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Segunda-Feira, 04 de Maio de 2009, 11h:09 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

TRANSPORTE COLETIVO

Conselho eleva tarifa em 18%; falta decreto do prefeito

Em reunião nesta 2ª, representantes de vários segmentos chegaram a um acordo sobre o reajuste de R$ 2,05 para R$ 2,42 do preço do transporte coletivo em Cuiabá; cabe agora a Wilson Santos decidir o valor oficial e a partir de quando entrará em vigor
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  O Conselho Municipal de Trânsito aprovou nesta segunda (4) reajuste de 18% na tarifa do transporte coletivo de Cuiabá, saltando de R$ 2,05 para R$ 2,42. Já o intermunicipal (Cuiabá/Várzea Grande) está fixado em R$ 2,20. Agora, caberá ao prefeito Wilson Santos (PSDB) acatar ou não esse valor. Ele poderá assinar decreto elevando o preço até R$ 2,42. A tendência é que opte por R$ 2,40 e que passe a valer já neste mês. O aumento vai "pesar" no bolso de quase 140 mil cuiabanos que utilizam ônibus do transporte coletivo diariamente. Entre as empresas  responsáveis pelo transporte estão a Pantanal, Sol e Norte-Sul, além de pequenos empresários que realizam o transporte por meio de micro-ônibus. São cerca de 3 mil funcionários, entre motoristas e cobradores.

  O argumento do Palácio Alencastro é de que a tarifa hoje em Cuiabá é um das menores praticadas nas capitais do país. O último aumento foi há dois anos, quando o preço saiu de R$ 1,85 para R$ 2,05.  Presidido por Edivá Alves, vereador licenciado e secretário de Trânsito e Transporte Urbano da Capital (SMTU), o Conselho avaliou uma planilha com dados técnicos detalhados apresentados por empresários que exploram o transporte coletivo. O Conselho é composto por 16 entidades.

    A Associação Mato-Grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) chegou a ingressar com uma ação judicial para acelerar o aumento da tarifa de ônibus na Capital. Argumenta que desde 2007 não há reposição e a tarifa hoje só é superior à aplicada em Manaus (AM), que é de R$ 2, e em Rio Branco (AC), de R$ 1,90. Em Campo Grande (MS), a tarifa está fixada em R$ 2,50. Sustenta ainda que o preço do diesel, que em Cuiabá é comercializado a R$ 2,11, só é mais barato que o valor cobrado em Rio Branco, onde custa R$ 2,13. Segundo o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), apresentado no levantamento da MTU, há um déficit de 17,5%. O valor de R$ 2,42 está dentro da expectativa das empresas de ônibus. (Romilson Dourado)

(Às 18h15) - Prefeito avisa que não tem pressa para decretar aumento da tarifa de ônibus

   O prefeito cuiabano Wilson Santos disse que não está com pressa e nem vai estabelecer data de quando assinará o decreto sobre aumento do preço da tarifa do transporte coletivo. Como o Conselho Municipal de Trânsito aprovou, nesta segunda, reajuste de 18% da tarifa, a decisão final fica agora com o chefe do Executivo municipal. Santos disse que o preço será inferior a R$ 2,40. Ele não quis confirmar, mas a tendência é que fixe a tarifa em R$ 2,30, valor mais próximo da passagem intermunicipal, que está em R$ 2,20. "Todos serão avisados com antecedências", se limitou a dizer o prefeito tucano.

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Comentários (17)

  • pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • antonia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    será que vai ter troco pra se eu der 2.45 eu vou querer é o meu direito e se nao me derem vou entrar na justiça por causa de 0,3 centavos

  • MARCUS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A POPULAÇÃO TEM O GOVERNANTE QUE MERECE HÃ DA LICENÇA É WIRSO DE NOVO MINHA GENTE............................RSRSRSRSRS

  • Luiz Carlos Campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A tarifa de transporte coletivo bem que poderia ser mais elevada, na casa dos 100%, com preço da passagem em torno de 5 reais.
    Assim a cuiabanada que elegeu (e reelegeu) o Wilson Santos iria repensar a tamanha loucura que fizera recentemente.

  • Walter | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ninguém fala porque houve o aumento, mais o aumento houve porque o Marcio Guedes que substitui na vara onde está tramitando o processo revogou a liminar que impedia o aumento.e porque ele revogou a liminar? gostaria muito de ser informado dessas razoes.

  • Lane Costa - Professora | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É inacreditável que essa galera do transporte coletivo, que diga-se de passagem, NÃO SÃO os seus usuários e os trabalhores do mesmo, ousem falar em aumento da passagem!

    A realidade: Ônibus escassos, sucateados, lotados, sem pontos de ônibus adequado, não investem adequadamente na formação e qualificação de de seus profissionais...

