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Sexta-Feira, 13 de Novembro de 2009, 13h:33 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

MEIO AMBIENTE

Com menor índice em 21 anos, desmatamento cai 64%


Secretário Eumar Novacki fala sobre a queda no desmatamento em MT e sobre crescimento de produção
Foto: Marcos Vergueiro

   O desmatamento já foi considerado a principal “pedra no sapato” da gestão Blairo Maggi (PR), mas dados recentes têm favorecido a imagem do governador, que hoje é tido como um dos “queridinhos”  dos ambientalistas. Segundo dados divulgados nesta quinta (12) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, por exemplo, o desmatamento em Mato Grosso caiu 65%  em relação ao ano passado. Os dados foram colhidos entre 1º de agosto de 2008 e 31 de julho de 2009. “Diminuímos o avanço da abertura de matas e conseguimos ampliar a nossa produção. Isso é extremamente positivo”, ressaltou o secretário da Casa Civil, Eumar Novacki.

  Segundo o Inpe, foram desmatados 1.047 km² neste período. No primeiro ano de governo de Maggi, em 2003, foram desmatados nada menos que 12 mil km² . O anúncio da nova tabela com os índices de desmate foi divulgada nesta quinta pelo presidente Lula, durante reunião com ministros de Estado, governadores, prefeitos e secretários dos municípios da região amazônica que compõem o Programa Arco Verde. Este é o menor índice já registrado na região desde de 1988.

  Novacki e o secretário estadual de Meio Ambiente, Luís Henrique Daldegan, explicam que durante a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca, Maggi vai propor a criação de um Fundo Internacional para custear a manutenção da chamada “floresta em pé”. Hoje, 64% da mata do Estado está intacta. “Não podemos impedir que os agricultores desmatem os 20% que têm direito, mas podemos pagar para que eles preservem a mata”, argumentou Novacki. Em princípio, o fundo teria R$ 3 milhões que viriam de doações feitas por empresas de aviação, siderúrgicas e termoelétricas.

   “Essas empresas liberam muito carbono à atmosfera e têm que cumprir algumas metas estabelecidas pelo protocolo de Kyoto. Um percentual desta meta seria descontado se elas custearem a manutenção da floresta”, explica Daldegam. A proposta faz parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-MT) - saiba mais aqui.  Segundo levantamento preliminar feito pelo governo, o Estado teria capacidade de reduzir o desmatamento para 870 km² até 2020.

   A idéia é argumentar que a manutenção da floresta em pé tem consequência direta no estoque de carbono. “Quando o protocolo de Kyoto foi assinado, levaram em consideração a energia, carvão, mas deixaram de lado as florestas. Vamos mostrar a importância que elas têm”, disse Daldegan. (Patrícia Sanches)

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Comentários (11)

  • joão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que impressiona nesta matéria, é que elas são apresentada como um troféu, mas eles esquecem, que o indice caíu, por que? não tem mais o que desmatar, se tivesse continuariamos batendo recorde. Vamos ter que replantar para recuperamos o nosso lugar de direito.

  • jefferson figueiredo da costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Gosto do Rdnews, sempre venho aqui neste site para saber o que acontece no Estado de Mato Grosso, agora, no entanto, fazer apologia da desastrosa politica ambiental do governo, não existe. Está evidente é que mais uma jogada de marketing ambiental, que é só o que o atual governo faz na área ambiental. Ora, qualquer cidadão matogrossense e brasileiro em sã consciência sabe muito que blairo maggi nunca foi ambientalista, é desenvolvimentista radical, não é e duvido muito que um dia será o queridinho dos ambientalistas, só se for daquela meia dúzia de ambientalistas contratados, que gostam de frequentar o palácio paiaguás para obter alguma vantagem com o atual governo. fora esses entreguistas disfarçados de ambientalistas, caro romilson, o movimento ambientalista continua coeso em relação ao necessário distanciamento do governo da turma da botina, sabendo que este governo nunca teve intenções ecológicas, ou ambientalistas, o que na verdade ocorre, é que estão buscando implementar algumas medidas para evitar que os seus produtos do agronegócio sejam barrados na comunidade econômica européia, nos eua ou na ásia, só isso, não há mudança de consciência ambiental por parte deste governo, que aliás, só teve um ligeiro momento de lucidez na época do secretário marcos machado, e só. Não há, em hipótese alguma, mudanças de paradigmas em relação a politica ambiental do governo do estado de mato grosso, que continua negligente na fiscalização do enorme passivo ambiental provocado justamente por muitas personas incrustrados no governo da turma da botina. o que ocorre neste governo é uma politica ambiental inoperante, um secretário incompetente, uma fiscalização frágil, uma secretaria de meio ambiente desestruturada, que direciona processos apenas para alguns técnicos de sua confiança e os demais, a grande maioria, são técnicos desmotivados, cansados de verem projetos megalomaniacos sendo aprovados a toque de caixa, ou mesmo, suas multas lavradas em campo sendo derrubadas em certos gabinetes. outro detalhe que deve ser observado é que essa história de redução dos indices de desmatamento por sí só não assegura a mudança de rumo da politica ambiental estadual, mas, sim, de avaliar outros parâmetros econômicos que atinge o setor rural, como o alto custo dos insumos da produção agrícola, da crise econômica internacional, e naturalmente por já ter atingido níveis de desmatamento estratosférico nos últimos anos, o que denota a tendência natural de queda nestes indices. Portanto, mais prudência e coerência na análises desses dados apresentados pelo governo do estado, e uma avaliação cuidadosa do passivo ambiental existente e dos indicadores sociais vergonhosos do estado de mato grosso.

