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Segunda-Feira, 19 de Maio de 2008, 19h:35 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

EXECUTIVO

Com restrições, Maggi prevê "quebradeira geral"

   
Ministro Reinold Stephanes discursa em solenidade em Cuiabá e recebe recado do governador Maggi endereçado a Lula 
Foto: Ednilson Aguiar/Secom

 O governador Blairo Maggi aproveitou a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinold Stephanes, de senadores e deputados federais na assinatura do acordo de cooperação federativa para definir a aplicação dos recursos do programa Territórios da Cidadania, nesta segunda no MT Regional, para pedir ajuda ao governo federal e à bancada mato-grossense. Ele implorou por medidas que ajudem a reduzir as restrições ambientais. Teme que o Estado sofra com uma crise de produção agrícola e fez um apelo: “Precisamos evoluir aqui no Estado quanto às restrições. Mato Grosso não deveria ser alvo de críticas nas questões ambientais. Deveria, sim, receber elogios pelo que fez até hoje”, diz o governador.

   Ele considera que as declarações da ex-ministra Marina Silva e do seu sucessor, Carlos Minc, que não foi empossado ainda, advêm de preconceito contra o Estado. Segundo Marina, Maggi vem trabalhando para “derrubar” a resolução do Conselho Monetário Nacional que obriga o sistema financeiro a exigir, já a partir de 1º de julho, licenciamento ambiental como condição para o crédito rural na Amazônia. Ao lado do ministro Stephanes, Maggi pediu que este leve todo o descontentamento dos produtores do Estado para o governo federal. O governador entende que sofre pressão de uma maneira desnecessária e injusta. “Estamos preocupados (setor produtivo nos 19 municípios de MT que sofreram restrições). Fomos pegos de surpresa. Não podemos sofrer mais por conta das críticas anteriores que vieram da ministra e do preconceito que o futuro ministro tem por Mato Grosso”.

    Mais uma vez o governador apresentou dados que rebatem as notícias de que o Estado é um dos que mais desmatam. Disse que de 98 até agora 14% do território estadual foi desmatado e avalia que esses números devem ser levados em consideração pelo Ministério do Meio Ambiente. “Admitimos que desmatamos, mas bem menos que antes de 98, quando o desmate chegou a 34%”, defende o governador.

  Destaca que o Estado não tem a mínima condição de liberar licenciamento ambiental a todas as propriedades até 1º de julho. “A Sema não tem a mínima condição de licenciar todas as propriedades do Estado. Para isso, Mato Grosso levaria de 10 a 15 anos”. Por conta do prazo do governo, Maggi faz uma previsão negativa para o setor produtivo e também para os gestores do Estado. Ele alerta que os municípios vão perder em arrecadação e que uma crise no setor de alimentos pode atingir o país. “Sem licenças, quem vai conseguir produzir?. Tudo pode ficar muito mais caro. Os fertilizantes passaram de US$ 200 a tonelada para US$ 800 a tonelada”, declara. “Estamos muito perto de uma quebradeira geral", completa.

   Reação

   Reinold Stephanes concorda com a preocupação do governador mato-grossense e diz que a situação é ainda mais grave do que a relatada por Maggi, se considerar que 96% das propriedades estão localizadas em área de cerrado, mas que foram incluídas no bioma Amazônia. Maggi se mostra preocupado com o modo em que o novo ministro do Meio Ambiente vai lidar com as questões do Estado. Ele não avalia o perfil de Minc, pois não o conhece.  "Espero que o novo ministro possa abrir espaço para que possamos conversar sobre nossas necessidades. Agora, se isso vai ser fácil não posso dizer. Eu não o conheço e provavelmente sua equipe vai mudar", destaca. (Simone Alves)

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Comentários (16)

  • Reginaldo Garcia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É cada vez mais preocupante a questão ambiental no Estado de Mato grosso.Em primeiro lugar é preciso ver até onde este setor que se diz produtivo quer chegar(acho que sei a resposta),outra preocupação é o tratamento dado ao CERRADO na visão deste povo este o bioma e de menor valor portanto deve ser destruido assim tambem deve ser na visão destas pessoas o Pantanal.Já falei aqui outra vez estes que se diz produtores são na verdade extratores e só sabem trabalhar com dinheiro do goverrno que por sinal é da população.

  • roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nao afrouxa governador o ministro, o lula e sua cambada devem comer cerrado, capim rabo de burro, mandiocao, enfim pastar no cerrado, é uma vergonha do jeito q tao tratando o agricultor matogrossense, nós somos brasileiros e estamos produzindo alimenyos pra estes burocratas q ficam lá em brasilia, nos gabinetes. Vamos fazer uma silagem de cerrado para eles> Dále maggi vai pra cima.

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Lula deve estar arrependido de colar Marina na geladeira, o novo Ministro esta colocando o Presidente numa saia justa, até quando Maggi continua amiguinho de Lula?

  • Antonio Etico R. Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que é mais preocupante de tudo isso, é para nós que ficamos aqui, pois o Maggi é passageiro no Estado, inclusive grande parte de suas plantações e a de seus parentes são em áreas arrendadas, portanto, como diz voces cuiabanos, no caso dos cajús, xupa-xupa-despôs-joga-fora.
    Vamos ajudar a Plantar, bota esses cuiabanos prá- catar-raiz.

  • Pedro Dias da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cáceres está no meio desse dilema. Há muito nossa região foi desmatada ...e os produtores atuais sofrem com esse desgaste. é preciso avaliar melhor.Por que não coloca o credito de carbono em pratica?

  • Vanuza Martins | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Maggi precisa de ajuda para implantar ações de compensação ambiental como ele já propôs. Mas ele só vai mostrar o quanto quer trabalhar quando tirar Daldegan da Sema. Esse secretário é um encosto. Ele finge que conhece o meio ambiente. Pode ser competente pra muita coisa, não pra ficar à frente da Sema. Não tem postura de um secretário. Basta ir em busca dos TACs e vai ver o quanto o Estado perde com a flexibilidade aos produtores que pensam que podem comprar e sujam o nome da maioria.

  • Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cerrado também é bioma. E deve ser tratado como tal.

  • carlos águia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sabe estou achando que poderemos, pegar nossa mochila e ir embora do mato grosso, porque nao teremos mais pais,mas ao mesmo tempo faço uma pergunta pra onde iremos, se foi pra MT, que muito tempo viemos construindo nossas vidas,suor e sofrimento, nao existia estradas, nem tel.agora teremos que abandonar tudo, so por causa de um partido podre, que vem amendrontando o paiz, sera que o povo ainda quer eleger alguem desse partido...chegaaaaaaaa??????

  • Jovaine | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É Antônio Ético, você tem razão. O Cuiabano xupa-xupa-xupa e depois joga fora. Só que os gauchos xupa-xupa-xupa e depois engole. Quem deve catar raiz são os gauchos que devem gostar muito delas como por exemplo: mandioca, nabo, cenoura e por aí vai.

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ACOMPANHEI A VISITA DO MINISTRO REINOLD, E A SITUAÇÃO É GRAVE, BLAIRO FALOU O QUE TINHA QUE FALAR, MAS O MINISTRO PEDIU NOVAMENTE A PALAVRA, E DEIXOU CLARO QUE MUITA GENTE VAI QUEBRAR POR ESSE MATO GROSSO AFÓRA.!!

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