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Quinta-Feira, 16 de Agosto de 2007, 08h:05 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

INVESTIGAÇÃO

Chega de dizer que não tem condições, diz Riva

   Integrantes da CPI que apura denúncias de irregularidades e de morosidade na análise dos processos na área ambiental começam a se irritar com questionamentos que acabam sem  respostas. O presidente da Comissão, deputado José Riva (PP) chegou a dizer que a Sema não tem mais condições de gerenciar questões relativas ao meio ambiente e ao setor produtivo do Estado. Segundo ele, falta colaboração para se obter dados concretos. "Nós temos muitas possibilidades, falta respostas objetivas".

   Riva lembrou da afirmação do secretário de Meio Ambiente, Luís Henrique Daldegan que, em depoimento à CPI, afirmou que o desmatamento ilegal no Estado atinge a 98%, ou seja, apenas 21 mil hectares são feitos com todos os trâmites legais. Para o deputado, é um absurdo que a Sema não tenha esses dados. "Daldegan se referiu ao ano de 2005, mesmo assim acho que está incorreto", disse Riva.

Afrânio Migliari, novo superintendente de Gestão da Sema, depõe à CPI    Os depoimentos da CPI da Sema estão deixando um grande vazio, pois muitos dizem não saber de muita coisa ou que ainda vão verificar dados. O segundo depoente desta quarta, atual superintendente de Gestão, Afrânio Migliari, não soube responder quais são os números do desmatamento. Apenas disse que está sendo preparado um relatório nesse sentido. Não há denúncias contra Migliari que acaba de assumir a superintendência. E assim caminha a CPI. Riva disse até que os depoentes têm se mostrados visivelmente constrangidos com tanta gente olhando para eles.

    Cobrança

    José Riva afirma que muitas perguntas feitas aos depoentes estão ficando sem respostas. Assim que concluiu a sessão que ouviu o superintendente César Augusto de Arruda, nesta quarta, Riva fez questão de enfatizar que governo não está dando o devido valor à investigação. Ele também se referiu à população de modo geral e, principalmente, à dificuldade de se ter em mãos relatórios. Segundo ele, a comissão precisa de dados, como, por exemplo, qual a média exata de liberação de processos hoje.

   "A Sema não está sendo ágil para nos fornecer dados. Até mesmo para termos em mãos partes de alguns processos precisamos da ajuda da OAB", disse o deputado. Na sua avaliação, a demora na liberação das licenças ambientais prejudica a economia do Estado. Contribuir para a celeridade dos processo é um dos objetivos da Comissão. Também disse que é cedo para falar em avaliação dos trabalhos. "Muitos depoimentos ainda estão por vir". (Simone Alves - RDNews)

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Comentários (10)

  • Josué de Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os depoimentos à CPI da SEMA são incompletos, visando ludibriar a população e os senhores advogados.

    Recentmente estive na SEMA, na Superintendência de Assuntos Jurídicos, cobrando a solução de um processo, quando fui informado que não havia pessoal para trabalhar no local, uma vez que 10 (dez) advogados haviam sido remanejados, o Superintendente estava gozando 60 dias de férias, mais dois advogados de carreira também estavam de férias.

    Estavam atendendo somente uma Coordenadora e mais quatro servidores advogados ocupantes de cargo em comissão e que haviam sido cedidos para o Jurídico, sem nada conhecerem sobre o setor.

    Ora, deste modo, como poderá o setor funcionar.

    Senhores deputados, façam como eu, visitem o jurídico da SEMA in loco e constataram que o problema maior não é falta de pessoal, mas sim ausência de gestão.

    E mais. Como pode um Senhor cuja atribuição é apenas a de homologar cerca de 60 (sessenta) pareceres/mês, levar quase um ano para analisá-los. Há alguma coisa de errada ou equivocada nas colocações do ilustre Superintendente à CPI. Para mim, isto é excesso de zelo ou desídia.

  • Carlos Alves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Batilde foi indicado por quem? Dizem que,20 parlamentares assinaram á indicação,tudo jogo de interesce dos propríos parlamentares. O desgaste já esta atingíndo sua gestão,na Al o descrédito já bem notório quanto ao assunto da SEMA, vamos ser coerentes e chegou a hora de tomar uma decissão sábia e de postura que o cargo exige.

  • Silvia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esta SEMA so existe so para Ingles Ver, Fecha ela.

