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Sexta-Feira, 04 de Abril de 2008, 15h:12 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

VARIEDADES

Cuiabá do passado é marcada por crise e guerra


Basílica Bom Jesus de Cuiabá construída em 1723 e demolida em 1968

  Cuiabá comemora 289 anos de emancipação político-administrativa na próxima terça (8) e algumas matérias a serem postadas aqui vai resgatar a história da capital mato-grossense, com suas influências, mudanças, cultura, patrimônios, pontos turísticos e fotografias, tudo dentro de um contexto político.

  A Cuiabá antiga revela uma forma completamente diferente do "fazer política". Antes, as disputas eram sangrentas, feitas na base das lutas armadas. Não havia espaço para especulações, joguinhos de empurra-empurra de hoje. Um fato marcante foi a tentativa de impeachmeant do presidente da Província de Mato Grosso, ainda no começo do século XX, por causa de desentendimento. O famoso habeas corpus já era usado naquela época como recurso para salvar alguns políticos.

  Apesar da fundação de Cuiabá estar datada em 8 de abril de 1719, têm-se registros da chegada de uma bandeira liderada por Manoel de Campos Bicudo, por volta de 1673 a 1682, que resultou na criação do povoado intitulado de São Gonçalo, à margem do rio Coxipó. Pouco se sabe o que aconteceu com este povo. Sabe-se apenas quem em 1718, quando o sorocabano Pascoal Moreira Cabral chegou a Cuiabá, liderando uma bandeira em busca de índios. Uma batalha sangrenta foi traçada com os índios coxiponés, que resistiram bravamente. Sem sucesso, Moreira Cabral recuou e no caminho de volta encontrou ouro. Isso fez com que ele permanecesse na região e enviasse um comunicado à Coroa Portuguesa sobre o fato. Em 8 de abril de 1719, Moreira Cabral assinou a ata de fundação de Cuiabá. Criou-se então o arraial da Forquilha, localizado onde hoje é a região do Coxipó do Ouro, garantindo os direitos da descoberta à Capitania de São Paulo.

Praça da República  Com a notícia da descoberta de jazidas de ouro, várias pessoas migraram para região em busca do metal precioso, que não durou por muito tempo na Forquilha. Com isso, um grupo liderado por outro bandeirante paulista de Sorocaba, Miguel Sutil, saiu em busca de mais ouro, que foi encontrado às margens do córrego da Prainha, de onde se originou as três principais ruas de Cuiabá (Pedro Celestino, Ricardo Franco e Galdino Pimentel). Criou-se o arraial do Bom Jesus de Cuyabá e foi construída a igreja matriz dedicada ao Bom Jesus de Cuyabá com sua frente para o corrégo, sob a determinação do tenente Jacinto Barbosa, em 1723. Apesar de todas essas conquistas, o governador da Capitania de São Paulo, o capitão-mor Rodrigo César de Menezes, demorou a chegar. Fixando-se em terras cuiabanas somente no ano de 1726. Já em 1º de janeiro de 1727, Cuiabá se torna vila, intitulada de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuyabá.

   Política

   De acordo com o cronista mato-grossense José Barbosa de Sá, o governador Rodrigo César foi responsável pela primeira tentativa de organização política em Mato Grosso. Ele recomendou que "fossem eleitos 12 deputados distribuídos pelos bairros com um escrivão e meirinho. Quando ocorresse alguma dúvida, deviam reunir-se com o Guarda Mor para constituírem um como Senado para interpretação cabal das rigorosas instruções baixadas pelo desabusado Capitão General". Nesta época, porém, existia Câmara Municipal, chamada de Senado, sob a tutela da Coroa Portuguesa. Era composta por cinco homens, batizados “de bens”, escolhidos pela própria Coroa, com a função de fiscalizar as minas e o envio do ouro, policiar as convivências, já que neste período o entendimento era muito difícil, pois esta região era “terra sem lei”. Além disso, os “homens de bens” eram responsáveis por manter a hegemonia portuguesa.

