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Terça-Feira, 10 de Julho de 2007, 12h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

OPERAÇÃO GUILHOTINA

Conheça 29 dos 75 com prisões decretadas

    O Ministério Público avaliou 118 planos de manejo na secretaria estadual de Meio Ambiente e detectou irregularidades em seis. Foi o bastante para motivar o juiz José Zuquim Nogueira, da Vara Especializada do Meio Ambiente, a decretar a prisão temporária de 75 pessoas acusadas de vários crimes, como formação de quadrilha, falsidade ideológica e crimes contra a administração ambiental. A Operação Guilhotina resultou na prisão de 35. Restam cumprir mandado de prisão dos outros 40.

   O RDNews teve acesso a dois dos seis inquéritos, que viraram representações com pedidos de prisões temporárias. Nesses dois, há 29 nomes e nem todos estão na cadeia. Confira abaixo quem é quem. (Simone Alves e Romilson Dourado)
 

Ourinhos (SP) e Juara
José Roberto Barros de Carvalho – proprietário da fazenda Lua Cheia, em Juara. Acusado de atuar em conluio com o engenheiro florestal Gerson Raul Monteiro da Silva, que liberou a exploração florestal na fazenda. A exploração não foi feita, porém o crédito já havia recebido baixa no sistema.

Juara
Gerson Raul Monteiro da Silva - engenheiro florestal responsável pela aprovação de licenças ambientais.
A. G. B. – sócio-proprietário da empresa Bezerra Madeiras. Responsável pela aquisição de 2.323 m3 de madeira.
Voniclei Gaparini – sócio-proprietário da G.M. da Silva Madeira. Fez aquisição de 1.200 m3.

Várzea Grande
Carlos Eduardo Bruno da Silva – sócio-proprietário da madeireira Laguna. Ele adquiriu 2.550 m3 de madeiras.
Valmor Brolim - proprietário da fazenda Gislaine I. É acusado de comercializar créditos fictícios com as empresas FF Madeiras Ltda - ME, por meio do engenheiro florestal Anderson Neves dos Santos e a Indústria Madeireira Pioneira Ltda, através do engenheiro florestal

São José do Rio Claro
Ernesto José Dresh – sócio-proprietário da madeireira Laguna. Ele adquiriu 2.550 m3 de madeiras.
Amélio Antonio Pupulin Júnior – sócio-proprietário da madeireira Menino Claudia. Adquiriu 2.010 m3.

Nova Maringá
Fabiana Harala Lordano – sócia-proprietária da madeireira Laguna. Ela adquiriu 2.550 m3 de madeiras.

Claudia
Márcia Cristina Bagatini – sócia-proprietária da madeireira Paranorte. Ela adquiriu 4.500 m3 de madeiras.
Eugênio Giachini Neto – sócio-proprietário da madeireira Paranorte. Ele adquiriu 4.500 m3 de madeiras.

Cuiabá
Alessandro Yukio Figueiredo Matsubara – responsável técnico da madeireira Cidade Alta. Adquiriu 210 m3 de madeira. Neste caso, a fazenda Katri recebeu a licença de exploração.
José Claudenir Gualdi – responsável técnico na aquisição de 1.200 m3 pela empresa G.M. da Silva Madeiras.  
Sara Martins Lima - analista ambiental da Sema. É acusada de elaborar relatório de vistoria de acompanhamento e de não visitar o local do Plano de Manejo Florestal Sustentável na Fazenda Gislaine I, alegando que, em conversa com o engenheiro Wanderlei Cardoso de Sá, foi informada que o local não estava sendo explorado, apesar de haver DVPFs e GFs indicando a comercialização dos créditos florestais. Sara é citada em outros processos, também por ter deixado de vistoriar outras áreas. 

Sinop
Anderson Neves dos Santos – responsável técnico da madeireira Cidade Alta. Adquiriu 210 m3 de madeira, referente à fazenda Katri.
Rui Heeman Junior – sócio-proprietário da madeireira Cidade Alta, figurando também como responsável técnico das madeireiras Uirapuru (fazenda Katri) e Iguaçu (fazendas Katri e Temístocles).
Márcia Gisele Pinheiro da Silva - responsável técnica nas aquisições realizadas pelas empresas R. M. Portas, Indústria de Comércio e Madeiras, Incobema Indústria e Comércio de Madeiras. Fez aquisição de 4.187 m3 de madeira.
Douglas Karsburg – sócio-proprietário da empresa Incobema. Adquiriu 650 m3 de madeira.
Martha Dranski – responsável técnica pela aquisição realizada pela empresa Safraide e Kanopp. Fez aquisição de 650 m3 de madeira.
Joseane Gianchini – sócia-proprietária da madeireira Paranorte. Ela adquiriu 4.500 m3 de madeiras.
Cleibson Bossa – sócio-proprietário da empresa Safraide e Kanopp. Fez aquisição de 650 m3 de madeira.
Marco Antônio França de Paula - responsável técnico da empresa José Nilton dos Santos - ME, a qual adquiriu 500,00m3, e também de outras 06 madeireiras.
Luiz Mário Canal - Figurou como procurador de Valmor Brolim e, além de ter retirado diversos documentos, assinou a ART de fls. 77, juntamente com Vanderlei Cardoso de Sá.
Vanderlei Cardoso de Sá - engenheiro florestal. Requereu Licença Ambiental Única e, depois, Autorização de Exploração Florestal - Plano de Manejo Sustentável -, da fazenda Gislaine I, sendo responsável técnico pelas informações prestadas. Valderlei ainda figura como responsável técnico das madeireiras Indústria de Madeiras Everest Ltda, Noroeste Laminados Ltda, RM Portas Ltda e Amazônia Comércio de Portas Ltda.
Márcio Cavalcante - analista de meio ambiente. Emitiu parecer técnico concluindo pela liberação do projeto de manejo e atestando a existência de picadas de 25 em 25 metros, plaqueteamento de árvores, placa informativa do projeto de manejo, o que, posteriormente, foi contestado em nova vistoria realizada pelo técnico da Sema, Alex Trindade Machado, que atestou a inexistência daquelas informações prestadas por Márcio Cavalcante.
Jackson Monteiro de Medeiros - Diretor regional da Sema. Vistou o parecer de Márcio Cavalcante.

Guarantã do Norte
Job Moreira Riberio – sócio-proprietário da empresa M. S. Tschope. Adquiriu 130 m3 de madeiras. Figura também responsável técnico das madeireiras Salete, Adelar Marcante, Albino de Campos Smith e Cia, Vilson Fornari, Massaguaçu Indústria e Comércio de Laminados e MS Tschope e Mabicil Comércio de Madeiras Abigail.
Edinei de Oliveira Costa. Também teria emitido DVOFs para outras madeireiras.

Feliz Natal
Fabio Leandro Galindo – sócio-proprietário da madeireira Cidade Alta. Adquiriu 210.000 m3 de madeiras. Figura como responsável operacional cadastrado na Sema. Vendia DVPFs.

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