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Terça-Feira, 10 de Fevereiro de 2009, 13h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

INVESTIGAÇÃO

Comissão de Ética ouve delegado, travesti e PMs

  A Comissão de Ética da Câmara programa ouvir, às 14h15 desta terça (11), o delegado que atua no Cisc do Parque do Lago, em Várzea Grande, Ely Roberto Ambrósio, sobre o escândalo que envolve o vereador Ralf Leite (PRTB), detido enquanto praticava sexo oral com um travesti menor de 17 anos. Segundo o vice-presidente da Comissão, vereador Domingos Sávio (PMDB), a Comssião quer saber do delegado como está a situação de Ralf e quer ter acesso também ao boletim de ocorrência e a outros documentos. A Comissão quer saber se a polícia vai instaurar ou não inquérito para apurar os fatos.

   Sabe-se que foi assinado um Termo Circunstanciado de Ocorrência. "Fomos no Cisc ontem, mas o delegado não estava de plantão. Hoje poderemos iniciar nosso trabalho", diz Sávio. Como a Câmara não possui um Código de Ética, a Comissão está se embasando no artigo 20, parágrafo 6º da Lei Orgânica. A proposta de se constituir o Código de Ética foi um dos temas em debate na sessão desta terça (10). O vereador Lúdio Cabral (PT) afirmou que sem o Código, a Comissão deve se basear nas regras que disciplinam a atuação de deputados estadual e federal e/ou senadores.

   Segundo o parlamentar, o ex-vereador Permínio Pinto (PSDB), teria apresentado um projeto de lei que institui o Código de Ética, mas a proposta não foi levada à votação em plenário. "Peço a  bancada  do PSDB que reapresente o projeto e que possamos instituir nosso Código", conclamou Lúdio.

   Os parlamentares decidiram que os envolvidos no escândalo serão ouvidos durante sessões públicas. "Queremos que haja transparência em tudo que for feito", afirma o presidente da Mesa, vereador Deucimar Silva. Além do delegado, vão ser interrogados o travesti conhecido pelo prenome de "Cristina" e os policiais que abordaram e detiveram Ralf. "Depois que tivermos todas as provas nas mãos vamos fazer nosso relatório e encaminhá-lo para o plenário", afirma o presidente da Comissão de Ética, Everton Pop (PP). A Comissão tem 90 dias para finalizar os trabalhos. (Patrícia Sanches e Lisânia Ghisi)

(16h30) - Comissão pega boletim, mas não ouve delegado 

  A Comissão de Ética da Câmara já está com o boletim de ocorrência da prisão do vereador Ralf Leite em mãos, mas ainda não ouviu o delegado do Cisc Parque do Lago, Ely Roberto Ambrósio. "Tivemos uma rápida conversa com ele (delegado). Ficou decidido que marcaremos uma sessão pública para que ele dê a sua versão sobre os fatos", conta o vice-presidente da Comissão de Ética Domingos Sávio. 

(18h40) - Delegado ameniza acusações contra Ralf

   O delegado do Cisc Parque do Lago, em Várzea Grande, Ely Roberto Ambrósio, alterou a versão inicial apersentada à imprensa e que estaria relatada no boletim de ocorrência, onde o vereador Ralf Leite era acusado de quatro crimes. No inquérito policial encaminhado ao Ministério Público e Juízado da Infância e Juventude, o delegado apresenta apenas a acusação de ameaça e desacato à autoridade.

   Roberto Ambrósio afirma que Ralf não estava embriagado, sem carteira de identidade, que não houve falsidade ideológica e insenta o parlamentar de corrupção de menores. Ralf teria sido preso enquanto praticava ato libidinoso com um travesti menor de 17 anos.

   No próximo dia 20 às 14h, Ralf Leite será ouvido no Juizado Especial Criminal, pelo juiz Nelson Dorigatti, em Várzea Grande que julgará a ação. (Patrícia Sanches)

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Comentários (12)

  • José Delgado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse Delegado! Só nos faltava o Boletim de Ocorrência, não contar o nome do vereador Ralf. Se o Processo na Câmara de Vereadores for baseado no B.O, o acusado não precisará mais de Advogado, bastou o Delegado para ajuda-lo.