Primeiro capitão-general de Mato Grosso, Antônio Rolim de Moura  Já em 1789, baseado na Constituição do Império Brasileiro assinada por Dom Pedro I, ficou estabelecido o seguinte: "em todas as cidades e vilas ora existentes e nas mais que para o futuro se criarem, haverá Câmaras, as quais compete o governo econômico e municipal das mesmas vilas e cidades". Com isso, as Câmaras Municipais ganharam independência, sendo comandada pelo capitão-general escolhido pela autoridade máxima que representasse a Coroa, no local. Sendo assim, pode considerar que Pascoal Moreira Cabral foi o primeiro prefeito de Cuiabá, uma vez que era a primeira autoridade portuguesa local na época. A Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuyabá foi a única da Capitania a ter seu Senado da Câmara, com poderes acima do que se entende hoje por municipal, antes mesmo da capital Vila Bela da Santíssima Trindade existir. Desde o primeiro capitão-general, Antônio Rolim de Moura, até o último, Francisco de Paula Magessi, comandaram com absolutismo a Capitania de Mato Grosso, incluindo as suas vilas e povoados.
  
   Abandono
  
  Cuiabá passou por tempos difíceis. Ficou abandonada por muitos anos. Salva do esquecimento pelo rio Cuiabá, canal para comunicação com a região do Pantanal, e servia de caminho comercial e centro de abastecimento das regiões de Rosário, Diamantino e Livramento. Vários fatores contribuíram para esse abandono. Um deles foi o fim do ouro, fazendo com que a população partisse para outras regiões em busca de novas jazidas e, em seguida, da instalação da capital em Vila Bela, com o objetivo de defender o território português dos espanhóis.  

     Capital

Barão de Melgaço  Mais de um século depois é que Cuiabá ganhou o título de cidade, se transformando em capital em 28 de agosto de 1835. Mas o desenvolvimento demorou a acontecer. Um dos motivos que originou o atraso no crescimento econômico da região foi a Guerra do Paraguai, que se estendeu de 1864 a 1870. As autoridades políticas desta época estavam totalmente envolvidas com a guerra e a Província de Mato Grosso investia todos seus recursos na compra de armas para fortalecer suas tropas. Até mesmo o presidente de Mato Grosso, coronel Frederico Carneiro de Campos, foi preso e morto pelos paraguaios. O estado sofreu várias invasões. No entanto, as forças armadas do Paraguai não avançaram até Cuiabá, onde o ataque já era esperado por João Augusto Manuel Leverger, o Barão de Melgaço, que havia fortificado o acampamento de Melgaço para proteger a capital. Pelo que se sabe, o ataque paraguaio em algumas cidades foi estratégico. Seria para enganar a tropa brasileira e, por isos, chegou até a capital.

Ponte de Ferro do Coxipó  Após a Guerra, Cuiabá ainda sofreu suas consequências. Metade da população morreu atingida pela epidemia da varíola, trazida pelos soldados vindos do Paraguai. Estimase que tenha morrido mais de 6 mil habitantes. Depois deste longo período de truculências, Cuiabá teve um pequeno crescimento com o cultivo de cana-de-açúcar, ainda no final do século XIX, mas foi com o ciclo da borracha e da erva-mate no início do século XX que a capital passou a progredir. Pontes, como a de Ferro do rio Coxipó, foram construídas nesta época, para facilitar a exportação da matéria-prima que saía da região.

