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Terça-Feira, 14 de Agosto de 2007, 07h:28 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

CONVENÇÃO DO PR

Com poder da máquina, Maggi arrebanha filiados

    Com a força da máquina pública, o governador Blairo Maggi conseguiu, no intervalo de apenas seis meses, transformar o recém-fundado Partido da República na maior legenda do Estado. Cooptou lideranças de várias outras agremiações, muitas na base da pressão e, outras, por livre e espontânea vontade, mas de olho em recursos públicos para seus municípios. Nesse jogo político, quem mais perdeu foi o PPS, pelo qual Maggi se elegeu em 2002 e se reelegeu quatro anos depois. De 45 prefeitos, por exemplo, a legenda socialista ficou somente com dois.

   Enquanto isso, o PR (resultado da fusão do Prona com o PL), "engordou" tanto que está provocando até brigas internas. Em encontro nesta terça (14), em Cuiabá, durante todo o dia, será anunciada a formação das comissões provisórias em todos os municípios. A maioria dos que migraram para o partido de Maggi pensa em ter o governador no palanque nas eleições do próximo ano. Como muitos enfrentam as primeiras disputas internas, começam a pular para outras siglas. Cada um tenta se acomodar de acordo com os interesses políticos.

    O partido que detém o comando do Palácio Paiaguás se torna, tradicionalmente, o maior de todos em número de filiados e sem fazer muito esforço. Foi assim com o antigo PFL nos governos Júlio e Jaime Campos, com o PMDB durante a administração Carlos Bezerra, com o PDT, no início do governo Dante de Oliveira (95) e depois com o PSDB. A partir de 2003, veio o PPS com Maggi e, agora, o PR, com o mesmo rei da soja.  

    O PR contabiliza 76 dos 141 prefeitos mato-grossenses, 35 vice, mais de 300 vereadores, cinco deputados estaduais, dois federais e o governador Maggi. Só não arrebanhou mais filiados com mandatos eletivos por causa da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que prevê cassação do mandato dos infiéis.

   A considerar estrutura, número de lideranças filiadas e o quadro que se começa a desenhar para o pleito de 2008, o Partido Progressista dos deputados Pedro Henry e José Riva representa hoje a segunda maior força política do Estado. Perde só para o PR. O PP tem 18 prefeitos, 30 vice, cinco deputados estaduais, dois federais e mais de 400 vereadores. O DEM dos senadores Jaime Campos e Jonas Pinheiro vem em terceiro lugar. Ex-pefelistas, os Democratas reúnem 16 prefeitos no Estado. O PMDB do deputado Carlos Bezerra está no comando de 11 prefeituras.

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Comentários (2)

  • jorge maciel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O sistema "imperial" -- depois maquiado em alguns aspectos de presidencialista --- onde a centralização de poder é senhora, governantes arrebanhar aliados sintomáticos, oportunistas, vira-casacas, ou gestores desesperados (porque podem sofrer reveses por serem de outros partidos) é comum e não vai ficar -- quer dizer parar -- em Blairo Maggi. Com Júlio foi assim, com Bezerra foi assim, com Jaime foi assim, com Dante ídem.... Quer saber qual partido que mais se inchará doravante? Adivinhe quem será o próximo governante e o seu respoectivo partido. É o governante que tem, como se diz, a chave do cofre. Uma condição que lhe dá (hiper) poderes para seduzir até mesmo o mais renhido inimigo.

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se um dia o PV tiver um governante no, poder ele será o maior partido de MT e viva o BRASIL.

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