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Sábado, 30 de Agosto de 2008, 12h:21 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

IRREGULARIDADES

Deputado do PT "se enrola" para explicar dívidas


Juíza Maria Aparecida interroga deputado petista Alexandre

  Em depoimento à Justiça Eleitoral nesta sexta, o hoje deputado estadual Alexandre Cesar (PT), incriminado sob acusação de usar caixa 2 na campanha a prefeito de Cuiabá de 2004 e de omitir informações em sua prestação de contas, voltou a negar qualquer prática ilegal. Ele tentou várias manobras para adiar o depoimento, mas não conseguiu. Foi interrogado por várias horas pela juíza Maria Aparecida Ribeiro, da 1ª Zona Eleitoral da Capital.

   Ex-presidente regional do PT e acusado de deixar o partido atolado em dívidas milionárias, Alexandre insistiu na tese de que não omitiu informações sobre as despesas de sua campanha ao Palácio Alencastro. Em 2004, ele montou uma "gigantesca" estrutura. Disputou o segundo turno e perdeu para o hoje prefeito Wilson Santos (PSDB) por uma pequena diferença de votos. O tucano teve 99.920 votos (36,1%), enquanto o petista ficou com 92.647 (33,5%).

   Alexandre alegou que a prestação de contas foi analisada e aprovada pelo TRE, com ressalvas em relação a formalidades técnicas. Argumentou que as ações ajuizadas de cobrança devido ao calote dado pelo partido "são referentes a despesas realizadas previamente na campanha ou anteriores como débitos institucionais do PT na campanha O PT Quer Ouvir Você". Diz ainda que as despesas ocorreram concomitantemente ao processo eleitoral e à campanha do partido e que foram declaradas oficialmente. Ele entrou em contradição em alguns momentos.

  O hoje deputado substituto de Ságuas Moraes, que conduz a secretaria de Estado de Educação, ponderou ainda, em seu depoimento, que nos últimos seis meses de 2004 esteve afastado da presidência regional do PT. Segundo Alexandre, o contrato de confissão de dívidas, englobando todas as despesas, foi feito após reassumir a direção partidária, em 2005. Ele empurrou para os diretórios estadual e municipal de Cuiabá a responsabilidade sobre as dívidas, que superam a R$ 2 milhões. Negou caixa 2, mesmo diante de compromissos não honrados e omitidos, como o calote dado pelo partido ao empresário Rodrigo Piovezan e também a Walter Doriguelo.

   Segundo Alexandre Cesar, a direção nacional do PT havia assumido compromisso de ajudar a solucionar pendências financeiras em MT, o que não aconteceu. Réu no processo, o parlamentar continua se esquivando do "pepino". A "bomba" ficou mesmo com o partido, que tenta se recuperar após mergulhar em escândalos políticos e financeiros tanto em nível estadual quanto nacional.

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Comentários (2)

  • Clementino Nogueira de Sousa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quero parabenizar o site rdnews pela sua forma coerente em dar visibilidade e dizibilidade a sua política de subjetivação.Fundamentalmente,isto ocorre,quando lançam interpretações como esta.

  • virginia santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E o valdebram padilha já investigaram se ele não faz parte desses rolos do alexandre césar? e aqueles 1;700,00 que ele tava envolvido do escandalo do pt, ja es.qeceram né? não dá em nada mesmo.tem que prestar contas.

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