  • cristiano souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse vereador vai é tenta coloca a pizza no forno pois ele e ralf leite sao super amigos tanto é que ambos sempre andam de lancha juntos no manso

  • Maria Barbosa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Engraçado como as versões mudam rapidamente. Em um dia falam que ele estav bebâdo, com travesti menor e que desacatou os policiais, além disso apresentou até documento falso.. no outro tudo some em uma passe de mágica.. e ele vira vítima da história.. Curioso é ver como o delegado gaguejou durante as entrevistas e disse que o travesti já vende o corpo a tempos e por isso não é corrupção de menores.. duvido que se fosse um joão qualquer não estaria preso até agora o delegado teria enchido a boca para falar do caso..
    Pizzaaaaaaaaaaaaaaaaa

  • Fernando Pessoa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Jaba Brasil | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    De cara, absolvo o acusado. Quem de nós brasileiros ainda não foi acusado de algo. Desde a lambida num sorvete na geladeira até o gravíssimo guiar escondido o carro do pai?!...
    Qual é o jovem que ainda não foi acusado de pecar em pensamento? Ocorre que a mulher de Cesar, o Imperador, não tinha o direito de ser apenas honesta. Tinha, também, que parecer honesta.
    Foi algo que aconteceu com uma pessoa pública e que se tornou pública. Com um político que se elegeu com os votos do povo, a coisa é bem mais séria e merece profunda reflexão.
    Em distante século de nossa história, quando alguém passava num concurso para o quadro de funcionários do Banco do Brasil S.A., a primeira recomendação do gerente do outrora rígido e solene banco do povo desta nação era a postura dos seus funcionários dentro e, principalmente, fora do banco.
    O povo enxergava em cada funcionário, o próprio Banco do Brasil S.A. Agência Centro de Cuiabá (MT).
    Brigar na rua, andar desleixado – até isso -; gritar no Cine Teatro Cuiabá, envolver-se em greves, ser visto na zona do baixo meretrício, beber em bares, beijar a namorada no jardim, más companhias, envolver-se em acidentes de trânsito, dever alguém e cheque sem fundos, nem pensar (nesses dois últimos casos, demissão sumária) resultavam em investigação rigorosa interna, estaleiro em promoções, transferências para os quintos dos infernos e registros na fé-de-ofício funcional.
    Era como o Exército, também de antigamente, não este de hoje. Ambos, hoje, alvos de privatizações paulatinas e inexoráveis e, automaticamente, de vulnerabilidades políticas astuciosamente comandadas por controles remotos conhecidos de todo mundo.
    Vemos os exemplos mundiais. Não precisamos chegar ao exagero de um país como a China ou o Japão que mata na hora por fuzilamento, enforcamento ou decapitação e ainda cobram os serviços dos carrascos, das famílias do condenado já morto. Porém, os homens público-políticos de outros países, ao menor deslize, no mínimo renunciam imediatamente ou agüentam as conseqüências.
    Até no desmoralizado EEUU de Bush houve escândalos abafados pelos próprios acusados que se renderam às evidências de fatos e saíram do palco imediatamente. Agora com o presidente americano Hussein, alguns de seus assessores foram desconvidados e outros dois pediram demissão.
    Por causa de pequenos fatos de suas vidas que incluem até omissão ao imposto de renda. Exemplos existem aos milhões no mundo.
    Voltemos à Cuiabá. Um vereador é acusado de tentar imitar o jogador Ronaldo, o fenômeno corintiano, envolvendo-se com um travesti. Ridículo imaginar a hipocrisia de muitos em afirmarem que isso é um absurdo e que ninguém no mundo faz isso.
    Faz. Muito mais. Talvez, com mais técnica e competência! Mas, não são vereadores!
    Aqui reside o problema. Afinal quem sai perdendo com uma atitude dessas de um homem público? O partido político? O vereador? A câmara? Os suplentes? Ou seríamos nós, o povo que votou nele? Essa gangorra é grave.
    Notem que eu citei “atitude dessas” e não o fato do envolvimento com travestis. A culpa do parlamentar municipal foi a inabilidade, a incompetência em fazer a coisa direito. Não conseguir esconder direito suas preferências, aquilo que deveria fazer noutro lugar menos comprometedor.
    Assim como muitos o fazem. Com técnica e com engenharia esconditiva. Noutros lugares mais seguros. Assim como centenas de pedófilos escondidos sob o manto de instituições ou de cargos, funções e principalmente da Internet cujas Leis brasileiras enquadram como crime gravíssimo.
    Mas, será que só a Câmara Municipal de Cuiabá é que perde com isso tudo? Afinal ela já está mergulhada em tantos escândalos que até recebeu um E-Mail do Paschoal Moreira Cabral exigindo a retirada de seu nome grandão exposto na frente desse nosocômio... Está, portanto, acostumada. Vacinada.
    Então é o partido a que pertence o edil trapalhão o grande perdedor? Não. Não é o partido.
    É o povo! O povo sai perdendo mais uma vez nessa guerra dos escândalos nossos de cada dia. Deveria haver, antes de qualquer posse, um curso preparatório psiquiátrico e de segurança pessoal cujos mestres poderiam ser os membros da polícia especial S.W.A.T. norte-americana a fim de que os calouros e novatos, principalmente os quase menores de idade como, acho, deve ser o caso do vereador envolvido nessa acusação, saibam o que é decoro, liturgia de um cargo público, postura e responsabilidade de uma eleição perante a sociedade que o elegeu.
    Há que se tomar muito cuidado com as notícias. Cercá-la. Saber quem são os suplentes e o poder de fogo deles. Quais são os estragos partidários? A rígida observância dos fatos. Separar o joio do trigo. Há interesses escondidos nessa tragicomédia?
    E responder à pergunta: “quem sai perdendo com tudo isso? a – o vereador? b – a câmara municipal? c – o partido a que pertence o “Ronaldinho” bororo? d – o travesti? e - O povo?
    E colocar o vereador acusado que tem muito que aprender sobre postura de homem público num emaranhado de fios de uma Máquina da Verdade e fazer as perguntas do povo, embora as notícias dão conta de que ele próprio confessou isso tudo e ainda teria desafiado a mulherada cuiabana a declararem sua heterossexualidade...
    Acho que ele deve ser punido com, no mínimo, uma advertência da Mesa Diretora
    http://www.24horasnews.com.br/blog/index.php?tipo=lista&blogueiro=7

