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Domingo, 30 de Agosto de 2009, 20h:21 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

Rumo a 2010

Caos rodoviário

   È impressionante como as estradas federais no país se transformaram em verdadeiros corredores da morte. A partir de dados estatísticos do SINPRF-DF pode-se estimar que o Brasil deva ultrapassar mais de 1 milhão de acidentes, mais de 600 mil feridos e cerca de 60 mil mortos no local do acidente, entre 2001 e até o final deste ano. Não está se considerando aqui os acidentados mortos no translado e nas unidades de saúde.  Isto pode se definir como uma carnificina ou genocídio rodoviário. A maioria dos acidentes fatais é batida de frente ou na parte traseira dos veículos em ultrapassagens.

   Esta situação caótica é constatada nas BRs em todos os estados brasileiros com destaque nos feriados, carnaval, semana santa, férias etc..  O sofrimento com a mortandade diária, os custos elevados com a urgência e emergência na saúde são injustificáveis ante o direito soberano à vida das pessoas.

    Dos 65 mil quilômetros de rodovias federais pavimentadas, somente 20% apresentam boas condições e 80% de regular a ruim. Nas rodovias concessionadas cerca de 90% se encontram na categoria de boas condições. Vale considerar que cerca de 85% da  malha federal pavimentada foi construída até 1980. Trata-se, portanto de um pavimento velho, com inúmeras limitações no sistema de drenagem, sinalizações e no leito estradal pelas sucessivas recuperações deficientes. Por outro lado o volume do tráfego e o tipo de veículos pesados não existiam. Nos últimos 25 anos pouco se construiu estradas e mal se conservou o sistema existente. Acabaram com o fundo rodoviário nacional, e quem está pagando com a vida é o povo brasileiro.

    Não adianta largar o principal e ficar no acessório de tapa-buracos, fiscalização e leis de punições, bafômetro e outros penduricalhos. A questão central é a melhoria, duplicação de pistas e ampliação da malha viária, compatível com a demanda do país. O desenvolvimento econômico do Brasil, ante seu imenso potencial produtivo depende de investimento pesado em infra-estrutura de transporte, com destaque no curto prazo, no sistema rodoviário. Se o país crescer dois anos seguidos acima de 5% ao ano podemos ter “apagões” nas rodovias, nos portos, aeroportos, ferrovias e dutos. Isto sem considerar os gargalos do transporte urbano.

    A execução direta pelo governo federal tem sido um desastre devido ao processo burocrático a irregularidade no fluxo de liberação de recursos do tesouro, o pequeno número de pessoal técnico do DNIT, além das injunções políticas e da corrupção generalizada.

    As concessões rodoviárias no Brasil e no mundo têm obtido bons resultados, em relação às condições operacionais, redução nos custos dos transportes e satisfação dos usuários. Mais de 30.000 km de rodovias federais podem apresentar taxa interna de retorno (TIR) atraente para investidores no sistema de concessão, principalmente para o sistema capitalista nos dias de hoje, mais propenso a investir na economia real com fluxo de caixa ao invés de aplicações virtuais que deram origem à crise. A licitação de um programa de concessão desta magnitude injetaria no Brasil mais de U$30,0 bilhões de dólares.

    Para esta sugestão o governo Federal precisa quebrar paradigmas, romper com os proselitismos ideológico, ecológico e cair na real. O desenvolvimento é fruto da objetividade, do planejamento, de projetos e menos de discursos populares do executivo e do ranca-rabo estéril que vive o Senado, distante da realidade.

   Bento Souza Porto é engenheiro agrônomo, foi secretário de Saúde e de Planejamento de Cuiabá e deputado federal (bpconsultor@hotmail.com)

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