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Domingo, 09 de Setembro de 2007, 07h:15 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

MEIO AMBIENTE

Com relator sob suspeição, CPI prepara a pizza

   Instaurada há exatos dois meses, a CPI da Sema, a primeira neste governo Blairo Maggi, tem causado muito barulho, discussões e troca de farpas entre os deputados. O próprio relator, deputado Dilceu Dal Bosco (DEM), está sob suspeição. Foi acusado de prática de tráfico de influência junto à secretaria estadual do Meio Ambiente. A acusação partiu de Juarez Costa, outro parlamentar alvo da mesma acusação. Ambos sinalizam motivação política, pois estão de olho no processo sucessário em Sinop.

   Até agora, a Comissão ouviu 13 pessoas. Nos depoimentos, perde muito tempo por causa do despreparo da maioria de seus membros. O vice-presidente da CPI, Walter Rabello (PMDB), por exemplo, constantemente insere comentários desnecessários e tão fora do foco que chega a constranger os depoentes e demais integrantes da CPI. Na semana passada, por exemplo, ele tentou "arrancar" do agricultor João Batista resposta sobre o que consideraria ser pobre. Foram alguns minutos de tempo perdido, até que houve interferência do presidente José Riva (PP) para retomar o assunto que era objeto da investigação. Perguntas e questionamentos mal formulados, corporativisimo e interesses pessoais conduzem os trabalhos para o descrédito.

   Em sua ata de criação 19, fica claro que o objetivo é apurar possíveis irregularidades na Sema na gestão administrativa e técnica, principalmente quanto aos motivos da demora na análise dos processos, incluindo levantamento das licenças concedidas nos últimos 10 anos, inclusive da retirada, transporte e queima de lenha por empresas que utilizam vapor na produção.

    A CPI se propõe também a analisar os EIA/Rima das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e usinas e a analisar cada processo que resultou na Operação Guilhotina e a participação de engenheiros florestais e agrônomos no esquema irregular. Outro propósito é levantar os desmatamentos registrados nos últimos 10 anos e o grau de envolvimento em cada um dos setores da atividade econômica e o impacto ambiental.

   Restam 4 dos 6 meses de prazo para conclusão dos trabalhos. Por enquanto, só espetáculo protagonizado por alguns deputados. Como há um acordão entre parlamentares e o governador Blairo Maggi, o Palácio Paiaguás não será atingido. Por mais que muitos acreditem na velha frase de que "sabe-se como uma CPI começa, mas não como ela termina", a pizza já está no forno.

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Comentários (8)

  • OLAVO CHEVERRIA CAMPOS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Antonio Carlos Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    EU JÁ SÁBIA.

  • RÔmulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    essa cpi está sem nenhuma credibilidade. O resultado todos já sabem: Pizza, pizza com recheio de mais pizza;
    Também pudera: O deputado Riva é o Presidente, ele que tem montes de processo por improbidade administrativa na Assembléia, e a troco de não sei o que se mantém sempre na presidência ou primeira secretaría já há mais de dez anos, e segundo os jornais, será o presidente na próxima mesa.
    Os outros doios deputado estão se digladiando, um acusando o outro de tráfico de influência.
    Então esse teatro da cpi da sema. escrevam: é só balela que não chegará a lugar nenhuim.

  • MARCOS UCHOA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • MIRON (PEZAO) | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o mais absurdo esta acontecendo aqui em juara estaõ costruindo um frigorifico de grande porte no centro da cidade eu acho que o governo blairo esta certo que aqui so ta faltando fazer um cural e como esta sema da uma liberaçaõ para foncinar se tem uma nacente no local em vez de presevar esta destruindo

  • Wilson Antonio Cabreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Deputado José Riva já conhecia muito bem o Dal`bosco, mas, desconhecia o outro que enfrenta até às últimas consequâncias, e segundo dizem, sempre guarda carta na manga para a hora certa.

    Presidente, o senhor têm de ser MAGISTRADO.

    Desculpe se estou enganadao, mas tenho a impressão que o senhor está puchando um pouco para o Dal`Bosco. Afinal, ninguém é bobo.

  • Celso Miranda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo plenamente com o título desta matéria. É só aparecer mais uns dois peixes grandes envolvidos com tráfego de influência na Sema para o deputado Riva encerrar esse assunto. Até porque, descobrir fraudes e denunciar crimes contra o Meio Ambiente nunca foi a razão pela qual o deputado Riva pediu esta CPI. Ele queria mesmo era desafiar o governador. Mostrando ao Paiaguás o que todos nós já sabemos: que na Assembléia quem manda é ele (Riva). TYodos sabemos que a cidade de Sinop surgiu do desmatamento e venda ilegal da madeira. Os políticos desta cidade também apareceram e se destacaram no cenário matogrossense patrocinados pelo dinheiro do crime contra a floresrta. Essas Comissões Parlamentar de Inquérito as vezes dá nisso. Acabam descobrindo coisas que é melhor ficar no anonimato. Não é mesmo deputado? - Affe!!

  • Sentimental | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Juarez, confiamos em voce, mas ve se manda esse Gois embora. O cara ja tem muitos vícios. Esse negocio de grilos de terras, etc, etc.
    Limpe-se deputado.

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