  Em meio a tantos contratempos, a política em Cuiabá sempre foi marcada por brigas, lutas armadas e tumultos, resultando quase sempre em mortes. O coronelismo era a forma de poder adotada. A população era vítima das ações violentas realizadas pelos liderados por coronéis, que disputavam o poder pela “lei do mais forte”. Ganhava quem reunisse o maior número de homens e armas. Só que essa conquista era feita “de livre e espontânea pressão”, através de atos brutais. A vinda de grupos do Sul, formados por revolucionários, influenciou ações de saques e incentivou grupos de bandoleiros e ladrões de gado. Essas ações de baderna impediam que Cuiabá tivesse participação significante no capital estrangeiro. O clima de instabilidade política e social estava relacionado com a forma de ocupação pela qual Cuiabá foi imposta. A população era vítima desse sistema político bestial e as mulheres eram as que mais sofriam. Não tinham voz ativa e eram obrigadas a se submeter às vontades dos homens.

    Ano de glória

   Mas foi em 1914 que Cuiabá realmente mostrou significativo avanço. Sob o comando do intendente municipal Manoel Escolástico Virgílio, autoridade máxima na capital, a cidade já possuía 22 mil habitantes, três quilômetros de perímetro urbano, organizada em dois distritos, 24 ruas, 28 travessas, 17 praças, dois jardins públicos e um serviço de bonde. Apesar de precário, a prefeitura oferecia serviço de abastecimento de água e era responsável também pelo ensino e limpeza pública, iluminação e dois mercados públicos. Cuiabá tinha dois hotéis, vários restaurantes, serviço telegráfico, rede de telefones e correio. Já existiam duas revistas locais e seis jornais, sendo um diário (O Debate).

Palácio da Instrução  O período ficou conhecido como a fase áurea do ensino em Mato Grosso, graças à administração de Pedro Celestino, presidente da Província de Mato Grosso por duas vezes (primeiro mandato de 12/10/1908 a 15/08/1911 e segundo de 22/01/1922 a 25/10/1924). Na primeira gestão, iniciou a obra do Palácio da Instrução, sob comando do presidente Joaquim Augusto da Costa Marques, sucessor de Celestino e primeiro governante eleito, exercendo integralmente seu mandato de quatro anos.

   O Palácio abrigou três importantes estabelecimentos de ensino da época: Liceu Cuiabano, a Escola Normal de Cuiabá e o Grupo Escolar do Primeiro Distrito da Capital. Os professores contratados para dar aula vinham de São Paulo. Dois anos antes, Joaquim também foi responsável pela criação da Biblioteca Pública do Estado, hoje intitulada de Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça.

    Com a administração de Costa Marques, conseguiu manter certa estabilidade na política cuiabana. O governador foi o primeiro a visitar as localidades mais distantes de Cuiabá. Isso, talvez, por ele mesmo pertencer a uma região afastada, como a de Cáceres. Realizou o registro fotográfico de sua viagem, atualmente documentada no Álbum Gráphico de Matto Grosso, um dos maiores acervos de imagens e informações sobre o passado dessa região.

   Foi também em 1914 que o presidente norte-americano Theodor Roosevelt veio a Mato Grosso para acompanhar o então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon, na expedição realizada pela selva amazônica, com o propósito de completar as Linhas Telegráficas entre Cuiabá e a Vila de Santo Antonio do Madeira, atual Porto Velho, capital de Rondônia, concluída no ano seguinte.

  Impeachment

  Mas o clima de tranquilidade logo foi quebrado. Ao terminar seu mandato, Costa Marques foi substituído por Caetano Manoel de Faria e Albuquerque. Em 1916 ocorreu o fenômeno político denominado “Caetanada”, que se originou de um desentendimento de Caetano com seu Partido Conservador. Com isso, convocou membros do Partido Republicano, oposição na época, para ocupar cargos no governo. A luta armada só foi evitada porque a Assembléia Legislativa deu início ao processo de impeachment do presidente e transferiu a sede para Corumbá, alegando falta de segurança em Cuiabá. Foi a primeira vez que o Poder Legislativo saiu da capital.

