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Quinta-Feira, 19 de Março de 2009, 20h:09 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

INFRAESTRUTURA

Desorganização da CEF atrasa obras em MT

  Empreiteiras que executam projetos de obras públicas, assim como prefeitos, secretários e parlamentares, reclamam do que classificam de descaso, arrogância e falta de respeito da Superintendência da Caixa Econômica Federal, instituição que atua como agente de repasse e de fiscalização dos Ministérios junto aos governos estadual e municipal. Para piorar a situação, a burocracia, aliada à falta de funcionários para atender a demanda, emperra ainda mais o andamento dos projetos e das execuções de obras. Outra reclamação é quanto à perda de documentos dentro da própria CEF, levando as empresas a fazer novas juntadas dos documentos, muitas vezes porque o engenheiro leva o processo original nas vistorias e não tem cuidado em preservar os documentos.

   Na Superintendência, com sede em Cuiabá, apenas uma pessoa é responsável pela liberação dos pagamentos. Trata-se da funcionária conhecida pelo prenome de Glória. Se esta, por alguma razão, não comparecer ao trabalho ou sair de licença, todos os processos ficam emperrados. Nesta semana, por exemplo, Glória passou a substituir o gerente de Desenvolvimento Urbano, Manoel Tereza, que saiu de férias. Com isso, ela deixou de escanteio os pagamentos às empreiteiras. A gritaria é geral. Glória, que centraliza contigo toda a demanda, não atende ao telefone e nem concede audiência e, de quebra, o seu expediente começa a partir das 12h, de segunda a sexta.

   Passo-a-passo

   Para uma obra financiada pelo Ministério das Cidades ter início e fim, por exemplo, o projeto segue várias etapas. Inicialmente, o gestor consegue empenho em Brasília. O projeto precisa da aprovação da CEF, que leva ao menos 30 dias para sua apreciação. A instituição estabelece 120 dias para o município elaborar a proposta. A prefeitura, a partir do aval da Caixa, lança edital na praça e aguarda o prazo legal para homologar o nome da empresa vencedora da licitação. Em seguida, junta o contrato da empresa ganhadora ao processo na CEF. Se tudo estiver legal, a Caixa dá ordem de serviço.

    A empresa, por sua vez, inicia a obra e, poucos dias depois, ingressa com pedido de medição no protocolo-geral. O setor de protocolo da CEF encaminha a solicitação para o gerente Manoel Tereza que, por sua vez, num prazo de 48 horas, envia-a para o monitor responsável pelas obras daquela região. Em seguida, entra em cena um engenheiro fiscal para a checagem in loco da solicitação da tal medição. Geralmente o engenheiro aproveita a viagem à região e se desloca a outros municípios, atrasando ainda mais aquele processo que, em tese, seria prioridade.

    No retorno, o fiscal atesta a medição, observando se esta obedeceu ou não o projeto. Se sim, a medição é reconhecida e está apta para ser devolvida ao monitor. Caso o engenheiro constate a não-execução de algum item, ele glosa e atesta apenas o que foi executado. O monitor encaminha o processo para o setor de documentação dentro da CEF. Se os documentos estiverem completos e o município não enfrentar inadimplência, retorna para o monitor que, por sua vez, encaminha-o para o financeiro efetuar o pagamento referente àquela medição.

  Com tanto vai-e-vem, são necessários em média 60 dias entre o pedido da medição no protocolo-geral até a liberação do dinheiro na conta. Isso tem atrasado obras, sufocado as construturas e, por fim, prejudicado a população. (Romilson Dourado)

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Comentários (37)

  • Samuel C. Ferraz | Quinta-Feira, 17 de Março de 2011, 11h26
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    Boa tarde caros amigos, Desde já venho me expressar minha melancolia sobre a Caixa econômica Federal (CEF), que infelizmente e lamentavelmente é uma instituição bancária totalmente desorganizada, um verdadeiro desentendimento e de contradições, não seguem padrões de atendimento, é uma instituição desestruturada e é só aparência notório. E se ainda fosse, uma instituição privada essa porcaria iria a falência. As sinceras opiniões devem ser expressadas com seriedade, o BCB deve se pronunciar e intervir. Pois é constante as reclamações sobre todos os tipos de assuntos relacionados a essa instituição, a cef dedico meus sinceros escárnios.

  • Wilson Lutero | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Romilson
    Não posso deixar de tecer meu comentário sobre a matéria acima; pois a mais de 10 anos presto meus serviços no estado de Mato Grosso assessorando os municipios do interior do estado; e não tenho nehuma, mas nenhuma reclamação mesmo quanto ao atendimento do pessoal da Caixa Economica Federal, que sempre foram de uma eficacia tremenda em atender os pleitos em que me envolvi, junto a eles, a começar pelo gerente Manoel Tereza que é uma pessoa extremente cortez, atenciosa e muito ciente de seus deveres como Gerente do Departamento.
    A senhora de prenome Gloria, para quem a conhece sabe que faz de tudo para atender bem quem a procura, e nunca aconteceu de eu não ser atendido a contento, pois a educação, presteza, agilidade, cortezia e eficacia desta senhora e de fazer inveja, assim como seus auxiliares diretos, como o Sr. Joelson, Sr. Sergio e todos sem exeção nenhuma tambem seguem a mesma diretriz da Sra. Gloria, sendo alem de todos os bons predicados finalizado com a eficacia.
    Quanto a perda de documentos eu muito me admiro ser citada, pois em todo o tempo que uso os serviços deste departamento na Caixa Economica, o pessal de lá organizou documentos para que a liberação das verbas fossem efetuadas e nunca perderam nada que fosse devidamente protocolado.
    Complementando digo que eu neste tempo todo que presto meus serviços as urbes do interior, só tenho que parabenizar tanto a Caixa Economica, assim como todos os outros orgãos publicos do governo estadual ou federal existentes em Cuiabá, porque nunca tive problemas algum em nenhum deles, sendo sempre atendido a contento em todos eles sem excecão, e sempre com cordialidade e eficacia.
    Uso eficacia pois é essa a palavra certa para avaliar o atendimento recebido, pois a eficiencia já a muito não atende o cidadão usuario.
    Finalizando digo que será que não é o não saber usar o orgão publico que acarreta os problemas???; pois se atendermos os requisitos exigidos e como devem ser feitos garanto que a coisa anda.

