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Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2009, 09h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

ARTICULAÇÃO

Combatentes à ditadura agora querem o Exército em ação


Prefeito Wilson Santos e secretário de Saúde Luiz Soares apelam ao Exército para resolver "pepinos"

   Os posicionamentos do prefeito de Cuiabá Wilson Santos e do seu secretário de Saúde Luiz Soares, ambos do PSDB, em defesa da intervenção do Exército nas ações do PAC e na saúde pública em Cuiabá, revelam uma situação paradoxal e um tanto polêmica. Ao contrário daquele 15 de março de 1964, data em que as forças armadas saíram dos quartéis, destituíram o governo do presidente João Goulart e instalaram a chamada ditadura pelo período de 21 anos (até 1985), agora estão sendo convidados para ajudar a administrar Cuiabá.

   Primeiro, Wilson Santos, que é militar, recorreu à tropa do 9º Batalhão de Engenharia de Construção, propondo que o Exército assumisse as obras do PAC na Capital. Tomou a decisão após a Justiça detectar fraudes nas licitações e determinar interrupção dos projetos, bloqueios de bens, orientação por novos procedimentos licitatórios e prisão de 11 pessoas, envolvendo empreiteiros, advogados e servidores públicos. Santos conseguiu, então atrair o Exército, que vai executar apenas um dos sete lotes que, juntos, somam R$ 238 milhões de recursos federais, com contrapartida do Estado, para atender a área de saneamento.

   Segundo, Luiz Soares, diante do confronto com os médicos e servidores da pasta da Saúde, resolveu endurecer a discussão e agora fala até em pedir ajudar ao Exército para tirar a saúde pública do caos. Médicos que atendem pelo SUS continuam de braços cruzados em Cuiabá, trazendo desespero aos pacientes que batem a porta do Hospital e Pronto-Socorro Municipal e nas demais unidades de saúde. O movimento grevista ganha corpo com adesão de outras categorias, como enfermeiros e odontólogos. Entre as reivindicações estão reajuste salarial e exoneração de Soares do cargo de secretário.

  O curioso nessa estratégia de Santos e Soares de mencionar o Exército como a solução para os problemas administrativos da Capital é que ambos costumam dizer que combateram o regime militar. Foram militantes do Movimento Democrático Brasileiro (hoje PMDB), que abrigou opositores da ditadura. Ao defender intervenção do Exército, os dois tucanos acabam abrindo brechas para críticas da oposição. O empresário Mauro Mendes (PR), que disputou o segundo turno com Santos no ano passado, chega a ironizar a situação. Defende que o prefeito renuncie ao mandato e entregue a gestão de vez para o Exército.

    Trajetória

   Wilson Santos passou pelo PDT, PMDB e virou tucano. Antes de assumir a prefeitura, em 2005, foi vereador, deputado estadual e federal. Soares esteve no PMDB, através do qual ganhou para deputado estadual, depois ajudou a fundar o PSDB no Estado, em 1990, quando saiu candidato a governador e teve votação pífia, migrou para o PV, onde teve passagem relâmpago, e voltou para o ninho tucano, após ocupar o cargo de vice-prefeito de Cuiabá. Agora, Santos e Soares miram as eleições de 2010. O primeiro está disposto a renunciar ao mandato de prefeito até abril para pleitear cadeira de governador. Soares deixará a Saúde junto com Santos para tentar reconquistar cadeira na Assembleia ou coordenar em Mato Grosso a candidatura à sucessão presidencial do tucanato, provavelmente de José Serra. (Romilson Dourado)

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Comentários (29)

  • OSVALDO DA COSTA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O EXERCITO BRASILEIRO TEM A SUA MISSÃO CONSTITUCIONAL BEM DEFINIDA. O PREFEITO WILSON SANTOS AGORA QUER SE REDEMIR DAS GAGADAS USANDO O NOME DO EXERCITO. A PREFEITURA DE CUIABA NECESSITA URGENTEMENTE DE UMA INTERVENÇÃO ESTADUAL OU ATÉ MESMO FEDERAL PARA CORRIGIR OS DESMANDOS E A INCOMPETÊNCIA NA ADMINISTRSAÇÃO DE WILSON SANTOS.

  • Benedita da SIlva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O senhor comete um erro histórico nesta matéria cujo titulo já é infeliz! Na ditadura militar não se discutiam questões administrativas e sim direitos humanos e violação das liberdades individuais. Até hoje familias tentam resgatar seus mortos, falamos da declaração dos direitos universais da ONU de 1948, que foi violentada no regime militar.
    O papel do jornalista é revelar a verdade e não confundir fatos querendo assim dar um ar de verdade as incorreções. Publique este post jornalista ,espero velo neste espaço. Não confunda os leitores que não viveram ou não conheceram este período sombrio e trágico do Brasil. Estes médicos deveriam trabalhar na fronteira para conheçer a realidade deste país, que é bem pior que a do PSHMC!

