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Domingo, 10 de Junho de 2007, 14h:16 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

NEGÓCIOS

Com Fiplan, governo do Estado começa a faturar

Sistema permite fiscalizar gastos do Executivo, mas nenhum deputado teve a iniciativa de implantá-lo no gabinete

    O governo Blairo Maggi investiu cerca de R$ 5 milhões no desenvolvimento do Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Fiplan). Como trata-se de um modelo inédito no país, acabou despertando interesse de outros Estados. Agora, após registrar a patente, o governo começa a ganhar dinheiro com a comercialização do software. Deputados podem explorar o Fiplan na fiscalização do governo. Nenhuma iniciativa nesse sentido, no entanto, foi tomada até agora.
   O sistema ajuda a gestão a ter um controle interno dos gastos. Facilita a fiscalização e monitora o governo em suas decisões. Desenvolvido pelo Centro de Processamento de Dados (Cepromat), o Fiplan integra os dois sistemas anteriores (Sidorffi e Siafi).
   Os municípios e as administrações estaduais já estão de olho no Fiplan. O sistema demorou um ano para ser implantado. Havia, até então, espécie de boicote por parte da maioria dos servidores das secretarias. Só passou a funcionar em sua totalidade a partir deste ano.

   Fiscalização

   Com tantas atribuições, entre elas a de fiscalizar os atos do Poder Executivo, deputado estadual, por exemplo, pode ter acesso ao Siplan, assim como já ocorre hoje com o Tribunal de Contas do Estado. Reúne, então, condições de saber, detalhadamente, o desempenho da gestão estadual quanto às receitas e despesas. Esse mesmo mecanismo já ocorre no Congresso Nacional, permitindo deputados e senadores de terem acesso ao Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siaf).
   Na Assembléia, cada um dos 24 deputados pode instalar no gabinete o programa que possibilita acesso ao Fiplan. Depois, basta criar uma senha. Até agora, porém, nenhum se interessou pelo assunto. E falam que, na prática, são fiscalizadores do Executivo.
   O Fiplan, do governo estadual, também se fundiu com a Auditoria Pública Informatizada de Contas (Aplic), do TCE. Com essa junção, os 141 municípios do Estado e suas câmaras municipais podem ter bancos de dados completos e ainda enviar informações, via internet, ao Tribunal de Contas.

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