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Terça-Feira, 08 de Dezembro de 2009, 18h:48 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

SABATINA

De Vitto e Taisir pedem desculpas e admitem equívocos

   Em sabatina na Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Administração, Geraldo de Vitto, pediu desculpas aos quase 300 mil inscritos, tanto de Mato Grosso como de outros Estados, e frisou que o governo decidiu cancelar as provas, aplicadas em 22 de novembro, para manter a lisura do certame. Ele reconheceu que houve erros de logística e vazamento das questões. “Tivemos algumas trocas de provas. A situação se agravou ainda mais no Unirondon. Não se conseguiu instalar todos os candidatos e isso gerou revolta”. 

   De Vitto reafirmou que o governo agiu rapidamente e, devido à isso, conseguiu evitar o cancelamento do certame. “O Estado reconhece os erros. O que não podemos é admitir estas falhas, temos que trabalhar para que os erros não voltem a acontecer”. 

   Ele reconheceu que a decisão de cancelar as provas foi dolorosa e delicada, mas disse que foi a única alternativa encontrada pelo governo para manter o sonho dos candidatos em assumir um cargo no Executivo. “Pedimos desculpas, mas fizemos isso para preservar o sonho dessas pessoas em integrar os quadros da administração pública”.

   Na avaliação do secretário, a política do governo estadual de valorização dos servidores foi fundamental para que 274 mil pessoas se inscrevessem no certame. “Isso foi uma prova de que a política de valorização foi acertada, pois levou muitas pessoas a se inscreverem”.

   O reitor da Unemat, Taisir Karim, reforçou a credibilidade da instituição de ensino, que já realizou inúmeros concursos para o Estado. Ele reconheceu equívocos na logística, mas disse que os problemas serão superados. “Sabemos que foi muito doloroso para os quase 300 mil candidatos”. Ele ponderou que foram 17 pólos de aplicação das provas no Estado e que só houve problemas em alguns deles. (Andréa Haddad)

(19h10) -
 UFMT cobrou o dobro da Unemat para realizar o concurso, explica secretário

   Em resposta ao questionamento do presidente da Mesa Diretora da AL, deputado José Riva (PP), o secretário Geraldo de Vitto disse que o governo estadual contratou a Unemat para elaborar, organizar e aplicar as provas devido ao custo elevado apresentado pelas demais instituições de ensino que participaram do processo de licitação. “A UFMT e a UNB apresentaram custos superiores ao da Unemat. A UFMT, por exemplo, cobrou quase o dobro”, justificou.

    Segundo De Vitto, o custo do concurso foi de R$ 13,5 milhões para os cofres públicos, sendo que até o momento foram liberados pouco mais de R$ 5,5 milhões à Unemat. “O desembolso é feito por fases. Mais de 60% dos candidatos pediram isenção nas inscrições, então o concurso foi deficitário”.

   O secretário também descartou a possibilidade de reabertura das inscrições. Segundo ele, o Estado tem plenas condições de arcar com os custos da contratação dos servidores. “O governo precisa destes servidores. Continuamos obstinados nessa iniciativa”. Ele alegou que, para garantir a contratação de pessoas com vocação para cada uma das áreas, foi necessário proibir a um mesmo candidato se inscrever para duas vagas. 

(19h32) - Reitor revela que pagamentos de inscrições deixaram de ser repassados

   O reitor Taisir Karim alegou que pessoas responsáveis pela efetivação das inscrições deixaram de repassar os pagamentos à instituição. “Por isso, na hora da prova, apareceu mais pessoas do que o esperado. Como estavam com os comprovantes, tivemos que acomodá-las”. Segundo ele, a expectativa era de que houvesse entre 200 e 220 mil inscritos. “No total, foram 274 mil”.

   Em relação à falta de preparo dos fiscais, Taisir disse que a instituição tem mais de 15 anos de experiência em concursos e vestibulares. Segundo ele, a Unemat conta com um quadro cativo de fiscais que atuam nos certames. Contudo, a maioria também resolveu fazer as provas do concurso. “Infelizmente, estas pessoas foram candidatas neste concurso e, por isso, não puderam atuar. Tivemos que preparar um número elevado de fiscais e coordenadores devido à demanda. Existe um manual de preparo com todas as informações”.

