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Segunda-Feira, 05 de Maio de 2008, 19h:35 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

JUDICIÁRIO

Corregedor ganha R$ 640 mil de extra em 6 anos


Desembargador Orlando Perri, corregedor-geral de Justiça

  Não foram somente o desembargador José Ferreira Leite e seu filho, juiz Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, além dos magistrados Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes e Antonio Horácio da Silva Neto, que preside a Associação de Magistrados do Estado (Amam-MT), que receberam créditos salariais extras. De 2002 até o ano passado, foram mais de 200 servidores do Judiciário contemplados com créditos em atraso. Entre eles estão o atual corregedor-geral de Tribunal de Justiça, Orlando Perri, e o presidente do TJ, Paulo Lessa. Esses extras são são ilegais. São tidos como salários complementares.

   A polêmica eclodiu como sinal de escândalo sobre os ombros de Ferreira Leite e de mais 4 juízes, acusados de receberem vantagens salariais indevidas. Os valores foram pagos com todas as correções possíveis. Contra eles, há um relatório de investigação criminal da corregedoria do TJ que aponta até indícios de "enriquecimento ilícito". O problema é que o dossiê aponta para encobrimento de rombo provocado pela quebra de uma cooperativa de crédito conveniada à maçonaria Grande Oriente de Mato Grosso.

   De acordo com a investigação, verbas públicas foram usadas em uma "operação de socorro" destinada a restituir R$ 1,4 milhão em depósitos feitos por 160 maçons na Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal, fechada pelo Banco Central no final de 2004.

   Os juízes que estão no olho do furacão negam qualquer irregularidades. Alguns deles observam que vários magistrados e outros servidores do Judiciário também receberam créditos extras. Em 2001, quando o desembargador Leônidas Duarte Monteiro assumiu a presidência do TJ-MT e autorizou os pagamentos extras, havia um passivo de aproximadamente R$ 100 milhões do Tribunal para com os magistrados, referentes a férias não-gozadas, quinquênios, licenças-prêmios e outros penduricalhos, como auxílios paletó, moradia e livro.

   Na gestão Leônidas, entre 2001 e 2003, foram pagos de extras R$ 4,4 milhões. Sob Ferreira Leite, o valor subiu para R$ 19,1 milhões entre 2003 e 2005. O montante foi ainda maior (R$ 25,9 milhões), nos dois anos em que José Jurandir de Lima comandou o TJ (2005/2007). Já sob o atual presidente Paulo Lessa, a Coordenadoria de Magistrados informa o pagamento de R$ 12,3 milhões entre março de 2007 a fevereiro deste ano.


Das últimas 4 gestões, a que mais pagou extras foi de Jurandir

   O desembargador e corregedor-geral de Justiça, Orlando de Almeida Perri, que abriu investigação contra 5 juízes, foi contemplados com R$ 640,1 mil de extra-ordinários no período de 6 anos. Os maiores valores foram registrados em 2004 (R$ 144,6 mil) e no ano seguinte (187,9 mil). No exercício de 2002, o magistrado ganhou de direitos R$ 66,4 mil e outros R$ 121 mil no ano seguinte. Perri está em viagem e não foi localizado nesta segunda para comentar o assunto.


Em 6 anos, Perri foi contemplado em R$ 640 mil de extra

     O presidente do TJ, desembargador Paulo Lessa, recebeu de direitos acumulados em seis anos R$ 457,6 mil, conforme mostra a folha 74 do registro de extra-ordinários. O desembargador Mariano Travassos foi contemplados com nada menos que R$ 746,6 mil, sendo R$ 17,3 mil em 2002; R$ 404,3 mil no ano seguinte, mais R$ 240,5 mil em 2005 e R$ 42,6 mil no exercício de 2007. Munir Feguri recebeu R$ 627 mil no período e, Mauro José Ferreira, R$ 245,1 mil.

  • Clique aqui e confira uma lista com 71 pessoas contempladas com salários extras, acumulando ganhos em seis anos que variam de R$ 3 mil a R$ 746,6 mil.

