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Quarta-Feira, 09 de Maio de 2007, 14h:02 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

VARIEDADES

Criado como Capitania, MT completa 259 anos

   O Estado de Mato Grosso completa nesta quarta (9) 259 anos.  Em 9 de maio de 1748, o governo português, numa competição com os espanhóis e atraídos pela descoberta do ouro, criava a Capitania de Mato Grosso. Ao invés de fazer da já povoada Cuiabá a capital, os portugueses preferiram implantá-la em Vila Bela da Santíssima Trindade, uma espécie de posto avançado no meio do território que, pelo Tratado de Tordesilhas, pertencia à Espanha. À época, o domínios territoriais da Capitania se estendia até Rondônia. Antes, o território mato-grossense pertencia a Espanha, conforme Tratado assinado em 7 de junho de 1494 entre Portugal e Espanha.

  Vila Bela foi um dos núcleos estratégicos da colonização portuguesa do século 18. Nasceu no bojo de um golpe diplomático para faturar em cima da expansão dos bandeirantes para as minas de Cuiabá e, ao mesmo tempo, dar um empurrão para o oeste na linha do Tratado de Tordesilhas.

    Mato Grosso acaba surgindo com os portugueses, que adquiriram o chamado direito de posse por já estarem por aqui explorando o ouro. Vila Bela (antiga Vale do Guaporé) foi escolhida como capitania pela localização estratégica. Está numa região de fronteira com a Bolívia e fora usada por Portugal como espécie de ponta de lança para defesa num eventual confronto com a Espanha.

    Vila Bela foi fundada pelo capitão-geral Antônio Rolim de Moura, em 1752, num lugar ermo, à beira do rio, com o propósito exclusivo de servir de capital porque tinha elementos de arquitetura monumental para ser avistada de longe, como sinal de que se tratava de território português. Como toda capital, Vila Bela possuía um palácio e uma matriz, que nunca chegou a ser concluída.

    Hoje, tudo o que resta da antiga capital são as ruínas da igreja e do palácio, tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

    Para motivar a migração, a Coroa ofereceu vários incentivos fiscais, como a isenção do quinto (um imposto sobre o ouro) para as pessoas se fixarem em Vila Bela. A estratégia funcionou tanto que em 1750 (28 anos depois) o Tratado de Madri reconhecia os direitos lusos no alto Guaporé.

   O nome

   A incorporação de Mato Grosso ao mapa do Brasil começou com a descoberta de outro pelos bandeirantes na região de Cuiabá, no início do século 18. A partir de Cuiabá as expedições de busca de ouro e de apresamento de índios se estendem para o noroeste, chegando ao território dos índios parecis.

    Conforme os registros históricos, as expedições descobriram que a região do parecis era diferente, por ser constituída de floresta, uma mata extensa, grossa e fechada, daí o termo que deu nome ao Estado.

    Em 1734, a notícia da descoberta de ouro na região chega a Lisboa. A Coroa, então, toma posse das jazidas e passa a distribuir concessões de lavra. A exploração aurífera no Mato Grosso ganha impulso. Assim como aconteceu em Minas Gerais, a Coroa traz uma grande quantidade de escravos para o trabalho nas minas. Isso explica o fato de hoje, quase três séculos depois, a maioria da população de Vila Bela da Santíssima Trindade ser negra.

Segundo os historiadores, houve afluxo de escravos para o município no século 18 e, com a falência das minas, aconteceu a fuga da elite portuguesa para Cuiabá, no século 19.

    A sede da capitania é transferida definitivamente para Cuiabá em 1835. Sem o título, Vila Bela passa a enfrentar decadência e recebe o batismo de Mato Grosso dos Parecis. Só não foi extinto pela Assembléia Legislativa porque um projeto nesse sentido foi vetado, em 1878.

    O lugar só voltou a crescer a partir de 1948, com projetos de incentivos fiscais e de colonização no Estado. Em novembro de 1978, uma lei estadual devolve ao município o antigo nome de Vila Bela da Santíssima Trindade, que hoje conta com cerca de 17 mil habitantes.

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