    O sonho: Empresários, prefeito e secretários utilizando-se, um único dia do transporte coletivo em Cuiabá...

    O resultado: Deixariam de ganância e compreenderiam que o suado dinheirinho do trabalhador não é pra engordar a conta bancária de uns poucos empresários do transporte coletivo, mas pra pagar por um pingo de comodidade.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Prefeito Municipal certamente sentir-se-á à vontade para assinar o decreto elevando o preço das passagens de ônibus em Cuiabá, intenção esta que vem de há muito tempo, bem antes da sua famigerada reeleição.Afinal de contas, a nossa população é constituida por uma maioria esmagadora de empresários, profissionais liberais, advogados, médicos, engenheiros, políticos (vereadores, deputados, senadores e que tais), poderosos comerciantes e tantos outros assíduos de colunas sociais, que diariamente utilizam-se do transporte coletivo de massas. Essas pessoas, utilitários intensos do transporte coletivo podem pagar o preço almejado pelo Prefeito e pelo seu (in) competente e ranzinza Secretário Edivá Alves. Alguns centavos não farão falta nos bolsos desse povo. Os pobres, os residentes da periferia, as empregadas domésticas, o pedreiro, o motorista, o office-boy, o comerciário, o estudante, etc, etc, estes que continuem indo trabalhar de bicicleta, ainda que resida no CPA III e trabalhe no Bairro do Porto. Quem sabe um dia vocês consigam enriquecer e, em consequência, consigam também pagar os preços astronômicos impostos pela nossa Prefeitura pelas tarifas de ônibus. Ê, vida de gado, povo marcado ê/ povo (in)feliz...

  • marli | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cuiabá tem o Prefeito que merece ter, com certeza quem votou neste Senhor não depende de onibus. Acho que 2,45 é pouco arredonda pra 5,00 logo.
    Francamente.

  • Jean M. Van Den Haute | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARA INFORMAÇÃO DA POPULAÇÃO

    Segue o conteudo da intervenção da ASSUT-MT, Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso, na ....

    REUNIÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE TRANSPORTE

    DO DIA 04 DE MAIO 2009

    Prezados colegas,

    Como representante da ASSUT-MT eu represento, também, o Consórcio “Pró Cuiabá 300 Anos” e principalmente o próprio Governo Federal como membro titular no SNDU - Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano.

    Neste contexto, sou redator do “Diagnóstico da Acessibilidade e da Mobilidade de Cuiabᔠe informado sobre a PNDU – Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e posse garantirem que a responsabilidade deste CMT vai muito além da aprovação ou não da tarifa do transporte urbano.

    Na realidade, temos três graves problemas jurídicos para superar :

    A Constituição Brasileira garante o direito de IR & VIR da população, direito confirmado pela “Lei Orgânica do Município” garantindo um preço da tarifa acessível para todos. Este direito não está sendo atendido, o que foi comprovado nas pesquisas da consultoria de 2005, apontando 30% de excluídos. O “preço social justo” definido por pesquisas da ASSUT-MT a ser confirmado pelo CORECON é estimado em R$ UM.

    As empresas de transporte ficam obrigadas em fornecer um transporte público eficiente, segurar os direitos trabalhistas do pessoal empregado no sistema e segurar os direitos dos seus acionistas. Conforme planilha de custos elaborada pela própria SMTU, o custo seria de R$ 2,42 quando a cobrança é de R$ 2,05. Portanto as empresas atuam no vermelho o que é proibido por Lei.

    O Poder Executivo, aos três níveis de competência, Estadual, Municipal de Cuiabá e Municipal de VG, não estão atendendo ás exigências da PNDU, ou seja, estão atuando na ilegalidade, provocando um desperdício comprovado de 35%, além de impedir a aplicação dos recursos complementares previstos bem como a aplicação de recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, dos quais, os recursos do OGU, Orçamento Geral da União.

    Portanto, a diferença entre o preço de custo e o preço social justo é da responsabilidade do Poder Público e deve ser paga por ele, ou melhor, deve ser eliminada pelo planejamento eficaz e a aplicação dos recursos complementares.

    Antes de qualquer consideração deve se respeito á Constituição Brasileira que, num “Aglomerado Urbano” determina o uso do sistema metropolitano único de transporte urbano o que não é o caso no “Aglomerado Cuiabano” recorrendo a quatro sistemas heteróclitos, sem planejamento integrado.

    Considerando o “Estatuto da Cidade” instrumento básico da PNDU e a particularidade das exigências da Lei do Aglomerado Urbano Cuiabá/Várzea Grande, devem ser elaborados em conjunto os “Planos Setoriais Estratégicos de Interesse Comum”, dos quais, em prioridade, o “Plano Setorial de Transporte e Mobilidade do Aglomerado Urbano Cuiabá/Várzea Grande”, verdadeiro plano de ordenamento da “CIDADE ÚNICA” constituída pelos dois municípios e, também, o preliminar a implantação do sistema metropolitano de transporte definido pela Constituição Federal.