  • cristian | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa Máfia de branco,Mercenário são relapssos,Hiprócritas,meldilcres em atendimentos aos Pacientes,esse embate está acontecendo porque não querem trabalhar, mas receber querem,aonde o Sec. Esta cobrando que esses Mercenários dá um atendimento digno à POPULAÇâo.Esses médicos estão fazendo polit5icagem p/Mauro Mendes.Quem é esse Mauro mendes?Para Ironizar ele tem que fazer é cobrar o Governo do Estado,que não Investe em Segurança,Educação,Saúde,aquela esta fazendo a populaçao refem ,eu tenho vergonha em ler essa materia do Mauro Mendes,só podia Ser Uns dos BUTINUDOS.População Vamos mostrar nas Urnas p/esse BUTINUDO quem são os Matogrossensses verdadeiros.

  • Luana | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É pelo visto o nosso prefeito Wilson Santos não esta dando conta do recado....não está conseguindo administrar Cuiabá...isso prova sua capacidade dentro da administração pública....que vergonha prefeito.

    Colocar o exército pra limpar sua sujeira....seus secretários não dão conta do recado ... tem que chamar o exercito... kkkkkk... isso é uma piada mesmo... a sua volta esta cheio de gente muito competente ... pra não dizer ao contrário.

    Apoio a greve dos médicos...só quem precisa de um PSMC é que sabe a realidade que aquilo ali está...precisamos de mais qualidade na saude pública...e é direito da classe trabalhadores da saude exigir melhores salarios .... nos PSF ta um caos ... mas náo só agora no momento da greve ... sempre foi um caos .. nunca funcionou direito .. pq num tem infra estrutura .... vamos trabalhar Wilson Santos .... põe essa prefeitura pra funcionar.

  • Bruno | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isso de direitos humanos passou longe de MT. Aqui era um bando de gente querendo ser diferente e acabaram piores que os militares: Bezerra, Louremberg, Dante e esses dois ai.

  • joaquim movimento estudantil | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Jornalista:
    Vc tem sido muito mal informado..naum é culpa sua..
    Este Luiz Cabeção era sim um grande pelegão da Reitoria nos seus tempos de UFMT..estudante mediocre..controlava a FMEU (federação de estudantes universitários) e vivia usufruindo de benesses da ditadura...passeando pelo Brasil inteiro com jogos estudantis..a origem do mesmo é arena...depois entrou no PMDB vindo do PP (antigo partido de centro que não iria vingar e se juntou ao PMDB por puro oportunismo...turma de garcia neto...osvaldo sobrinho e outros oriundos do arenão..)
    Wilson so apareceu depois da eleição para prefeito em 85 já ter sido ganha...foi ter um carguinho na prefeitura e começou sua carreira (até que tem méritos)..mas nunca foi combatente da ditadura coisa nenhuma...
    tem muitos egressos cuiabanos que podem te relatar sobre essa turma da udn/arena/pp...

  • marinete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    parabens sr. sec. de saúde ,,os médicos só lembram do povo na hora de suas reinvendicações ,,que são injustas,,e de cunho poítico,,nao estao nem ai para nós,,,e outra coisa ,para recietar dipirona e voltarem,,,ta até muito bem pago... ,,e até hoje vc foi o único que cortou o ponto desses médicos que nao cumprem descentemente o plantão,,,,,,,estamos do seu lado,,,,do lado do povo que mais necessita....

  • Luis Marcelo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Wilson Santos é militar da reserva não remunerada e, para efeito do estatuto dos militares, ele não possui prerrogativas ou direitos de militar, portanto, não é militar. Se fosse assim, todos aqueles que servissem o serviço obrigatório seriam militares, o que não é.

  • Willian Brandão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prefeito Wilson, pelo amor de Deus. O senhor perdeu o juízo ou realmente tem o rabo preso com esse Luiz Soares? Sou academico de direito da Unic, e sou seu eleitor. Sempre te defendí por que vi em tí ser merecedor disso. Mas agora, tudo o que estou vendo me deixa temeroso e os rumores de que o Luiz Soares tem seu rabo preso parace ser verdadeiro. Te digo verdadeiramente, estás deixando essa situação te arrebentar politicamente, praticamente aqui em Cuiabá. Põe a cabeça no lugar e se livra logo desse cara.

  • Ronaldo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O importante é arrumar solução para o problema, essa conversa de que foram combatentes da ditadura é conversa mole, os tempos são outros, o negócio é botar essa turma do exército pra trabalhar já que a população carente está sendo a maior vítima desse problema da paralização dos médicos, não que a classe não tenha razão na paralização, mas mesmo sabendo que também trata-se de uma articulação política para derrubar o prefeito. O ofício do gestor é arrumar solução para os problemas, então se for a melhor solução resolver dessa maneira, então que seja feito.

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