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Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2007, 07h:39 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

INVESTIGAÇÃO

Chica se vê acuada com ameaça de dossiê e CPI

   A deputada Chica Nunes (PSDB), eleita no ano passado com 27.648 votos, vive um inferno astral, mesmo tendo as contas aprovadas pelo TCE referentes ao exercício de 2005, um dos períodos em que esteve na presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. De um lado, o Movimento Cívico de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) cobra investigação do Ministério Público sobre denúncias de irregularidades que recaem na antiga Mesa Diretora. De outro, um grupo de vereadores exigem do atual presidente Lutero Ponce (PMDB), que foi primeiro-secretário da gestão Chica, acesso aos dados de uma auditoria independente feita no início do ano. Lutero "segura" o documento. Alguns vereadores se mobilizam também para instaurar a CPI da Chica.

    Enquanto isso, a ex-presidente da Câmara evita a imprensa. Mesmo acuada, age como se não tivesse no olho do furacão. Sua gestão deixou R$ 1,3 milhão de dívidas, principalmente por não ter recolhido impostos. O montante corresponde a praticamente o repasse de um mês de duodécimo.

    Chica é bem articulada. Usa a tribuna, está presente nos eventos sociais e é uma das campeãs em entrega de moções de aplauso, louvor e congratulações. De quebra, ainda virou forte cabo eleitoral do marido, o ex-vereador cuiabano Marcelo Ribeiro, pré-candidato a prefeito de Barão de Melgaço.

    Chica já conseguiu blindar o seu mandato. Chegou anunciar que deixaria o PSDB e, em seguida, colocou um pé no PR do governador Blairo Maggi e outro no PP do deputado José Riva. Mas, com a decisão do Supremo Tribunal Federal de validar a fidelidade partidária, o que deve resultar na cassação de parlamentares infiéis, Chica recuou. Continua tucana e cercada de amizade por todos os lados.

   Despesas

   De acordo com o MCCE, um levantamento sobre gastos na Câmara entre 2005 e 2006, época em que Chica presidiu o legislativo cuiabano, teriam ocorrido fraudes de licitações e compras irregulares com notas frias. Um empresário que teve o nome de sua empresa envolvida nas fraudes entregou um dossiê à imprensa. Destaca que os documentos servem de prova e para distinguir as notas verdadeiras das falsas. No TCE, essas acusações, porém, não ganharam consistência. A maioria dos conselheiros aprovou o balancete de 2005.

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Comentários (3)

  • gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A Chica só deu continuidade, a pratica de notas frias e clonadas é antiga. A preucupação esta em função da grande influência no TCE, estamos atentos para evitar oque aconteceu com as contas de 2005 e as anteriores. Tem muita gente "boa" envolvida envolvendo varias instituições.

  • valmir molina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Falar da deputda Chica Nunes é chover no molhado nada acontece,até o ministério público perde prazo em processos contra ex-chefe do legislativo cuiabano,o TCE omite informações em seu relatório para julgamento das contas e outros milagres acontecem.Esperamos que com a presidencia do TCE nas mãos do conselheiro Antonio Joaquim algo de verdade aconteça.

  • MArcelo Vilas | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vocês Vereadores de Cuiabá, se deixar passar isso em branco será a MAIOR VERGONHA do Legislativo CuiabaNo.
    Não deixe mi$turar as coisas, então seus desgates serão irreparáveis.
    Vai ter muito candidado a vereador fazendo disso sua bandeira eleitoral.
    "SERÁ QUE TODOS VOCÊS LEVARAM ??????? É A FARINHO DO MESMO SACO????" O povo não está mas BOBÓ

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