemente, se tornar principal inimigo da humanidade se não adotar uma postura enérgica e eficiente diante da questão que estamos levantando.
     E, não há como sair-se daí, pois, Blairo Maggi além de ser a principal autoridade desse eco-sistema, tem, sem dúvida, todas as condições ao seu dispor para receber o Prêmio Nobel da Paz ou mesmo o Champions of the Earth (Campeões da Terra) premio reservado pelas Nações Unidas ao benfeitor do Planeta. E como o Governador pode fazer isso e aumentar o orgulho do povo mato-grossense? Muito simples, bastando ter atitudes. Suficiente, por exemplo, lutar pela federalização da UNIVAG e a transformá-la em Universidade Federal do Meio Ambiente (UNIFEMA) tornando-a um laboratório do mundo destinado a estudos e aperfeiçoamento da ciência física-biológica para fornecer projetos de preservação do meio ambiente para todos os países do mundo e convocar  as autoridades internacionais para debaterem os temas como o desmatamento predatório, álcool e biodiesel para substituir outras fontes energéticas poluentes, o aquecimento global da terra, a elevação do nível do mar, o efeito estufa, fontes de energia limpa e combate ao interesse utilitarista das grandes potências econômicas internacionais pelas riquezas naturais da Amazônia legal, organizando um grande conclave mundial dos países do primeiro mundo, das ONGs internacionais, da CNBB, da OAB para ao final dos debates  assinarem  o Protocolo do Mato Grosso destinado a preservação do Planeta.
     Se as grandes potências se reúnem todos os anos em Davos para se discutir a economia do mundo, porque, então, não se reunirem em Mato Grosso para se discutir o destino do nosso Planeta? Para esse desiderato Blairo Maggi tem tudo nas mãos. Tem poder econômico, tem poder político, tem poder de aglutinação de idéias e ideais, é jovem e inteligente e tem invejável sintonia com o Governo Federal para federalizar a UNIVAG ou mesmo a UNEMAT, transformação esta que vai trazer incontáveis benefícios para a baixada cuiabana, para a comunidade universitária do estado e para a sociedade brasileira em geral, máxime, quando a UNIVAG está a merecer um encontro de contas com a União.
     Como se há de notar, basta querer e se o Governador não encontrar o caminho, valha-se destas opiniões e tudo vai mudar. Como está noticiado, nos próximos meses desembarca no Brasil o Presidente dos Estados Unidos George Walker Bush para discutir com o Presidente Lula assunto do aquecimento global. Então, a oportunidade é esta para que o nosso estimado Governador se torne a maior personalidade internacional contemporânea no combate à interferência humana na destruição do eco-sistema planetário e a evitar uma catástrofe mundial e criar razão factual bastante a transformar-lo em celebridade do mundo e líder inconteste da nação brasileira.

Félix Marques é advogado e presidente da Comissão de Defesa do Instituto Brasileiro de Defesa do Idoso/SP (felixmarques@terra.com.br)

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