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Comentários (26)

  • Márcia C. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E aí denunciaram juízes e Desembargador com o fito de prejudicá-los e agora vem a tona: a maioria recebeu verbas referente a correção e somente aquelas recebidas por aqueles magistrados são ilegais? até o Senhor Corregedor guardião da moral e preocupado com a transparência rem alta e a atual gestão que está pagando créditos para um seleto grupo de funcionários pertecentes a alta administração? ninguém fala nada....é um caso que deveria ser investigado.

  • Roberta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É uma vergonha os valores recebidos por esses magistrados, uma vez que os funcionários do Poder Judiciário estão há anos tentando receber valores irrisórios se comparados com estes sem êxito. Tenho conhecimento de servidores com problemas de saúde, teve o caso de uma servidora com câncer de mama que lutou pra receber verbas e não conseguiu. Servidores com problemas financeiros endividados, sem receber salário de tanto desconto que tem em folha. Para receber suas verbas em atraso o servidor tem que falar com a cúpula da administração, se humilhar, pra ver se consegue alguma coisa e não é desta administração, são de todas as administrações citadas acima, aliás com ressalva a administração do Des. José Jurandir de Lima que privilegiou os funcionários, sendo que a grande maioria dos servidores recebeu verbas em atraso. JUSTIÇA MOSTRA A SUA CARA!!!!!!!!!!!!!

  • CIDADÃO DESESPERANÇADO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E os precatórios da policia militar?????????? nunca da pra pagar então era por isso


    A NOSSA UNICA TABUA DE SALVAÇÃO ESTA CORROMPIDA ATÉ O PESCOSSO, ESTA À DERIVA.

  • LUIS CARLOS GUIMARÃES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ei!!!!!! vcs aí... me dá um dinheiro aí? Shhhhh...

  • Paulo da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Olha as coisas acontecem nos olhos de todos, não fiquem nervosos nao eleitores a festa com pagamentos de férias e licença-prêmio não gozadas aos aposentados e pensionistas no poder público continua e ninguem faz segredo, pois a lei 8.722 de 19.12.2007, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Blairo Maggi e bem clara.O governo faz a parte dele dando estas migalhas aos aposentados e pensionistas, os sindicatos levam suas vantagem com seus sindicalizados fazendo a sua politica de caridade e não brigando por melhores salários e os vendedores de carta de crédito vem por fora ganhando seu dinheiro nas costas do pobres aposentados e dos contribuintes do estado....Eta farra do boi, da soja e da impunidade e do Mato Grosso que é uma terra de ninguem...

  • william | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SERA QUE ESSES MAGISTRADOS ESTÃO ACIMA DA LEI E DA MORAL. A POPULAÇÃO QUE PAGA O SALARIO DESSES SEMI-DEUSES E ASSISTE ESCANDALOS DE MAGISTRADOS X MAÇONARIA. E REVOLTANTE E ELES SE ACHAM... E A ÉTICA ; ALGUÉM SABE O QUE É ISSO ! ETA NAÇÃO SUBDESENVOLVIDA. DISGUSTING !

  • silvia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Credo o que é isto? Este juízes ja não tem uma salario altíssio, ferias duas vezes por ano, carros etc. ainda mais estes extras, coitados dos professores com salarios de 900,00, é o fim do Brasil mesmo, nada mais é sério. Circo total.

  • Antonio Etico R. Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Talvez reclamar já não adianta mais, com politicos voce ainda pode protestar nas urnas, e com esse povo, o se faz, ... MACUMBA para todos se enfartarem e terem AVC, talvez com estas PRESSÒES não precisará do Pai de Santo.
    Sugiro aos Jornalistas ao informar sobre valores, que façam atualizaçao dos mesmos, para esta data, como ELES FAZEM QUANDO RECEBEM.

  • Envergonhado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Julio F Neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Xiii...

    Essa história ainda vai feder chifre de bode queimado.
    Tenho dito.

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