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Quarta-Feira, 22 de Julho de 2009, 09h:20 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

SENADO

Campanha com chance de vitória exige ao menos R$ 15 mi

 Fernando Ordakowski


Pré-candidatos ao Senado em 2010 Pedro Taques, José Riva, Wellington Fagundes e Serys Marly

   Numa época em que o voto já migrou da motivação de ideológico para mercadológico, uma candidatura de senador por Mato Grosso exige um orçamento de ao menos R$ 15 milhões para ter chance de eleição, apesar de, geralmente, nem metade desse montante ser declarado oficialmente. Desse total, cerca de R$ 7 milhões precisam ser destinados à comunicação e ao marketing, mas os maiores gastos são com infraestrutura para composição de palanque, ou seja, na formação do arco de alianças, e também no atendimento dos candidatos proporcionais.

   Analistas políticos, marqueteiros e alguns dos pré-candidatos majoritários ouvidos pelo RDNews são unânimes em afirmar que, sem estrutura de campanha, não se consegue eleição, principalmente no caso de uma candidatura de senador. O cenário de hoje, a 14 meses das eleiçõe gerais, aponta cinco virtuais concorrentes à senatória: José Riva (PP), Pedro Taques (sem partido), Serys Marly (PT), Gilberto Goellner (DEM) e Wellington Fagundes (PR). Vão estão em jogo duas das três vagas destinadas a Mato Grosso, com vencimento dos mandatos de Serys e de Goellner. Ambos, aliás, querem a reeleição.

   Pesa sobre os ombros de uma candidatura ao Senado o compromisso de se dispor de uma estrutura gigantesca, similar a de concorrente à vaga de governador. Um candidato a senador tem mais dificuldade de agregar, pois representa projeto individual, principalmente porque em cada arco de alianças ou grupo político haverá dois candidatos no páreo. Para arregimentar apoio, quem pleteia cadeira no Congresso Nacional precisa atender aos pleitos dos candidatos a deputado estadual e federal, como ajuda financeira e confecção em conjunto de material de campanha, além de disponibilizar estrutura até para vereador trabalhar o projeto nas bases.

   Além disso, quem sonha com o Senado não dispõe do trunfo da oferta de cargos para negociar e nem de dotação orçamentária, diferente do poder de barganha do candidato ao Executivo, que geralmente busca alianças na base do rateio de secretarias e de outras negociações. O curioso é que um candidato "torra" milhões em campanha para, em caso de eleito, ter direito a um salário mensal inferior a R$ 20 mil, desconsiderando, nesse caso, outros benefícios, como verba indenizatória e de gabinete e outras despesas custeadas pelo erário. De todo modo, o que se gasta numa campanha não se recupera legalmente com salário que um senador recebe durante os 8 anos de mandato. É aí que mora o perigo. Alguns tentam o reembolso na base da corrupção.

   Candidatura virtual

   Como, em tese, só dispõe de 90 dias de campanha, sendo 45 dias no rádio e na TV, conforme prevê a legislação eleitoral, diferente do que acontecia nos anos 80 quando se fazia campanha escancarada com um ano de antecedência, o candidato não consegue percorrer os 141 municípios mato-grossenses e os seus grotões. São complicadores a longa distância num Estado com densidade demográfica de 903.357,9 km2 e também às dificuldades de acesso. A estratégia, então, é partir para campanha virtual no rádio e na TV. Vende-se, então, imagem da candidatura como se o cargo fosse um negócio. A imagem passa a valer mais que a realidade, assim com o voto se torna objeto de consumo para a política. Espera-se que, com a reforma política, venha junto a consciência de que o voto não pode ser vendido como uma mercadoria.

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Comentários (9)

  • AFRÂNIO LUIZ ALBUQUERQUE ALONSO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SÓ QUERO ENTENDER UMA COISA. FICA EM r$ 15.000.000,00 (QUINZE MILHÕES DE REAIS). SE DURANTE TODO O MANDATO NÃO VAI RECEBER MAIS DO QUE r$ 3.000.000,00 (TRÊS MILHOES DE REAIS). SE ALGUÉM ME EXPLICAR E ME CONVENCER. JURO QUE NAO PERGUNTO MAIS NADA. JURO.

  • sergio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    DEP.PERCIVAL, ..........DEPUTADOS SÃO CAITITUS, E SENADORES SÃO OQUE????




    ????????

  • ELIAS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    GILBERTO GUELLNER QUER RELEIÇÃO???
    KKKKKKKK!!! ESSE NÃO GANHA NEM PRA PRESIDENTE DO BAIRRO DELE AQUI EM RONDONÓPOLIS.

  • Beto Vilela | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É tem acredita que eles entram na política para o bem da sociedade! Que recebem milhões em doações e não irão retribuir tal generosidade às empreiteiras. Hare Baba Mamadi!

  • aline barros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    como que esse tal de Gilberto quer ser candidato se o mesmo ganhou uma vaga no senado sem ser candidato. Esse cidadão não fez nada até agora.

  • Marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eleitor assíduo de Sérys em épocas passadas, desta vez farei campanha contra. Bastião da moralidade, vivia jogando pedras nos adversários. Depois dos últimos escândalos no Senado descobriu-se que o seu telhado também é de vidro. Em minha opinião, tornou-se uma vergonha para o povo de Mato Grosso.

  • messias di caprio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    precisamos de um senador que atenda as reivindicações do nosso povo, de nossa região. nesse quesito josé riva ganha de longe de todos os outros concorrentes.
    riva será o senador mais votado da história deste estado e se depender de mim, eu irei de casa em casa levando o seu nome e pedindo voto mas nos queremos mesmo é riva no governo para dar a atenção que nossos povo tanto precisa. o riva é uma pessoa senssivel ao sofrimento do povo e porisso será o próximo governador do mato grosso, quem viver verá !!!! conte comigo governador riva.

  • Acelino Pinheiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O povo evengélico num único candidato ao Senado: Riva irmãos! Riva é fiel!

  • JEDAE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    MESSIAS, PELO JEITO VC QUER RIVA NA CADEIA. VC É AMIGO OU INIMIGO DELE? PELO VISTO VC É MUI AMIGO!! RSRSRSR!

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