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Sábado, 26 de Janeiro de 2008, 07h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MEIO AMBIENTE

Com Eraí, Maggi revive fase motoserra de ouro

  Blairo Maggi, um gaúcho-paranaense que se tornou o maior produtor individual de soja do mundo explorando o solo mato-grossense e chegou ao posto de governador, volta a viver inferno astral por causa do meio ambiente e, desta vez, com a contribuição do primo, o empresário Eraí Maggi. O governador voltou de Bali, na Indonésia, quase um ambientalista. Lá, defendeu que Mato Grosso serve de exemplo quanto às medidas para se proteger o meio ambiente.

   Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, no mês passado, o rei da soja proferiu palestra intitulada “Mato Grosso Sustentável”. Apresentou alternativas para aliar desenvolvimento a práticas de sustentação e preservação. De volta ao solo mato-grossense, o governador afirmou que as propostas foram muito bem recebidas e aplaudidas pelo governo brasileiro e por representantes de outros países, principalmente porque o Estado vinha reduzindo consideravelmente os índices de desmatamento.

   Mas a estratégia de promover um Mato Grosso que produz e preserva ao mesmo tempo veio à deriva com a divulgação de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Ambientais (Inpe) de que o Estado é o que mais desmatou em 2007 e que a devastação continua crescendo a passos largos. A pesquisa desconsertou Maggi, que volta a viver o inferno astral do primeiro mandato, quando chegou a ser "premiado" com "Motoserra de Ouro".

   O governo está sendo traído pelos próprios números que utiliza para prestar contas à sociedade e às Ongs que cobram compromissos com o meio ambiente. Assim, MT, maior produtor nacional de soja e de algodão e primeiro também em rebanho bovino, explode também na devastação da Amazônia, o que cai por terra a missão de preservação ambiental e de redução da emissão de gases tóxicos que alteram o clima mundial.

    Não bastasse isso, Blairo Maggi, traído pelos agricultores, também vê acumular sobre os ombros o respingo negativo da acusação contra o primo Eraí Maggi, do Grupo Bom Futuro. Eraí foi acusado pelo Ministério Público do Trabalho de manter em suas propriedades trabalhadores em regime degradante, análogo à condição de escravos. (Simone Alves)

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Comentários (17)

  • AMIGOS DA SEMA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor "Cesar Oliveira", por favor, não me venha com uma proposta da sema submeter as decisões da seplano. Não é por aí, os técnicos da sema são muito competentes, muitos com mestrado e doutorado, não necessitando de ajudinha do seplan, que sequer conhece a área ambiental. O que precisa são os técnicos da sema serem reconhecidos, valorizados, coisa que não vêm acontecendo nessa atual gestão, que insiste em práticas abusivas, intolerantes, discriminatórias em relação aos técnicos de carreira. Não é possível que boa parte dos cargos de DAS continuem sendo ocupados por pessoas sem nenhum compromisso com a área ambiental, alguns inclusive se gabando de aparecerem na mídia como porta vozes da decadente politica ambiental deste Estado, o que contribue para a desmoralização dos técnicos como um todo. Os técnicos da Sema estão preparados tecnicamente para lidar com a questão, só que estão despretigiados, não tomam decisões, estão a reboque de forasteiros de plantão, que sua mediocridade e amadorismo estão contribuindo não só com a degradação do meio ambiente, como também da própria instituição. Para manter este status quo certos interesses politicos e de grupos econômicos prevalecem em detrimento da tese técnica ambiental. Ao que tudo indica sob a complacência e orientação maior.

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Prof.Mauro Cesar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabens aos "amigos da Sema", perfeita a leitura do atual contexto das politicas publicas voltadas ao meio ambiente em MT. Entretanto não são os Técnicos da Seplan os responsaveis pela infeciencia, ineficácia e nao efetividade das politicas publicas dõ meio ambiente.O Givernador Blairo Maggi ta cercado pelo "fogo amigo".

  • AMIGOS DA SEMA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Professor Mauro Cesar, a eficiência e a ineficácia da gestão ambiental do estado de mato grosso não pode ser jogada a responsabilidade nas costas do corpo técnico da sema, altamente qualificado, nem tampouco achar que passar para a seplan as coisas serão resolvidas, pois a questão é muito mais complexa do que PLANEJAMENTO. A questão é GESTÃO, e Planejamento é apenas um tópico nesse contexto. O que percebemos é que os técnicos da sema não são ouvidos na tomada de decisões e muito menos prestigiados a ponto de dirigir a instituição, onde sempre são nomeados politicos ou assessores destes, como é o caso do senhor luiz henrique, ex-chefe de gabinete de bosaipo. Gestão ambiental, professor mauro cesar, é muito mais do que planejar, é propor politicas públicas em conjunto com outros setores da sociedade, é mudar comportamento dos setores degradadores para uma postura próativa de conservação, é reduzir custos com gastos desnecessários e colocar mais lá na ponta, na fiscalização, sensibilização e inovação de instrumentos, é investir em valorização técnica e profissional daqueles que efetivamente fazem a gestão ambiental neste Estado, ou seja, os técnicos da SEMA. E todo esse sistema de gestão deve ser monitorado e avaliado periodicamente conforme parametros cientificos, e só assim poderemos avançar na gestão ambiental deste Estado. Por tudo isso que dizemos que gestão ambiental não é para amadores ou para politiqueiros que desejam inchar o órgão com contratações de apaniguados politicos, desprestigiando e desmotivando o corpo técnico efetivo, totalmente alijado das decisões que são tomadas unilateralmente pela atual gestão, creio seguindo orientações politicas de governo.

