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Sexta-Feira, 22 de Fevereiro de 2008, 08h:27 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

SEGURANÇA PÚBLICA

Delegado federal vai enfrentar problema técnico

    Ao optar pelo nome do delegado federal Diógenes Curado para o comando da secretaria de Justiça e Segurança Pública, o governador Blairo Maggi pode ter resolvido um problema político e até conquistar boa parceria com o Ministério da Justiça por mais recursos, mas criou um "pepino" na área técnica que tende a ser muito pior por se tratar de segurança pública. Serão os atritos de metodologia, o que pode emperrar o funcionamento da máquina. As polícias Federal, Militar e Civil apresentam métodos diferentes de atuação.

   O novo secretário quer agentes da PF na linha de frente da Sejusp. Os militares podem se rebelar, assim como os policiais civis. A relação entre as polícias sempre foram de animosidade. Não se constata um trabalho integrado. Prevalece o corporativismo.

    O salário de um delegado federal, como é o caso de Diógenes, é superior a R$ 20 mil. Um delegado de Polícia Civil ganha menos da metade. A PF tem mania de, em quase todas as operações, realizar filmagens e exposição pública das pessoas presas. Só falta agora Diógenes adotar o mesmo método na cadeira de secretário de Estado.

   Na PF, o delegado, que esteve à frente das investigações de casos como a máfia das sanguessugas e dossiê antitucanos, era "endeusado". Já na Sejusp, vai virar vidraça. Será alvo de críticas e ataques de políticos, como Walter Rabello, que se projeta na política explorando em seu programa de TV falhas na área de segurança e as mazelas da sociedade.

   A primeira experiência de delegado federal como secretário de Segurança Pública em Mato Grosso não deu certo. Foi em 1991, no começo do governo Jaime Campos. O delegado José Antonio Martinez ficou poucos meses na pasta. Saiu assim que se deparou com crises.

   Maggi é 6º governador a escolher delegado da PF

   Blairo Maggi é o sexto governador a escolher um delegado de PF para administrar a Segurança Pública. As indicações foram realizadas diretamente pela direção-geral da PF e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, a pedido dos novos governadores. Ambos órgãos fazem parte da estrutura do Ministério da Justiça. Trata-se de uma terceira onda. Depois dos generais e dos políticos, agora vem uma espécie de onda federal. Isso não quer dizer que a opção dará certo, mas representa uma novidade e traz um caráter mais técnico para uma área tão problemática e complexa.

  O Estado de vanguarda na nova onda foi o Rio. O governador Sérgio Cabral (PMDB) nomeou o delegado José Mariano Beltrame, que levou para compor a equipe sete policiais federais, todos da área de inteligência. Além Beltrame no Rio, são secretários de Estado de Segurança os delegados federais Paulo Bezerra (BA), Kércio Pinto (SE), Wantuir Jacinni (MS) e Romero Lucena (PE) e, agora, em Mato Grosso, Diógenes Curado.

   Ao estreitar relações com a PF e, em consequência, com o Ministério da Justiça, os governadores pretendem garantir um lastro político a mais para conseguir a liberação de recursos para a área de segurança pública.

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Comentários (22)

  • Luis A. Lima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quero ver "agora"o nobre deputado VWalter Rabelo continuar com o seu populismo irresnponsável em relaçao a essa secretaria.Agora é chumbo grosso,e principalmente,se for trocado NAO DÓI............

  • Manoel Galdino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Acredito que o governador fez uma escolha certa; basta agora dar condições necessarias para que esse delegado possa trabalhar. Quanto as criticas que vem desse deputado da TV, do outro apresentador policial,etc... e tal, é muito simples, falar é folego fazer que é o problema.
    Eu até gostaria de ver esses cidadãos que se diz saber tudo de segurança, saúde assumindo uma dessas pastas, para ver o que eles fariam.
    Infelismente os politicos, digo, politiqueiros agem assim.

