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Sábado, 19 de Setembro de 2009, 09h:06 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

EXCLUSIVO

Chefe do Gaeco, Prado procura siglas e quer tentar Senado

  Motivado por uma série de pessoas, principalmente por representantes de segmentos organizados, o procurador de Justiça Paulo Prado, coordenador desde abril deste ano do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), está prestes a anunciar sua pré-candidatura a senador. Ele já começou as articulações e o contato com líderes políticos e dirigentes partidários. Prado se empolgou após receber mais de 30 mensagens, principalmente por e-mail, de pessoas incentivando-o a ingressar na vida pública.

    Ele avalia algumas situações, em meio a imbróglios jurídicos e às regras eleitorais. Carrega dúvida quanto a necessidade de renunciar ou não ao cargo vitalício de procurador para pleitear a candidatura, já que foi promovido pós-Constituição de 88. Em conversa com amigos, o ex-procurador-geral de Justiça por dois mandatos afirma acreditar na possibilidade de conseguir brecha na lei para se licenciar do Ministério Público e, em caso de derrota, voltar à cadeira de procurador. Outra insegurança é quanto ao prazo para filiação, se com um ano antes do pleito, o que o obrigaria a definir um partido dentro dos próximos 13 dias, ou se com seis meses das eleições, que seria em abril de 2010. Essa prerrogativa de retardar filiação é assegurada, por exemplo, a magistrados.

   Prado tem dito que partidos como PDT e PPS se encaixam no seu perfil de autoridade do MPE disposto a ter uma atuação eminentemente técnica na política. Ele se mostra empolgado pelo fato das pessoas, com quem conversa, "pintarem" um quadro carente de novas lideranças e preveem maior chance de eleição daquela personalidade que surgir como "fato novo". Além disso, há duas vagas de senador em jogo.

   Paulo Prado não é a primeira autoridade fora da vida pública que se movimenta por candidatura majoritária rumo ao pleito de 2010. O procurador da República Pedro Taques, que hoje atua em São Paulo, mas que marcou posição em Mato Grosso no combate ao crime organização e na ofensiva contra políticos e empresários corruptos, também deseja concorrer a governador. Ele abriu diálogo com alguns partidos e, pelo visto, está determinado a abandonar o cargo de membro do Ministério Público Federal para encarar o teste das urnas. O juiz federal Julier Sebastião da Silva é outro que confessa o desejo de disputar cargo de governador ou de senador.

   A praticamente um ano das eleições, o quadro majoritário está completamente confuso. Dos principais partidos, somente o PR lançou o nome do deputado federal Wellington Fagundes para o Senado. O PP ensaia com o presidente da Assembleia, José Riva, que está se transformando em espécie de "isca" e de motivador das pré-candidaturas de Julier, de Taques e, agora, de Paulo Prado. Acontece que eles foram responsáveis por processos e ações contra supostos atos de improbidade da Mesa da Assembleia, envolvendo Riva. (Romilson Dourado)

(16h)Prado diz que só entra se não tiver de renunciar ao MP e vai procurar Demóstenes

   Paulo Prado confirmou que, de fato, está animado com a possibilidade de entrar numa disputa para senador, mas ponderou que, antes de qualquer decisão, vai estudar sua situação juridicamente. No fundo, ele não quer correr o risco de renunciar ao posto de procurador de Justiça, no qual já está há 20 anos, para se submeter ao teste das urnas. Adianta que na próxima semana vai procurar em Brasília o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de quem é amigo pessoal, para discutir o imbróglio. Torres é integrante concursado do MPE desde 1983. A exemplo de Prado em MT, que chefiou o MPE por quatro anos (2005/2009), o hoje senador foi procurador-geral de Justiça de Goiás entre 1999 e 2002. Prado ingressou no MPE em julho de 89, um ano após a promulgação da Constituição Federal. Há mudanças de regras para o antes e o depois da Constituição.

  "Não dá para abrir mão de 20 anos de MPE. Vou fazer um estudo para ver se tem brecha legal, com frieza e responsabilidade. Agora, se for obrigado a renunciar, aí não posso", admite Prado. Ele conta que tem recebido manifestação de diferentes segmentos em defesa de sua pré-candidatura e, principalmente, de promotores de Justiça que atuam no interior. "Existe uma garotada que atua nesse interior de MT que tem manifestado angústia por causa de problemas nos municípios, principalmente nas áreas social, na saúde pública e quanto à segurança, com aumento dos índices de violência. Daí, eles começaram a cobrar uma participação minha. Entendem que eu poderia ser uma nova liderança que contribuiria para qualificar o debate", destaca o coordenador do Gaeco.

    Aos 46 anos, Prado entende que poderia interferir, por exemplo, com mudanças no arcaico Código de Processo Penal e em defesa das reformas, principalmente a política. "Do jeito que está o Processo Penal, todo bandido vai para rua. No caso da reforma política, também precisa haver mudança, senão paira essa incerteza como agora, de entra e sai de prefeito. Essas coisas, em nível de Senado, podem resultar em grandes debates para melhoria do funcionamento das leis e das instituições", enfatiza o procurador de Justiça.