   O ex-intendente municipal de Cuiabá, Manoel Escolástico Virgílio, assumiu o cargo de presidente do Estado. Três dias depois, a Assembléia condenou Caetano à perda do cargo de governador. O que de nada adiantou e, com a obtenção de um habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal, Caetano voltou à presidência. Sendo assim, Mato Grosso passou a ter dois governos. Após um trato político, os dois presidentes renunciaram, junto com os deputados estaduais.

Dom Aquino Corrêa  Em 1.917, o Estado sofreu Intervenção Federal, sendo nomeado Interventor  Camilo Soares de Moura Filho, que conseguiu contornar a crise política através de um acordo entre os partidos. Ambos deveriam votar nas próximas eleições na chapa constituída e única. É quando em 1918, o bispo cuiabano dom Francisco Aquino Corrêa é eleito com louvor. Durante sua governança, a paz voltou a reinar em Cuiabá, que então já estava sob o comando do intendente Alexandre Magno Addor. Dom Aquino criou a Academia Mato-Grossense de Letras e o Instituto Histórico de Mato Grosso, entidades mais antigas do Estado. Desde então, os partidos prosseguiram com a proposta de chapa única e, em 1922, Pedro Celestino foi eleito e retornou ao poder, mas, por problemas de saúde, não concluiu o mandato. O primeiro- vice Estevão Alves Corrêa assumiu em 1924 e ficou até 1926.

  Estado Novo

Ponte que liga Cuiabá a Várzea Grande Influenciado pelo período de instabilidade na política brasileira, Mato Grosso também continuava com a política mutável. Passou por vários governos, golpes, choques armados e intervenções federais. Se estabilizando somente, em 1937, no governo de Julio Strubing Muller, que permaneceria no cargo por oito anos, até o final da ditadura Vargas, em 1945. Neste período, Cuiabá mudou. Principalmente no que diz respeito ao aspecto visual e funcional. Júlio Muller foi responsável por abrir ruas e estradas, reformou e construiu modernos prédios públicos, como o Colégio Estadual e o Grand Hotel, hoje atual sede da Secretaria de Estado de Cultura. Preocupou-se com a ausência de cinema e determinou a edificação do Cine Teatro Cuiabá, fechado há mais de 10 anos e em reforma há quase três. Construiu também a ponte que liga Cuiabá a Várzea Grande, impulsionou a pecuária e procurou desenvolver a agricultura.

  Sob o regime do Estado Novo, Cuiabá teve como prefeitos Isáac Póvoas e Manoel Miraglia por dois mandatos. Com Póvoas, ocorreu a instalação do Horto Florestal. Já Miraglia ficou conhecido por sua preocupação com o social. Criou a primeira escola de alfabetização de adultos, que funcionava na sede do Centro Operário de Cuiabá, onde foi presidente. Também atuou na Santa Casa como tesoureiro por muitos anos, assim como no Abrigo Bom Jesus.

  Divisão do Estado

  Mais uma vez a prosperidade é interrompida pelos conflitos, agora causados pela discussão de separação do Estado, motivo de grandes disputas, crises políticas e lutas armadas por mais de 150 anos. Na época, a região sul crescia a olhos nus, beneficiada pela proximidade dos grandes centros comerciais e também ajudou no crescimento econômico de Cuiabá, mas por outro lado, prejudicou devido ao crescimento demográfico desequilibrado. A situação pirou após 1945, com as sucessivas eleições diretas ou indiretas, vencidas por governadores originados do sul do Estado, como Arnaldo Estevão de Figueiredo, Fernando Correa da Costa, Pedro Pedrossian e José Fontanillas Fragelli. Em 1977, através do decreto do governo militar de Ernesto Geisel, acontece a separação definitiva do Estado e criação de um novo território, denominado Mato Grosso do Sul.

