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Quarta-Feira, 11 de Novembro de 2009, 10h:08 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

VARIEDADES

Classe cultural acusa Cine Teatro de cobrar taxas abusivas

   Com taxas e valores que variam entre RS 1,5 mil e R$ 3 mil, o edital que disciplina ocupação do espaço cênico do Cine Teatro Cuiabá (CTC) está gerando discussões junto à classe cultural, principalmente quanto aos valores para aluguel. O espaço é explorado pelo Instituto Mato-Grossense de Desenvolvimento Humano (IMTDH). O edital apresenta valores que devem ser aplicados de outubro a dezembro deste ano, quando da apresentação de espetáculos artísticos locais, advindos de outros Estados e países e inclui também eventos diversos, como congressos, seminários e conferências. Para conseguir total isenção do valor de diária, a apresentação deve contar com a venda de mais de 380 ingressos inteiros, no valor unitário de R$ 20. O preço da entrada pode até aumentar, mas nunca diminuir, segundo estabelece o edital.

  O que dificulta e muito a isenção dessa taxa é que a maioria dos eventos culturais produzidos no Estado são divulgados em escolas e universidades e reúne estudantes como sendo a maior plateia. Eles pagam meia-entrada. O produtor cultural Pablo Capilé afirma ser quase impossível o alcance da isenção. O produtor ainda salienta que "na maioria dos casos, o evento é gratuito". "A verba conquistada com os apoiadores vai para o pagamento dos artistas, das equipes técnicas e não para a locação do espaço".

   De acordo com alguns artistas, as regras estão dificultando o acesso à cultura, ao invés de "reconectar o espaço com a cidade". "O valor dos ingressos inteiros deveria ser mais acessível. Os grandes pólos de cultura no país, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, podem cobrar esse valor porque possuem inúmeros espaços com estruturas realmente de qualidade. Aqui (o valor) está parecendo de espaço privado", critica Pablo.

   Questionada sobre o assunto, a secretaria estadual de Cultura, sob Paulo Pitaluga, afirmou que o edital é de responsabilidade integral do IMTDH. O Instituto, por sua vez, foi procurado pelo RDNews diversas vezes, mas não se pronunciou. (Lislaine dos Anjos)

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Clique aqui e confira trecho do edital desenvolvido pelo IMTDH
que determina valores para ocupação do Cine Teatro Cuiabá

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Comentários (8)

  • Benedita da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O secretario tem razão, venceu a licitação este Instituto; se não faz licitação acham que é nepotismo se faz reclama de quem ganha. Ou usa ou não usa o espaço, a secretaria de cultura não tem nada a ver com esta história. é a velha história de não desembolsar nada para garantir seu espetaculo.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelizmente, ou felizmente, o Cine Teatro está na área histórica da cidade, ou seja, sem vagas para estacionamento, com isso há uma inibição do uso desse espaço cultural para os pagantes, ou seja, esse valor está muito caro e chega a constranger os artistas e todos os envolvidos.

  • artur angelo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É por essas e outras que a cultura em Mato Grosso está falida. Este ano, lancei meu último vídeo no YouTube, pelo simples fato que em Cuiabá na época do lançamento NAO TINHA UMA SALA DE EXIBIÇÃO SEQUER! resultado: obtivemos nota máxima com o vídeo - cinco estrelas - e uma boa platéia assistindo ao curta. Agora, vou lançar o próximo também no YT. Se caras como eu, que tem uma estrutura, já desistimos de ter carreira aqui, imagine quem está começando agora, não só no vídeo, mas em qualquer setor cultural? Eu mesmo respondo - incentivo nenhum!

  • LEO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    nao se espera nada da prefeitura de cuiaba

    pois a prefeitra

    nao ve

    nao fala

    e nao encherga

    ou seja esta sem rumo, e nós povo como que estamos na mao dessa gente.

    vamos acordar na proxima eleição.

  • Paulo Roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Muita gente vai ficar mais rica com essa história
    da copa!!!! Me prove que estou enganado....

  • kleber | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse povo que se diz artista quer tudo de graça! Tudo grátis em nome da arte! Nunca ouvi dizer que eles dividem os lucros com o governo. Se o espaço é grátis, o ingresso também deveria ser.
    A manutenção do Cine Teatro tem um custo. E isso tem que ser repassado sim.
    Quer fazer arte sem custo? Faz na praça!

  • Romulo Carlos Nunes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que mais me assombra não é o preço praticado pela locação, me assusta saber que esse teatro passou uma decada em reforma custou 5 milhões aos cofres publicos (um custo faraônico, diga-se de passagem) e foi entregue somente a casca. Fizeram uma maquiagem na estrutura, festa de lançamento com pompas e circunstancias... Mas as obras que supostamente foram feitas não são vistas. Esses dias teve um vazamento de água que inundou a platéia, molhando carpete, cortinas, cadeiras, tudo enfim... E tem muito mais coisas no meio dessa obra que merecia uma atenção maior do MP... Vamos questionar esses 5 milhões... Vamos nos indignar com coisas que realmente são indignantes... Questionar valor de locação é o de menos. Tá caro? Vai pro Teatro da UFMT, do Liceu Cuiabano, da TV Centro America, da Escola Técnica, do Coração de Jesus, para Praças, Morro da Caixa D´agua, Morro da Luz, sejam criativos... Afinal arte e cultura só são arte e cultura se forem dentro do pomposo e glamouroso Cine Teatro?

  • Prof. Luis Carlos Ferreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Atentem para o que disse o poeta: A praça é do povo, como o céu é do Condor... A prática de arte e cultura - não visando lucros - pode muito bem ser feita ao ar livre. Se for para gerar lucros, aí é um fator empresarial...

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