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Comentários (29)

  • Rodolfho Augusto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ACHO QUE SE REALMENTE O DR. PAULO PRADO LANÇAR A SUA CANDIDATURA AO SENADO, E TIVER UM PARTIDO FORTE E HONESTO, SEM DÚVIDAS É PREOCUPANTE PARA OS CACIQUES DESTA TERRA, TENDO EM VISTA SER UMA PESSOA INTELIGENTE, PREPARADA E QUE SEM DÚVIDA TRARÁ RESPEITO PARA O CONGRESSO NACIONAL. FILHO DESTA TERRA E DE UM POCONEANO, ESTÁ SIM NA HORA DE TERMOS GENTES NOVAS, CHEGA DESSA TUTMA QUE ESTÁ LÁ. DOU O MEU MAIOR APOIO E VOTO COM TODA A MINHA FAMÍLIA, POIS, ACOMPANHO TODO O SEU TRABALHO DESDE PROMOTOR E AGORA COMO PROCURADOR GERAL E CHEFE DO GAECO. PARABÉNS MATO GROSSO, POIS, SÓ TEMOS A GANHAR. CACIQUES PREPAREM O LANCE PARA TER O NOME DE PAULO PRADO NO SENADO.

  • Aloisio Póvoas | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Finalmente surge um ótimo nome para uma candidatura majoritária, no exato momento em que o eleitorado esclarecido já se mostrava desanimado com tanta tranqueira na nossa política.
    Vamos nessa Dr. Paulo Prado.

  • marcola | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ser candidato é um direito de todos nós, mas
    também sabemos que tem uma série de requi
    sitos bem básicão,exemplo uma eleitoral em
    quase todo o estado,o que não é o caso do
    doutor paulo prado!!! segundo os maiores
    partidos jámais lhe darão essa vaga!!!tercei
    ro os partidos pequenos muito menos, eles
    tem como prioridade aliança com partidos
    maiores!!! portanto dr.prado já pode ir desis
    tindo deste sonho!!! a não ser que vá candidatar só prá ser mais um candidato???

  • benedito Kleber dos Santos Figueiredo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    hummmmm....???, Dr.julier...., Dr. Pedro Taques...., agora Dr.Paulo Prado....????
    A TÒGA REALMENTE ESTA PROVOCANDO A VAIDADE NOS SENHORES SOBERANOS E INTOCAVEIS HOMENS QUE FORAM FORMADOS PARA PROMOVEREM A J U S T I C A .
    QUE BELO EXEMPLO, tomara que realmente saiam candidatos, para experimentarem os assedios e CONSEQUÊNCIAS do poder , realmente gostaria de ve-los candidato

    A BAIXADA JA ACORDOU

    SO FALTA CUIABA

  • Bruna Cristina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Discordo que o Dr. Paulo Prado não tenha chance e acho que os partidos deveriam sim procurá-lo, para houvir as suas propostas.
    As pessoas já estão cançadas da mesmice e o nome Paulo Prado é forte, porém ele deve se preocupar primeiro com a Procuradoria e não abandonar se não tiver a certeza e a convicção que será eleito, pois, antes de mais nada, ele é concursado e uma Grande Autoridade, que fez muito pelo MP e tenho certeza que no Senado ele revolucioná-ra. Vamos nessa, e eu vi ali no primeiro comentário que o Sr. é filho de Poconeano, então vá em frente. Parabéns.

  • Vladimir Torres | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dr. Paulo Prado, candidaturas e perfil como o seu e o do Dr. Pedro Taques é que o PDT precisa, somos um partido atuante em todo o Brasil e historicamente defendemos e estamos sempre ao lado do povo.
    Será muito bem vindo pois precisamos urgentemente dar um choque de quadros politicos no nosso Estado.

    Chega desse continuismo que não nos leva a lugar algum, precisamos de politicos preparados e com ética.

    Saudações Trabalhistas

  • Renato | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É ISSO AI VAMOS MUDAR A CARA DE MATO GROSSO.........PARABÉNS PAULO PRADO NÃO TENHO DÚVIDAS QUE MUITOS PARTIDOS IRÃO CONVIDA-LO PARA A CADEIRA DO SENADO............SÓ ASSIM NÓS SEREMOS BEM REPRESENTADOS EM BRASILIA .....................É ISSO AI MUDANÇA TOTAL CHEGA DE DECEPÇÃO..................

  • Mario Marcio da Costa e Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Paulo Prado é um bom nome para o senado,hoje o eleitor para cargos majoritários cada vez mais ira ouvir as propostas e verificar sua ficha para depois votar . Não adianta querer barganhar para estes cargos porque quem realmente vai bater o martelo é o povão.(o candidato pode até enganar o eleitor por algum tempo mas não para sempre ) vá em frente Dr . paulo

  • bonifacio do cai cai | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Independente da possibilidade efetiva de eleger-se, só fato de autoridades do Judiciario, com farto conhecimento e carater ilibado colocarem o seu nome para a disputa de qualquer cargo eletivo já é um sinal de mudancas na tão carcomida classe politica de mato grosso(eca). Espero que os eleitores estejam com o senso critico apurado e não se deixem levar pelas ofertas de bens materiais e favores diversos. Precisamos pensar no Estado como um todo...renovação geral já..

  • mariliza del moro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    acho que não poderia haver um candidato melhor.Paulo Prado é um cidadão com carater,dignidade,etica,honestidade.....enfim inumeras qualidades que faltam nos politicos atuais;com certeza tera o meu voto e de minha familia.

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