    Jean M. Van Den Haute
    Diretor Técnico da ASSUT-MT
    Suplente no CMT de Cuiabá

    PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

    Considerando que os direitos do cidadão e das empresas de transporte não são atendidos, o CMT de Cuiabá entende que :

    A - o preço atual de R$ 2,05 da passagem seja, no mínimo, mantido e a diferença de R$ 2,42 – 2,05, sendo R$ 0,37 seja pago pelo Poder Público através dos recursos disponíveis abaixo relacionados :

    - Recursos orçamentarias em geral, nas três esferas de governo, e especialmente os provenientes de alguns impostos, cujo fato gerador tem relação com a mobilidade urbana, tais como FETHAB, IVC, IPVA e ISS.
    - Investimentos do setor privado imobiliário, industrial e financeiro, não envolvido diretamente com os serviços de transporte e que pode se beneficiar de ganho imobiliário e comerciais.
    - Auto-provimento dos usuários: essa forma é verificada no transporte fretado por parte de condomínios e comunidades urbanas.
    - Contribuições sociais das empresas aos seus empregados através do vale transporte.
    - Recursos do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador.
    - Recursos de multas de trânsito, nos termos do Código Brasileiro de Trânsito.
    - Renúncia fiscal nas três esferas de governo.
    - Empréstimos e financiamentos das agências brasileiras oficiais de credito.
    - Financiamentos, empréstimos e doações de organizações não governamentais e de organismos multilaterais de credito e financiamento internacionais.
    - Receitas de estacionamentos públicos de veículos
    - Publicidade nos veículos e abrigos.
    - Etc.

    B – seja elaborado o “Plano Setorial Estratégico de Transporte e Mobilidade do Aglomerado Urbano Cuiabá/Várzea Grande”, conforme á metodologia e previsão orçamentária proposta pela ASSUT-MT, dando apoio a atuação do Prefeito de Cuiabá como “Coordenador do Grupo de Trabalho de Transporte Público da Frente Nacional dos Prefeitos” (FNP) encarregado de apresentar, dentre de um prazo de 90 dias, um diagnóstico permitindo definir soluções visando á redução das tarifas e á ampliação de melhorias.

    C – sejam implantadas, no melhor prazo, todas as soluções encontradas permitindo oferecer para o público um transporte coletivo eficaz, digno e ao preço social justo de R$ UM.

    CONSELHO MUNICIPAL DE TRANSPORTE DE CUIABÁ

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    NO OLHAR DIRETO : 28/04/2009 - 19:37

    Wilson Santos vai coordenar Grupo de Transporte

    Da Redação/Alline Marques e Marcos Coutinho

    O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), assumirá a coordenação do Grupo de Trabalho de Transporte Público da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). Ele foi eleito vice-presidente da Frente no começo deste mês.

    As principais metas do Grupo são a redução de tarifa e ampliação de melhorias. A criação do grupo foi a principal decisão tomada hoje em Brasília, durante reunião encerrada no meio da tarde. A comissão terá 90 dias para apresentar um diagnóstico para o presidente Luis Inácio Lula da Silva, que encaminhou o pleito para as lideranças municipais sobre a redução da tarifa.

    Segundo Wilson Santos, um estudo será feito nos próximo 30 dias incluindo o transporte coletivo no pacote de prováveis isenções, tais como, a redução da taxa de óleo diesel.

    Além da redução, a Frente decidiu que realizará encontros mensais em Brasília em toda última terça-feira de cada mês, quando será aberto espaço para troca de experiências exitosas. Outra questão discutida durante a reunião da FNP, foi a minuta de convênios com a Caixa Econômica Federal.

    Wilson Santos explicou que um dos convênios será para capacitação de agentes públicos responsáveis pelo acompanhamento da prestação de contas públicas. Outro acordo com a Caixa é para recuperação financeira nas cidades, cujas as áreas urbanas sofreram desaquecimento urbano.
    O prefeito contou também que foi tomada a decisão de preencher todas as vagas de conselhos federais no âmbito dos Ministérios e no Conama.

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    ASSUT-MT Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso

    Rua dos Nhambiquaras, 45 - Santa Helena - 78045-010 Cuiabá MT

    fone : 3621-7445 (à tarde) - 3685-2115 (Coordenadoria Técnica)

    www.assut.org.br - assut.mt@bol.com.br


  • Ronaldo boscoli | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    EHHHH RAPAZIADA...........CHEGOU A COBRANÇA.......VAMÔ PAGA A CONTA!

    AFINAL 2010 ESTA AI!

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