   Segundo ele, as pessoas que vão atuar nas próximas etapas do concurso, em janeiro e fevereiro, serão treinadas por pelo menos 20 dias. O reitor aproveitou para cutucar os críticos com o argumento de que o Ministério da Educação também teve problemas com as provas do Enem, aplicadas neste final de semana. “Recentemente houve problemas parecidos no Enem e no concurso da Polícia Rodoviária Federal, como em muito outros”, argumentou.

   Ao final, Riva pediu uma cópia do manual de instrução fornecido pela Unemat aos fiscais, bem como a relação das pessoas responsáveis pela organização do concurso. “Tem que percorrer todas as escolas antes da aplicação das provas. Todos (os diretores) têm que ser informados do concurso”. O deputado disse não acreditar que houve má-fé por parte dos representantes da Unemat e do governo, mas cobrou uma solução para o problema. “A sociedade também pede uma atuação dos deputados. Eu achei que foi precipitada a escolha do dia 31 de janeiro para a aplicação de parte das provas”. 

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e confira explicações de Geraldo de Vitto e Taisir

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Comentários (18)

  • boca preta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Cleonice Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quero saber onde foi publicado o Edital de Licitação do Concurso??? E quais foram as Universidades que participaram??? Isso é uma BAITA LOROTA. MENTIRA PURA!

  • DUARTE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E VAMOS QUE VAMOS, TAISIR PARA DEPUTADO !!

  • ondino lima neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    desculpas, nao seria o esperado pela populacao mato-gossense, pois os dois exercem altos cargos e muito bem remunerados, para nessa altura do campeonato cometerem erros tao groseiros.

  • Ademir Bustamante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Secretário mentiu descaradamente, pq nunca houve licitação pra escolha da Unemat. Se ele afirma que houve licitação, como mostra a reportagem,e que a UNB e a UFMT apresentaram propostas bem superiores, cadê o edital de licitação? Onde ele foi publicado? Quem participou? Essa é mais uma das mentiras deslavadas do governo relativas a esse concurso, que o MP deveria apurar.

  • Clarito Junior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr. Secretário, não abrir novo prazo para novas inscrições é o mesmo que dar murro em ponta de faca, vai chover Mandado de Segurança. É Direito constitucional o acesso a cargos públicos, o Sr. quando da abertura dos Editais disse não ser possível a inscrição em mais de um cargo pois os mesmos seriam feitos na mesma data, quem avisa amigo é.
    Pra não ficar feio e o Judiciário vir a Suspender o concurso. Já que é público e notório que as provas serão aplicadas em datas diferentes.

  • BOTELHO PINTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESTAMOS COM VOCE GERALDO DE VITTO, A CULPA

    NÃO FOI TOTALMENTE SUA, MAS SIM DE UMA SERIE

    DE FATORES QUE ESTAVAM FORA DO SEU ALCANCE

    E DO REITOR DA UNEMAT. AGUARDAMOS ANSIOSO

    A REALIZAÇAO DO CONCURSO EM 2010.

  • João Moessa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Ilustre Reitor da Unemat se surpreendeu com o número de inscritos, esperava Ele entre 200 e 220 mil mas apareceu 274 mil, surpreso fico eu, que controle tem Esta instituição que não sabe sequer o número de inscrito.

    Quem controlu as inscrições não foi a Unemat, como ficou surpreso com o número de inscrito?

    Senhor Reitor tenha a humildade de reconhecer que a Unemat não tem condições para realizar concurso desta envergadura e não corra o risco de dar outro vexame.

  • Jorge Vagner | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ISSO TUDO É CONVERSA FIADA.
    QUEM EXIGIU O CANCELAMENTO DO CONCURSO FOI O MINISTÉRIO PÚBLICO.
    SE DEPENDESSE DESTE SECRETÁRIO, O CONCURSO TINHA CONTINUADO COM TODAS ESSAS IRREGULARIDADES.

  • DUARTE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SR. GERALDO DE VITTO, NÃO PRECISA SE DESCULPAR O SR. É UM COITADO, SABATINADO SEMPRE, A VIDA NOS ENSINA QUE NÓS NÃO DEVEMOS COBRAR ALGO DE ALGUÉM, QUE NÃO A TENHA PARA OFERECER, NO SEU CASO COMPETÊNCIA! O SR. É VÍTIMA DO GOVERNO QUE LHE DEU ESTE CARGO NA SAD! SEJA INTELIGENTE, PESSA DEMISSÃO, ENTREGUE O CARGO À DISPOSIÇÃO DO GOVERNO!

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