  O engenheiro José Garcia Neto, primeiro prefeito eleito de Cuiabá, era o governador de Mato Grosso na época. Ele foi contra a divisão do Estado. Também foi deputado federal por duas vezes. Conquistou a confiança do presidente Geisel, quando cumpria o segundo mandato na Câmara. Foi escolhido, então, governador. Ao ser chamado para discutir a divisão do Estado, tentou convencer o presidente a não concretizá-la. Todavia, nada adiantou, nem a simpatia do presidente por Garcia e nem seus argumentos.  Mato Grosso se separou.
 
  Muitas pessoas acreditavam ser o fim de Cuiabá, que cairia no marasmo, por depender da economia do sul. No entanto, o que se viu foi uma reação contrária. Mais uma vez, a capital provou ser mais forte e finalmente com a separação e o término das disputas, o norte do Estado pôde concentrar esforços na administração, política e empresarial para a defesa de seus próprios interesses, tanto em nível local quanto junto ao governo federal. Hoje, Mato Grosso apresenta índices de crescimento muito maiores se comparado ao vizinho Mato Grosso do Sul e se mostra mais forte no aspecto político-econômico.

  Destaques

  No período que antecede a divisão territorial, outros nomes importantes passaram pela Prefeitura de Cuiabá, entre eles, Hélio Palma de Arruda (1959-1961), que assumiu em lugar de José Garcia Neto. Palma de Arruda venceu numa eleição municipal o ex-governador do Estado e ex-interventor federal Júlio Müller, causando muita polêmica. O professor Aecim Tocantis também teve uma rápida passagem pela gestão municipal, quando assumiu como vice de Hélio Palma.
  
   Vicente Emílio Vuolo foi prefeito (62/66). Ficou conhecido por sua contradição no discurso de posse, quando, na euforia da vitória, prometeu realizar uma renovação na administração municipal e depois nomeou figurões, como o coronel Antero Paes de Barros, professor Jercy Jacob e doutor Cassio Veiga de Sá. Como prefeito, foi responsável pela construção da fonte luminosa do Jardim Alencastro e do Jardim Ipiranga e criação do Corpo de Bombeiros de Cuiabá. Ele também doou o terreno para construção do antigo prédio da Assembléia, onde hoje funciona a Câmara Municipal. Mas foi como senador que Vicente Vuolo (já falecido), pai do hoje vereador Francisco Vuolo, conquistou fama com a sua luta pela construção da Ferronorte. Os trilhos continuam longe de chegar a Cuiabá. Estão em Alto Taquari.
 
   Cuiabá teve ainda em sua administração Frederico Campos. Foi prefeito por dois mandatos. Na primeira gestão foi nomeado pelo governador Pedro Pedrossian, em 1966, sendo exonerado dois anos depois, inclusive por telefone. Em 79, assumiu o governo do Estado, nomeado pelo presidente Ernesto Geisel e foi o primeiro governador após a divisão de Mato Grosso. Em 1989, foi eleito prefeito com apoio de Júlio Campos e assumiu no lugar de Dante de Oliveira, que terminava o primeiro mandato frente à gestão municipal.

  Contemporâneo

   Dante de Oliveira foi prefeito de Cuiabá pela primeira ve, em 1986. Mas cinco meses depois aceitou o convite do então presidente José Sarney e assumiu o Ministério da Reforma e do Desenvolvimento Agrário. Líder das Diretas-Já, proposta pela redemocratização do país, ele se envolveu em outra luta. Um ano e meio depois frente ao Ministério saiu para apoiar a redução do mandato presidencial para quatro anos (na época eram cinco). Reassumiu a Prefeitura de Cuiabá quando esta passava por uma grave crise financeira, com salários dos funcionários atrasados. Em 1992, Dante foi eleito novamente para assumir o Palácio Alencastro, o qual abandonou para disputar a eleição para governador, dois anos depois.

