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Sábado, 07 de Julho de 2007, 09h:25 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

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Dia Internacional do Cooperativismo

     Temos muito a comemorar no Dia Internacional do Cooperativismo, neste 7 de julho. Esse singular tipo de sociedade de pessoas vem conquistando espaços importantes no cenário nacional, tendo em vista as grandes contribuições à economia, à geração de empregos e na minimização das desigualdades sociais.
     O cooperativismo brasileiro vem passando por profundas transformações nos últimos anos, especialmente na profissionalização de sua gestão. Em decorrência disso, aumenta a sua importância econômica. O cooperativismo representa hoje 33% do PIB agrícola brasileiro e 6% do PIB nacional, são 7,3 milhões de associados reunidos em 7.603 cooperativas, que geram 218.000 empregos diretos. As exportações das cooperativas somam perto de 3 bilhões de dólares. Os resultados estão no desenvolvimento, na melhor qualidade de vida e no bem-estar social.
     Muitos devem se perguntar de que maneira podem-se sentir os efeitos práticos do cooperativismo no nosso cotidiano e onde existem bons exemplos desse tipo de organização. Cases de sucesso estão bem ao nosso alcance. Um ótimo exemplo são as cooperativas de saúde. Quando olhamos a nossa volta, percebemos que quase todos possuem um plano de saúde Unimed. Quando vamos ao supermercado, podemos comprar leite longa vida e outros produtos lácteos também de uma cooperativa, o que nos dá a certeza de estarmos agregando resultados para os pequenos produtores, o que não deixa de ser um ato de consciência social de nossa parte.
     Na área financeira existem ótimos exemplos do modelo cooperativista. As cooperativas de crédito vêm obtendo grande reconhecimento da população e do governo como um dos pilares de uma política de microcrédito e microfinanças destinada a fortalecer o mercado interno. Os grandes expoentes desse segmento são os Sistemas Sicredi, Sicoob e Unicred. Segundo estimativas da OCB-Organização das Cooperativas Brasileiras, as cooperativas de crédito geram um diferencial de renda anual para seus associados da ordem de R$ 1,84 bilhões. Somente o Sicredi em Mato Grosso agregou em 2006 R$ 97,3 milhões aos seus associados, pelo diferencial de taxas e tarifas em relação ao mercado financeiro tradicional.
     Embora o foco das cooperativas de crédito seja o atendimento das demandas por produtos financeiros, sua gestão está incrustada na base social, logo, pressupõe-se que em sua gestão haja como meta o equilíbrio entre o econômico e o social. Por isso o interesse pela comunidade, formação, informação e educação. Nessa seara, cabe um destaque ao projeto social do Sicredi intitulado "A União Faz a Vida". O programa é desenvolvido em 104 municípios do RS, PR e MT, sendo desenvolvido em parceria com entidades e universidades locais e regionais e seu objetivo é difundir a cultura da cooperação e da solidariedade entre as crianças. São mais de 161 mil alunos, 12.800 professores e 1.200 escolas.
     Poderíamos citar mais inúmeros casos de cooperativas de sucesso, desde cooperativas agropecuárias, educacionais, de trabalho, até a área de biocombustíveis onde a organização em cooperativas tem sido bastante difundida.
     O cooperativismo se traduz na mais pura organização democrática voltada para a solução de problemas comuns, além de facilitar o desenvolvimento econômico e social. Isso é mensurável na prática, através do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em todas as regiões do país, nos municípios que possuem a sede de uma cooperativa, os índices de desenvolvimento medidos pelo IDH são maiores. Os associados de uma cooperativa, portanto, aderindo aos seus ideais e objetivos, além de atender suas necessidades, estão beneficiando estruturalmente a sociedade em aspectos socioeconômicos, culturais e conjunturais.

     Não é de comemorar?

João Carlos Spenthof é presidente da Central Sicredi-MT, administrador, com especialização em Gestão Empresarial pela FGV ênfase em Cooperativismo

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