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Quinta-Feira, 04 de Junho de 2009, 19h:20 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

RONDONÓPOLIS

Caos na saúde ocorreu por brigas políticas, diz Pichione

    O presidente da Câmara de Rondonópolis, Hélio Pichione (PR), acusa o prefeito Zé do Pátio (PMDB) de deixar as “rixas” políticas com republicanos interferirem em sua administração. Segundo Pichione,  as desavenças provocaram a suspensão dos serviços prestados pelo Consórcio Municipal de Saúde da Região Sul. Atualmente, 19 cidades são consorciadas. Há três meses, Pátio teria deixado de repassar os R$ 69 mil mensais ao órgão, o que levou o município a ser excluído do Consórcio. Nesta quarta (3), o presidente da Câmara, que é diretor-geral da Santa Casa, requisitou a presença da secretária executiva do Consórcio Regional de Saúde, Vânia Scapini, em plenário para que o tema seja debatido.

  Segundo o republicano, a decisão de deixar o Consórcio é  estritamente política, já que atualmente o presidente do Consórcio é o prefeito de Jaciara, Max Russi (PR). Além disso, o cargo ocupado por Vânia é uma indicação do republicano.  “Eles (peemedebistas) deixaram claro que querem assumir o controle do Consórcio. Não se trata de política, mas sim de vidas. Com essa postura não se consegue nada a não ser prejudicar o atendimento a milhares de pessoas que precisam dos serviços prestados”, rechaça.  Mensalmente, o Consórcio realiza 3,8 mil consultas, 1,5 mil exames clínicos e 800 procedimentos médicos.

  A dívida de Rondonópolis com o Consórsio é de R$ 207 mil. Devido à suspensão dos pagamentos, serviços nas áreas de oncologia, mastologia e infectologia já foram suspensos. Nos próximos dias, 40 funcionários do Centro de Nefrologia (Nefrosul) poderão ser demitidos, já que não há recursos suficientes para o pagamento dos salários. O repasse feito por Rondonópolis representa 37% do investimento das 19 cidades. Pichione acusa ainda a administração municipal de promover demissões em massa nos Postos de Saúde da Família (PSF). Atribuindo as exonerações a uma manobra para municipalizar a Santa Casa.

   No início de abril, Pátio iniciou uma verdadeira "queda-de-braço" com a direção da unidade de saaúde. Sob argumento de que investe muito no hospital, o peemedebista pretendia trocar a diretoria da Santa Casa – veja mais aqui.  “Não podemos travar a saúde de nossa cidade porque existe mais de um partido atuante. Vivemos numa democracia”, argumenta Pichioni. Além da crise na Santa Casa, o prefeito rondonopolitano enfrenta um verdadeiro caos no Hospital Regional, que suspendeu praticamente todos os procedimentos - saiba mais aqui. 

  Outro lado

  O secretário de Saúde de Rondonópolis, Valtecir Feltrin confirmou que um dos motivos da prefeitura ter deixado o Consórsio Municipal de Saúde é o fato de não participarem da diretoria que gerencia o convênio. Ele argumenta que a cidade é responsável por 25% dos recursos que mantém o consórsio e que, por isso, o correto seria indicar algumas pessoas para participarem da diretoria. "Existe uma certa inconformidade da administração com essa situação", afirma. Perguntado se a saída não prejudicará o atendimento à população, já que o Consórcio existe justamente para evitar a existência de filas no atendimento de especialistas, Feltrin é categórico. "Vamos continuar atendendo as pessoas que moram na cidade normalmente. A população não terá nenhum prejuízo", enfatiza.

  O responsável pela pasta alega ainda que a atual diretoria do Consórcio de Saúde tem sonegado informações sobre o funcionamento do convênio. "Eles ficam sonegando informações e do jeito que estava não dava para ficar". (Patrícia Sanches)

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Comentários (4)

  • ANTONIO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    - PARTE DESSE CAOS DEVEMOS AO NOBRE SENADOR JAYME CAMPOS, QUE EM SUA CAMPANHA ANTERIOR AO GOVERNO DIZIA QUE INAUGURARIA O HOSPITAL REGIONAL EM CUIABA, POR TANTO FOI GOVERNADOR E NADA FEZ EM PROL DASAUDE DO NOSSO ESTADO, ENTÃO LEMBREM-SE DISSO ANTES DE CULPAR A UMA ´SO PESSOA, SÃO MUITOS OS ROLOS POR AI, E NINGUEM DISSE ATE HOJE PARA ONDE FOI ESSA VERBA.
    - M.P. VOCE ESTA MUITO INOPERANTE, MAS, AONDE FOI PARAR ESSA VERBA????????

  • josé leite | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    MP já tah ae pra isso mesmo, agora prefeitura. É engraçado como uma pessoa que é investigada pelo MP por desvio de verba é vereador e presidente da camara. Brasil é engraçado, tem até saci perere com 2 pernas, papai noel sem barba e ae vai

  • acacio falcao | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    e brincadeira o que esta acontecendo em rondopolis pois se o estatuto do consorcio permite que alguma cidade deixe o mesmo qual o problema se o municipio esta garantindo o atendimento aos rondonopolitanos e os que aqui moram, outra se realmente a contribuicao de rondonopolis e tao importante para que o consorcio continue solido e cumpridor de seus deveres nada mais justo que a prefeitura de rondonopolis possua diretoria e ate presidencia pois tem que ter alguem la dentro cuidando dos 37% ou 25%, se nao confiam no prefeito que colabora porque ele tem que confiar os seus recursos a outros, facil de resolver da cezar o que e de cezar e da a ze o que e de ze.

  • Zeca da Colina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Analisemos a matéria por partes:

    1-O consócio não é municipal,mas regional.Quando de sua implantação,o Estado teria a responsabilidade de 50% e, os dezenove municípios, dos outros 50% para complementação do seu capital.Rondonópolis,hoje,é responsável por 25% da parte que cabe aos municípios.A ideia inicial desse grupo, seria ajudar municípios mais carentes,no atendimento de especialidades,cujas carências mais gritantes.

    2-A função do consócio foi desvirtuada.Após a entrada do governo Maggi,uma entidade que serviria para atender necessidades da região,passou a ter carater político.Não os municípios que comandam a entidade,mas o poder central,com seus tentáculos eleitorais.

    3-Com o dinheiro do consórcio é pago complemento salarial de algumas chefias do Estado,poltronas para o Hospital Regional.Tem até funcionário da administração anterior,demitido, que está recebendo um dinheirinho.

    4-Quando o sr. Feltrin solicita a folha de pagamento e despesas do consócio,sendo a PM de Rondonópolis a maior contribuinte da região,está fazendo sua obrigação como gestor.Pecisamos saber como nosso dinheiro está sendo aplicado.Feltrin é menos louco do que pensamos.

    5-O sr. Maxi foi eleito presidente do consórcio,após um acordo,no qual ele seria eleito se mantivesse a sra Vania como secretária-geral(cumadre do sr. Sachetti).

    6-Como Rondonópolis centraliza o maior número de especialidades o prejuízo,será de pouca monta em sair do consórcio.Sofrerão os outros municípios.Aqueles que em gestão plena,não fazem seu dever de casa,enchem um ônibus de doentes e jogam em nossa cidade.

    7-A responsabilidade do Hospital Regional é do Estado.Está um caos e, pelo andar da carroça,vai ficar pior.

    8-O Estado não tem política de Saúde.

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