  • Rosa Maria do Coxipo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E aí Valter Rabelo? Criticar é fácil, duro é apresentar soluções. Agora vai acabar o seu palanque, porque não haverá mais motivos para seu discurso oportunista. Só a população menos esclarecida caía nas suas baleleas mas agora todas as´pessoas já têm senso crítico e saber avaliar quem fala com competência e quem fala com politicagem. Bata de frente com o novo secretário mas apresente soluções e sugestões. Chega de falar só por falar.
    Parabéns governador! Dê condições de trabalho que a coisa melhora junto à competência do novo secretário.

  • Orlando mendes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabens ao Governador Blairo Maggi, em indicar o nome do Delgado da Policia Federal para Sejusp, o comodismo tomou conta da das policias militares e civel. E preciso injetar sangue novo e de forma mais atuante o que esta faltando nas nossas policias, e um comando de pulso e seriedade, acho que o delegado pelo sua atuação junta a policia federal, se encorporar 10 % da atuação da policia feral nas policias do estado temos certeza que teremos segurança ao contento do nosso estado por que a polocia civil estão com seu efetivo dispreparaso que não consegue prender ladão de galinha nos municipios isto a falta de fontade e capcidade.

  • Jussania Dias Moura | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se eu fosse ele não aceitaria, poderia macular curriculo tão bom quanto o dele, pois as condições de trabalho são precárias e o descontentamento de policiais, da população etc... ainda bem que ele conta com respaldo próprio por ter desenvolvimento com competência várias ações.
    Sorte na empreitada...

  • SILVIO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SEMPRE ACREDITEI QUE SECRETARIAS NUNCA DEVEM SER COMANDADA POR POLITICOS, MAS POR PESSOAS TECNICAS E DE CARREIRA, ANALISANDO, POUCOS POLITICOS DERAM CERTO EM PASTAS IMPORTANTES DO GOVERNO.

    O DELEGADO DIOGENES CURADO É UMA PESSOA QUE NÃO TEM VINCULO COM NENHUM PARTIDO OU GRUPO POLITICO, SÓ AI JÁ PARABENIZO O GOVERNADOR PELA ESCOLHA.

    AS MESMAS PESSOAS QUE TIRARAM O CARLOS BRITO, COM CERTEZZ DEVEM TER APRESENTADO SUBSTITUTOS PARA O GOVERNADOR, MAS COMO PESSOA SABIO, NÃO DEVE TER ACEITO.

  • Everaldo Lopes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Espero que pelo menos os palanques "extra-oficiais" em cima da temática da segurança pública acabem de vez...

    né Senhor Walter Rabello????


    Chega de demagogia!
    Chega de pilantragem!
    Chega de fazer os pobres chorarem no ar, ao vivo! só pra ganhar audiência, e por conseguite votos!
    Chega de conseguir doações de empresários poderosos e se auto-projetar com isso entre os alientados e mal informados!
    Chega de meter pau em Secretário de Segurança pra se auto-promover!

    CHEGA DE HIPOCRISIA!!!


    Queremos uma Cuiabá mais segura, mais digna, mais honesta!!!


    Dr. Diógenes, aplique todo o seu potencional, toda a sua experiência e todo o seu aparato do serviço de inteligência para acabar de vez com essa "raça" que tenta a todo custo dominar nossa querida cidade, nosso querido estado...


    Esperança é o que há...

  • 06 | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Poe o Capitão Nascimento no comando desta Secretaria!

  • zannone borges | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Repito: o que estamos assistindo é uma "intervenção branca" na SEJUSP.

    O Delegado Diógenes assume o cargo com uma missão principal: fazer um "limpa" na SEJUSP.

    Carlos Brito caiu por que foi fritado dentro da Secretaria. Seus algozes tinham informações privilegiadas e podiam atacá-lo a qualquer momento.

    Poderemos assitir uma "operação padrão" sem precedentes. Não será nada pirotécnico. Será realizada em silêncio, sem alarde, apenas para "minar" o novo Secretário.

    Boa sorte ao Delegado Diógenes (vai precisar)

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