  • maria lucia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não acredito que o vereador POP vai favorecer seu amigo, ele tem que pensar no seu mandato , e depois tem que agir com honestidade com o povo Cuiabano que o elegeu, se ele favorecer seu amigo, ai sim estamos perdidos, pode deixar a camara, os deputados e senadores as moscas , pois ai sim vou acreditar em papai noel, pois o resto não existe mais...revoltada com a situação que a politica em nosso estado se encontra

  • Gacie Moraes Del Vasques | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que os fatos acontecido com o Ralf, venha servir de exemplo aos pais que estão crtiando seus filhos como este cel. o criou, falo isto de cadeira porque o conheço e sempre ví o quanto sempre passou a mão na cabeça deste moleque que fazia e acontecia, e o mesmo fez agora pensando que a cadeira da Câmara Municipal iria tapar a boca dos Policiais Militares, que com toda toda dignidade prestou e cumpriu os seus serviços a comunidade, colocando a tona o tipo de Vereador que uns coitados (comprados) votaram nele. Pensem: Nunca vendam seus votos....sejam dignos...senão terão o mesmo nível deste camarada.

  • JOSE BARBOSA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SOU ESTUDANTE DE JORNALISMO E ACOMPANHO ESSE CASO DO VEREADOR RALF LEITE HOJE TIVEMOS ACESSO AO BOLETIM DE OCRRENCIA DA PMMT REGISTRADO NO CISC DE V GRANDE E PODE ACREDITAR NO BOLETIM DA PMMT SO CONSTA O REGISTRO DE AMEAÇA E DESACATO ESTAO ARMANDO PARA O VEREADOR PODE ACREDITAR

  • ´Neuza Maria | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Assisti a materia na tv, achei o delegado muito PARCIAL, com medo, sera que ficou com medo do Cel Leite ou gosta de biba também?

  • cuiabanos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vamos ver se essa tal comissão de ética é realmente de ética.

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