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Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2009, 15h:38 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

PAC

Diálogo revela Anildo e Alexandre em esquema de fraudes

 Em sua decisão pela prisão de 11 pessoas envolvidas em fraudes às obras do PAC, o juiz federal Julier Sebastião da Silva destaca que "a ordem econômica acabou fragilizada pelas fraudes nas licitações pertinentes ao PAC tanto em Cuiabá quanto em Várzea Grande". Para a Justiça, ocorreram indícios claros de formação de cartel, utilização de sindicatos patronais como clubes de falcatruas, ameaças a licitantes, acertos prévios, simulação de licitação, distribuição dos valores do programa governamental com base em princípios ilegais e não republicanos, subornos, extorsões, conluio das comissões licitantes com as empresas participantes, falsificação de propostas e planilhas e violação do dever de sigilo acerca do certame.

   "As ações retro, por certo, afetam todo o destino econômico regional, considerando-se principalmente o montante dos recursos destinados ao PAC das duas cidades, impondo severos prejuízos à legalidade e regularidade". O Ministério Público observa que foram foram publicados os editais para as concorrências públicas números 001 e 002, de 2007. O TCU detectou, em virtude de inúmeras denúncias de vícios, fez levantamento e apontou diversas irregularidades, especialmente, quanto à existência de cláusulas restritivas que direcionariam a escolha do certame ao Consórcio Cuiabano composto pelas construtoras Três Irmãos, Gemini, Concremax,Encomind e Lúmen Engenharia.

    Em novembro de 2007, o TCU anulou os procedimentos licitatórios. Um mês depois foi publicado novo edital, desta vez dividindo as obras em 7 lotes. Foram constatados, de novo, irresignações quanto ao procedimento licitatório, agora em relação aos inúmeros adiamentos de data de recebimento das propostas e sua forma de publicação que estaria a favorecer empresas sediadas em Cuiabá. A celeuma chegou, inclusive, a ser objeto de ação popular, que implicou em nova designação de data para recebimento das propostasem março de 2008. O resultado do certame foi publicado em 16 de abril.

    As investigações realizadas pela Polícia Federal concluíram que a nova concorrência pública também foi objeto de manipulação criminosa por agentes públicos e empresários integrantes de uma organização criminosa voltada para fraudar licitações e abater recursos públicos. O MPF apontou também Irregularidades similares na concorrência 02/2007, em Várzea Grande. Diante disso, o MPF solicitou prisão dos acusados.

    Telefonema

    Interceptações telefônicas e denúncias anôminas ajudaram nas investigações. O esquema se dava em duas frente. Primeiro, num conluio com o Sindicato da Construção Civil do estado (Sinduscon) e com o Sindicato da Construção Pesada (Sincop). Constatou-se a participação das empresas locais escolhidas para atuarem no certame. Em consequência, apurou-se uma série de atos destinados a afastar as demais empresas filiadas, preteridas na disputa. Numa segunda frente, destacam-se atos a afastar a participação de empresas sediadas fora do Estado, notadamente de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiânia,Distrito Federal e Maringá. A “escolha” dos participantes da licitação contava ainda com a anuência do próprio poder público, responsável pela realização do certame. Assim, desenhou um procedimento licitatório viciado, por acordos pré-existentes entre os concorrentes para a
divisão das obras.

    Gravações envolvendo empresários-empreiteiros foram a senha para se comprovar o esquema. Os irmãos Marcelo e Carlos Avalone Júnior, assim como Jorge Pires de Miranda e o ex-prefeito de Cuiabá Anildo Lima Barros compõem o Consórcio Cuiabano com suas empresas, as construtoras Três Irmãos, Concremax e Gemini. Também estão no Consórcio os também empresários Luiz Carlos Richter Fernandes e José Alexandre Schutze, ocupantes dos cargos de presidente do Sincop e Sinduscon. Eles são apontados como os grandes incentivadores e beneficiários do esquema criminoso. Teriam atuado ativamente em todas as frentes, ora afastando da concorrência empresas locais, ora excluindo aquelas sediadas em outros Estados.