  • paulo renato | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse comentario acima do sr.Wilson Lutero é de alguem muito mas preocupado em agradar os citados, pois ele mesmo se alto denominana consultor e trabalha com municpios a muitos anos. Ele esta mas preocupado em puxar-saco para chegar amanha na cef e mostrar -vcs viram! eu eleogiei todos aqui! mereço que meus processo ande mas rapido... esse não é o caminho a cef não esta ai para atender um bajulador ela tem que atender a todos bem! coisa que não acontece hoje, essa matéria é perfeita e mostra com muito conhecimento as mazelas e a desorganização da cef.Parabéns Romilson!!!!

  • mirian fernadez | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSA FUNCIONÁRIA GLORIA É UMA PESSOA ARROGANTE NÃO RESPEITA NINGUEM, VIVE GRITANDO COM OS COLEGAS E COM OS CLIENTES (CONSTRUTORAS E FUNCIONÁRIOS DE PREFEITURA) ELA NÃO TEM MENOR RESPEITO COM QUEM DESPENCA KM DE DISTANCIA PARA RESOLVER ALGUMA PENDENCIA DE PROJETO, NÃO SABE O QUE É A RESPONSABILIDADE DE PAGAR OS FUNCIONARIOS E OS FORNECEDORES E PARA PIORAR O SR. MANOEL TEREZA NÃO CONSEGUE COLOCAR MAS PESSOAS PARA FAZER ESSA DIFICIL TAREFA DE PAGAR .A CEF HOJE É UM ATRASO DE VIDA UM FRACASSO UM DESRESPEITO AOS EMPRESARIOS, TRABALHADORES,MUNICIPES E AO COMERCIO. MUDANÇA JA!

  • luis vicente | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • girlene | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prezado Romilson,


    Há anos presto serviços para os municípios e por isso vou á Caixa no mínimo quatro vezes por semana. Estranhei a matéria que traz algumas informações erradas quanto aos procedimentos da Caixa/GIDUR e o pior dizer que a Caixa atrasa obras em MT é pura maldade.
    Realmente muitas empreiteiras tecem críticas ruins à Caixa Econômica Federal, quero lembrar que a relação da Caixa/GIDUR deve realmente ser com os municípios e com os órgãos do governo federal. Quem protocola documentos na Caixa não é empreiteiro, são os municípios/prefeituras. Portanto, as medições são documentos das Prefeituras, assim como os projetos e os processos licitatórios. A Caixa faz de tudo para que MT não perca investimentos, ajudam os municípios, sobretudo aqueles que apresentam maior deficiência técnica.
    A Caixa deve atender como sempre atendeu bem os municípios. Os empreiteiros devem relacionar-se com as prefeituras, estas sim os contratam após processos licitatórios. Com isso quero dizer que as reclamações de algumas empreiteiras não procedem.
    Romilson o ideal é esse veiculo de comunicação acompanhar como funciona o dia-a-dia da Caixa e daí emitir opinião com mais propriedade.

  • jose antonio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mauricio,devanildo,cristian,crey esses são alguns funcionários(engenheiros) da cef do quadro e terceirizados que o Ministério Publico Federal deveria fazer uma apuração na conduta desses profissionais. Manoel Tereza não pode ficar fora dessa averiguação... o que esta acontecendo lá é de arrepiar qualquer cpi...

  • luis vicente | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    GOSTARIA QUE REVISSE MEU COMENTARIO ANTERIOR E VERIFICASSE QUE NÃO EXITEM NENHUM MOTIVO PARA VETA-LO.Os funcionários da cef Mauricio, devanildo,crey,manoel tereza e cristian devem ser analisado pela corregedoria da cef e pelo Ministerio Publico Federal pois a conduta deles não é condizente ao cargo que ocupam.

  • Job Telles | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu seria até leviano, se falar da senhora Gloria, mas, o que precisa para resolver este assunto, seria contratação de mais funcionários, que se abra concurso público dando oportunidade, para pessoas que á anos luta por um emprego, só que o progresso não pode esbarrar apenas na responsabilidade de uma só pessoa, cadê o ministério´público federal, não fazem nada... então é a Gloria.

  • osvaldo de oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A superintêndecia da CEF tem conhecimento do caos que é a area tecnica onde são aprovadas e fiscalizadas as obras financiadas pela instituição. Lá a decadas permanece o mesmo gerente de desenvolvimento urbano cujo envolvimento c/ empreiteiras é muito comentado pela city.A caixa fez concurso publico p/ tecnicos mas so chamou alguns pouqissimos gatos pingados. Será que é pra manter os tercerizados e apadrinhados politicos ???O Ministerio Público Federal deve investigar porque em Mato Grosso poucos foram chamados. Tai a causa da falta de tecnicos para fiscalizar aprovar etc..etc...e sobram tercerizados ...credo ...coisa de louco !!!! Fui...

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