  Outro nome conhecido pela população é do coronel José Meirelles, que assumiu a Prefeitura de Cuiabá em 1994, como vice de Dante, que saiu para concorrer ao governo do Estado, ficando no cargo até 1996. Ele teve uma administração conturbada em decorrência do caos nas finanças do município. Meirelles se afastou por problemas de saúde e o cargo foi exercido pelo presidente da Câmara, Carlos Brito. O grande feito do coronel foi como segundo comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Construção, responsável pela construção da BR-163, obra vital para o Brasil que marcou a integração da Amazônia ao resto do país.

  Após o coronel Meirelles, foi eleito Roberto França, que assumiu a Prefeitura em 1997, conquistando o segundo mandato em 2000. Apesar da vitória para o segundo mandato, Roberto França saiu da Prefeitura com a imagem desgastada, tanto que não conseguiu se eleger deputado estadual em 2006, ficando como suplente. Hoje, a Capital está sob o prefeito Wilson Santos. (Alline Marques)

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Comentários (5)

  • CARLOS VASCONCELOS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quero parabeniza-los por esse belissimo comentário histórico da nossa capital CUIABÁ, só lamento que os senhores tenham esquecido de citar a administração do ex Prefeito Anildo Lima Barros, que foi empossado pelo dinamico e competente Governador Julio Campos,em l5 de março de l983 e governou a nossa Capital até o dia 3l de dezemnro de l985,quando entregou o cargo de Prefeito ao saudoso e falecido Dante de Oliveira. Anildo, com total apoio do então Governador Julio (que dizia ser meio-prefeito de Cuiabá) notabilizou pelos asfaltamento dos bairros mais carentes,canalizaçao dos corregos, duplicação da pista da AV.fernando Correa,e da ponte sobre do Rio Coxipo, iluminação publica, construção de praças e ampliação do Pronto Socorro e sua transformação em HOSPITAL.Tudo isso sem contar com a alegria contagiante que era os festejos de carnaval, juninos,e festas dos santos pradoeiros da cidade. Peço por justiça retificar o periodo de l983 a l986 em JULIO E ANILDO, ajudaram o progresso e desenvolvimento de MT e Cuiabá principalmente.

  • Walter Santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bacana, e parabens ao RDNEWS, especialmente jornalista Alline Marques,que assinou esta matéria.

    Nós, aqui em casa adoramos e até imprimimos para usar nos trabalhos escolares da família.

    Muito bom, materia como esta é sempre bem vinda, enriquece meus conhecimentos.
    .......................................................
    abraço ao pessoa de Pinheiro São Paulo, que conectam sempre neste site que já moram aqui cba.

  • Zé Timbó | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa istória pubricada nesse quadrin di tão bunita qui tá, parece que foi escrita pelo professô Wirso Santo di tão bunita qui ela é. Mas o comentário do Sr. Carlinho Vasconcellos quanto ao nome do eix-prefeito Anirdo Lima Barro e Djúlio Campus, num e tão boa assim, pois aquele foi um piriodo que nóis quiria isquecê mesmo. Si nóis fô lembra disso vamô tê qui lembrá que foi nessa época que mais morreu trabaiadores nos campo de matogrosso, como em Arta Froresta-MT, por exempro, onde eles tein fazendas. Foi nessa época que mais murria gente no matogrosso sem a menor expricação, intão prá quê lembrá. Accreditu qui até us irmãos campus querem insquecê aquele tempo.

  • Clementino Nogueira de Sousa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bom dia ,

    Quero parabenizar ao Rdnews por demonstrar como o discurso historiográfico constituiu uma história de Cuiabá:linear,continua e de sujeitos fundantes.Por último gostaria de solicitar a direção do site que informasse ao leitor as fontes utilizadas.Para parabens novamente por assumir publicamente uma concepção de história.

  • Edmundo Carlos Ferreira da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabenizamos RD news pela excelente matéria sobre a história de Cuiabá, em especial a alusiva ao Prefeito Manuel Miraglia.Estou elaborando artigo sobre este prefeito, gostaria que me indicasse as fontes de pesquisas.Grato

    Edmundo Carlos F. da lSilva.

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