  • Félix Marques | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Romilson:

    O nosso estimado Governador Blairo Maggi se pretende mesmo defender o meio ambiente, contribuir com o Brasil e o Planeta, com certeza vai emcampar a nossa sugestão escrita no artigo " Braliro, Brasil e o Planeta Terra" publicado no jornal "A Gazeta" no mês de fevereiro/2007. Foi uma sugestão pública. Um recado para o nosso governador. Transformar a UNIVAG em Universidade Federal do Meio Ambiente, na verdade, é uma solução inevitável para o mundo. Pretendemos transformar essa universidade em laboratório de engenharia do meio ambiente´para fornecer projetos de preservação ambiental para os 190 paises interessados na preservação do mundo.Dei sugestões no sentido de convidar as grandes potencias que se reunem anualmente em Davos para discutir a economia do mundo para que se reunam em Cuiabá, centro geodésico da América Latina e centro da Amazônia para se discutir a vida do planeta. Blairo Maggi seria anfitrião do mundo. Se entender a idéia de um filho da terra, provavelmente, poderá se tornar uma celebridade mundial e quem sabe receber o Prêmio Nobel da Paz e abrir espaço e caminho para chagar na Presidencia da República. Por que não. Matutar, nunca é demais. Félix Marques.

  • Marcelo de Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Olha gente temos que lagar de ser bestas, quando uma rapousa fica cuidando do galinheiro é natural que ela vai comer galinhas. Temos sim é criar um fundo com recursos vindo pela compensação de áreas desmatadas, pois o mundo precisa de alimentos e natural que a turma vai produzir, pois, estam ganhando dinheiros. Com esse fundo podemos pelomentos aplicar em estudos e pesquisas para diminuir ou minimizar a degradação ou também aplicar em projetos sociais sei lá etc. acho que o caminho é por ai, fica pedindo e criando leis para punir o desmatamento, nao está resolvendo pois a turma da botina sempre vai arranjar uma saida, ou elegendo governadores, senadores, deputados ou conrronpendo técnicos e políticos

  • ALBUCASSIS RAMIRES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ATÉ QUE ME PROVEM O CONTRARIO O GOVERNADOR BLAIRO MAGGI É UM HOMEM SÉRIO E DIGNO,QUE SERIA INCAPAZ DE MANIPULAR NUMEROS E SE EXPOR PUBLICAMENTE A NIVEL INTERNACIONAL.

    RESTA SABER QUEM PREPARA O MATERIAL QUE ELE APRESENTA EM SUAS PALESTRAS EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE EM MATO GROSSO.

    O ESTADO TEM UMA SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE,QUE É O ORGÃO DE ASSESSORIA DO GOVERNADOR PARA MEIO AMBIENTE,QUE DEVE TER CATALOGADO EM SEUS ARQUIVOS TODA A HISTORIA RELATIVO AO ASSUNTO,ASSIM COMO AS AÇÕES TECNICAS E ADMINISTRATIVAS.

    O QUE ESTARIA OCORRENDO NESSA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE? MÁ GESTÃO?CORRUPÇÃO? OU PURA INCOMPETENCIA DOS SEUS GESTORES.

    INFELIZMENTE NÃO TEMOS UMA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA CONFIAVEL,POIS A TAL CPI DO MEIO AMBIENTE ,SÓ SERVIU PARA PROMOÇÕES DE DEPUTADOS E MUITA CONVERSA FIADA.

    RESTA AGORA AO NOSSO MINISTERIO PUBLICO SE MANIFESTAR,COM A PALAVRA O DR. PAULO PRADO E PORQUE NÃO O DR.MARCOS MACHADO QUE TAMBEM É DA CASA.

  • Cesar Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É DESORGANIZAÇÃO

    Não é de se estranhar. O Governo Maggi desconhece os reais números, principalmente, os que se referem a área social. Poderíamos citar inúmeros casos desse desencontro, mas ficaremos apenas na saúde e no meio ambiente.

    Quanto a saúde, recentemente aquela pasta através de uma publicação divulgou dados da pasta, tomando como parâmetro 2005. De lá para cá a saude passou por maus momentos e a pasta parece desconhecer.

    O Prof. Doutor Naldson da UFMT esteve em Campo Grande, num encontro sobre os custos da violência para o Sistema de Saúde e criticou o governo Maggi pela ineficiência na área, principalmente no tocante a Tecnologia da Informação. Inclusive, constatou que alguns dados apresentados naquele encontro não era do conhecimento do governo Maggi. Incrível! A Secretaria de Saúde, parece até que tomou conhecimento de dados referentes a MT, naquele encontro.

    Na SEMA a coisa é catastrófica. Lá não existe comando, ninguém se entende, dados não existem e se existem são ultrapassados. Parece até que o descaso em relação a pasta é proposital.Parece que ela existe para atender os interesses dos "devastadores" de nossas riquezas naturais.

    Mas Covenhamos! No estado existe uma Pasta de Planejamento e Coordenação, mas parece que ela nada coordena ou planeja. A SEPLAN pela análise do noticiário foge dos seus reais objetivos. Cumpre apenas o formal e, para suprir a sua ineficiência, vive promovendo eventos, as vezes, festivos.

    A SEPLAN,depois de 05 anos, não apresentou um projeto consistente de sustentabildade para o Estado. E não é por falta de ténicos competentes. Lá existem muitos. É falta de um comando coprometido com a realidade vivida pelo estado. A SELAN é uma pasta imoportante. Ela bem comandada planeja, coordena e formula políticas públicas.

  • Juliano Paiva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isso não é inferno astral. É falta de agir com eficiencia

  • Carlos Diego | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mato Grosso não pode viver de números falsos. Tem que apurar isso direito. Mas governador e Daldegan não dá dizer também que não desmatamos. Sabe o grande problema é que não temos muitos projetos de reflorestamento...entende

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