  • Prof. Alessandro BELLO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr. Riva o Sr. esta ficando irritado.....
    Imagina nós.. que estamos convivendo com essa situação calmitosa durante alguns anos....
    Já denunciei até no MPE..não tive conclusão das minhas solicitações e indagações... DÁ UMA FORÇA PRA MIM...PRO MEU CLIENTE...QUE É PRODUTOR RURAL E TA QUEBRADO...PORQUE NÕA TEM A BENDITA LAU...PAR APRESENTAR NO BANCO DO BRASIL..

    Número/Ano do Processo 208796 / 2007
    Assunto DOCUMENTO
    Resumo do Assunto REF. OF Nº 1027/2007/GAB-PGJ SOLICITA INFORMAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE PROTOCOLO DE Nº 53370/2006
    Parte Interessada MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
    Unidade Atual : GABINETE DO SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE

  • Mauricio Fernandes de Menezes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    GOVERNADOR BLAIRO MAGGI VOTEI NO SENHOR, TENHO ATÉ ESTIMA PELO SENHOR, NO ENTANTO, O PORQUÊ O SENHOR NÃO TOMA NENHUMA PROVIDÊNCIA EM RELAÇÃO A ESSA CALAMITOSA SITUAÇÃO DE FALTA DE GESTÃO NO ÓRGÃO AMBIENTAL. É UM ABSURDO O QUE ACONTECE COM AQUELE ÓRGÃO, ESTÁ JOGADO A PRÓPRIA SORTE, OS SEUS "GESTORES" ESTÁ PROVADO NA CPI QUE NÃO CONHECEM O ÓRGÃO, E MUITO MENOS A ÁREA AMBIENTAL, ENTÃO, PORQUE ESSA INSISTÊNCIA NO ERRO???

  • calixto guimaraes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A antiga Fundação afundou-se numa Sema prequiçosa e irresponsavel, ficando bem pior do ja era, comprometendo assim,todo o dinamismo do governo Maggi.A classe empresarial e em especial,o produtor rural,esta piado e pilhado em nome dessa farsa ambiemtal.Quem perde somos todos nos,que pagamos altos tributos para produzir, alem, das taxas abusivas que sao pagas nos processos de licenciamento para se montar qualquer que seja o empreendimento.essa CPI, é importantissima, mas muito mais importante é regulamentar as atividades funcional do orgao,principalmente, quanto ao atendimento das demandas sociais.

  • patricia manfrini | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Conheço esse Afrânio, é um almofadinha, pouco entende sobre meio ambiente e olha para os técnicos da sema de cima para baixo, com ar de superioridade. Ele confessou na CPI que não têm dados nenhum da superintendencia florestal e muito menos da sema, estamos perdidos. Gente, vamos parar de brincadeira, a sema precisa de gente competente, ágil e que conheça os problemas do órgão e a gestão ambiental. Chega de fazer experiências e trazer marinheiro de primeira viagem para resolver problemas sérios num órgão estratégico para a sociedade matogrossense.

  • Ricardo dos Santos Dalagnol | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Uma secretaria que coloca um motorista de nivel elementar para ser superintendente de Gestao Florestal, coloca um funcionario do judiciário execrado do local de origem para ser Secretario Adjunto, coloca um promotor de justica envolvido com corrupção na Saude para ser Secretário, coloca um professor mal acostumado para ser secretário, coloca um ongueiro para ser Superintendente de gestãoi florestal, ACORDA BLAIRO MAGGI MANDA COLOCAR UMA BOMBA NESSA SEMA, ta tudo dominado.























































  • antenor pereira de arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Têm coisas que só acontecem aqui no Brasil. Creio que o primeiro critério para se nomear alguém para um cargo público é que ele tenha algum conhecimento sobre o assunto e que conheça a instituição, até para ao tomar posse possa propor um plano de ação visando a melhoria dos serviços e mais eficiência técnica e administrativa. Nunca vi isso, pessoas há meses no cargo são chamadas para dar esclarecimentos sobre como melhorar os procedimentos do órgão, e sequer sabe quantos funcionários possui!!!Um outro, que por ser amigo do rei é chamado para assumir determinada superintendencia e também diz que não sabe de nada, vai buscar dados pois está na função há poucos dias. Ora, por isso que o órgão público está desgastado, pessoas são nomeadas sem conhecimento de causa e acabam fazendo experiências com a instituição, pois carecem de estudos prévios para tomar decisões. è lamentável que isso venha ocorrer num governo que se diz eficiente, paladino da ética e que preza pelo respeito ao meio ambiente. Existe aí uma contradição entre o que se prega e o que se pratica.

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