  • jl | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • marciocba | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    entendo que a pessoa mais qualificada pra falar sobre o assunto seria o proprio govenador do estado que é parte legitima e engenheiro agronomo, bem como o secretaário estadual de meio ambiente, ou estou enganado ou não entendo nada de nada.....rsrsrsrsrs

  • Jessica Messias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    acho que nosso amigo aí está bemmmm enganado!!!! redondamente! pq o anúncio de desmatamento caro colega não foi feito pelo Governo do Estado tampouco pela turma da botina.... e sim PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LUIS INÁCIO LULA DA SILVA. Agora, se você quer por em xeque institutos respeitados como o Inpe, e autoridades respeitadas como o presidente e seus ministros, tudo bem...
    é triste ver gente dessa terra, remando contra a maré, e por pura dor de cotovelo não aceitar que estamos no caminho certo sim!!!! q Mato Grosso cresceu sim!!! e que devemos isso à maneira de administrar do governador Blairo Maggi. Faz assim, questione a revista Forbes também!!!!

  • maria do carmo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • elton viegas freire | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    depois de estuprarem as nossas florestas durante mais de 30 anos, agora o sojicultor blauro e seus cupinchas querem posar de bons mocinhos preocupados com o meio ambiente. depois de violentarem o meio ambiente querem que nós esquecemos com a redução dos indices de desmatamento. depois de tanto desmatarem, um dia teria que diminuir mesmo o desmatamento. puro marketing ambiental dessa turma da botina, acredite se quiser!!!

  • Clovis Bastis | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    é duro, todo mundo em pré campanha eleitoral e esquecem o mais importante: a população. Saímos de maiores desmatadores para o estado que mais produziu reduzindo suas areas! Isso não significa nada??? Somos maiores produtores de soja, algodão, milho, maior rebanho bovino e tivemos a maior queda no desmatamento dos ultimos 21 anos! Isso deve-se a quem que não às ações do Governo????? Pára gente!!!! deixem as birras pessoais p lá...
    É isso aí Novacki! Vc é porta-voz do GOVERNO e tem autoridade p falar do assunto!

  • edson nogueira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    a jessica messias não ãnsia de tentar defender o indefensável atesta que ninguém deve criticar o governo maggi e a turma da botina, e que este governo é maravilhoso. ora, jessica, ou você é uma tremenda puxa-saca ou é burrinha mesmo ao não perceber que a redução dos indices do desmatamento não pode significar que o senhor sojicultor blairo maggi está fazendo o dever de casa, ledo engano. Para fazer justiça e avaliar o quadro dos ecossistemas do estado de mato grosso com a necessário isenção politica deve ser observado o histórico de degradação ambiental, o passivo ambiental deixando nestes anos de colonização descontrolada e irresponsável, deixando um saldo altamente negativo, graças a alguns setores da economia, principalmente aquele liderado pelo senhor maggi. por outro lado, dona jessica, se você conhecimento de ecologia básica, aquela ensina no 2º grau, deveria saber que nestes 30 anos de intensificação da atividade agrícola em mato grosso houve danos irreversíveis a flora, a fauna, aos recursos hidricos, e também, o que é muito grave alterações na capacidade de suporte dos nossos ecossistemas e biomas, o que pode estar desendeando na atualmente e nos próximos anos sérios problemas ambientais, de saúde da população e até mesmo, desastres naturais jamais vistos no estado de mato grosso, na amazonia e no país. então, dona jessica, não se pode analisar de forma temporal, fazendo apenas um corte no tempo na redução do indice do desmatamento no momento, mas, a avaliação séria, técnica e holistica deve considerar diversos parâmetros das consequencias ao meio ambiente e as população humana matogrossense possa estar sofrendo, ou vai ainda sofrer numa intensidade ainda maior, pelos danos ambientais irreversíveis provocados pelo modelo de desenvolvimento patrocinado e estimulado pelo senhor sojicultor blairo maggi e sua turma. não pode ser imediatistas, mas conscientes de que o preço que estamos pagando ou ainda vamos pagar é responsabilidade de apenas um segmento econômico. não sejamos cegos, e nem puxa-sacos de plantão para defender interesses próprios, temos que pensar na população, na herança econômica, social e ambiental que a turma da botina está deixando para todos nós, matogrossense, pagar a conta.

  • RONEI DUARTE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O governo estadual procura capitalizar em cima das ações desenvolvidas pelo Governo federal, mediante pressão dos organismos internacionais. As operações que coibiram parte do criminoso desmatamento pelo qual nosso Estado estava sendo submetido foram implementadas pelo Ministério do Meio Ambiente com a participação da Policia Federal,IBAMA,Exército brasileiro e Força Nacional que culminou no fechamento de centenas de madeireiras clandestinas que operavam no Nortão sob o olhar compassivo das nossas autoridades estaduais. A nova postura em defesa do ambiente adquirida pelo governo estadual e federal não foi ocasionada pelo desejo de preservação,mas sim, motivada por interesses econômicos para  não termos nossos produtos embargados no mercado da comunidade européia  e asiática. Bem como, pelo interesse na captação de recursos externos em empréstimos  para serem aplicados projetos ambientais. Não podemos esquecer a desesperada tentativa do Deputado Homero Pereira - deputado federal da bancada ruralista, no sentido de excluir o estado de Mato Grosso da área denominada como Amazônia Legal, fato que bem demonstra as verdadeiras intenções da turma da botina em relação  as políticas ambientais.

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