   São graves os diálogos registrados dias antes da data inicialmente fixada para o recebimento das propostas, que ocorreria em 22 de janeiro de 2008. Neles, são discutidos os acertos que buscavam confirmar a distribuição dos lotes objeto do edital de concorrência pública. À vista da denúncia anônima e do resultado obtido na licitação, o lote 07 seria destinado à empresa indicada pelo Sincop, no
caso, o consórcio Geosolo/Lage/Lince, que tem José Alexandre Schutze como representante da primeira firma. (Romilson Dourado)

Em 17 de janeiro de 2008, às 19h04, Anildo Barros inicia diálogo com Alexandre.
Eis, a seguir, o teor da conversa:

Alexandre - Alô!
Anildo - Alexandre! É Anildo.
Alexandre - .....fala Anildo...
Anildo - ...está me escutando...
Alexandre - Estou...aquele negócio que você me pediu hoje, já tá tudo certo...
Anildo - Você esta aonde?
Alexandre - Estou no Jardim Petrópolis.
Anildo - No assunto do Sincop, vocês já definiu (sic) quem vai entrar nesse processo?
Alexandre - Você falou que ninguém devia entrar!!!!!
Anildo - Não!!! o do Sincop! Não nos outros...aquele que ficou determinado pra vocês.
Alexandre - Falei pra ninguém entrar.
Anildo - Mas então nós vamos pegar também?
Alexandre - Voce falou pra nós....o menino até perguntou: quer que entra? Você falou não.
Anildo - Não, eu não quero que entra nos 4 nossos, no do Sincop é de vocês....pode conversar comigo hoje? Venha aqui na Concremax...
Alexandre - estou indo.

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Comentários (20)

  • Sandro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Este juíz poderia fazer este mesmo serviço na secretaria de Saude do Estado, verificar os pupilos do Augustinho Moro.

  • Wilson | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARABÉNS À POLÍCIA FEDERAL..........VAMOS COLABORAR...DENUNCIE.........MATO GROSSO SÓ TEM A GANHAR.....E O BRASIL SERÁ UM PAÍS MAIS DECENTE.

  • Olrandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eita.... a ilustração da matéria ao inves de macaquinhos poderia ter sido uns tucaninhos voando

  • Diogo Botelho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Incrível, é com essas construtoras que querem realizar a COPA do PANTNAL?

    Ora meus Senhores, essa operação na verdade não apresentou nada de novo, apenas revelou o fiel retrato dos agentes públicos que se aproveitam dos seus cargos para beneficiarem a si e a outrem.

    Se eles não conseguem tocar um PAC de aproximadamente 250mi, QUIçA as obras exigidas pela FIFA até 2013....!!

    Vamos Aguardar!!

  • Paulo Sérgio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns ao Sinduscon por ter agido em benefício das empresas matogrossenses.
    São elas que empregam, pagam impostos e investem em Mato Grosso.

    Na minha opinião, a lei deveria conter tais restrições. É uma grande hipocrisia do Sr. Julier Sebastião penalizar uma instituição em função disso. Algo que talvez seja ilegal, mas não é imoral.
    Esse juiz é do PT. Ele está coligado com o trio Sarney, Renan e Collor.

  • Arci Gallo da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabés a Puliça Federau

    Agora naum pode ficar só em Cuiabá tem envestigar as obras desses empreiteiros em todo estado, principalmente em Cáceres, onde funsuinarizinhoi da Unemat tá mais rico que ganhador da mega sena. Tem deles que vivia com esses empreiteiros pra cima e para baicho.
    Parabéns ao RDNEWS pela clareza das entevistas e copia do grampo assim é que faz emprensa séria em nosso pais. parabéns romilson;.

  • paulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • joão carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A prisão é novidade. Mas a falcatrua, qualquer bobo que viu a festa na época da licitação, sabe que rolou bonito.
    E se for prender todo mundo que fizer ¨esquema¨ em licitação, vai precisar de uns 10 novos presidios aqui.
    E tem mais, passe p/ mim essas obras do PAC, que garanto que faço pela metade do preço com o dobro da qualidade.
    Mas atestado de capacidade tecnica aqui tem preço.

  • fabinho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    bom não é surpresa os irmãos pires envolverem em falcatruas o moacir pires qdo ficou a frente da sema autorizou o desmatamento em áreas em mato grosso em troca de muito dinheiro foi preso mais ta solto gastando muita granna com iate manso~es em manso carros importados enfim,o anildo com aquéla carinha de anjo também gosta de um rolinho foi sócio do edy végi ex superentendente da cef,isso é uma vergonha agora o tal de aparecido alves esse a cara dele já diz tudo o ws tem que abrur o olho.

  • Nestor silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Faltou o Ministerio Publico Federal aqui em Cáceres, pra investigar as obras da UNEMAT.Não só as obras como as prestações de serviços, pois já sabemos que o telhado é de vidro!
    Vixe, falei....Desculpa não era pra falar.

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