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Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2008, 21h:58 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

CEFET-MT

Diretor-geral reage e nega interferência política


Henrique Barros, diretor-geral, diz que a eleição foi tranquila

  O diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MT), professor Henrique do Carmo Barros, classificou a eleição desta quarta (19) para escolha do novo diretor como um ato democrático e rebateu acusação de que teria havia interferência político-partidária no processo eleitoral. Após oito anos de mandato, Henrique saiu vitorioso, pois contribuiu para eleger o colega José Bispo Barbosa como seu sucessor, num embate com outros quatro concorrentes.

   Henrique rebateu a matéria "Com apoio do PSDB, Bispo conquista o Cefet-MT", assinada pela repórter Flávia Borges. Segundo o diretor-geral, "isso é uma inverdade". Afirma que professores da instituição que ocupam cargos eletivos, seja como vereador, deputado ou secretário, estão afastados e só tiveram direito a voto. Observa que o deputado federal Eliene Lima (PP), por exemplo, nem compareceu para votar, muito menos para fazer campanha para esse ou aquele candidato. Nega também que militantes da juventude do PSDB tenha realizado manifestação em defesa de candidatura na porta do Cefet durante a votação.

  Henrique contesta a informação de que o diretor-geral eleito José Bispo não teria curso superior. Garante que Bispo não só possui o terceiro grau como tem experiência e qualificação profissional para comandar o Cefet-MT pelos próximos quatro anos. Quanto ao orçamento, o diretor-geral observa que são R$ 39 milhões e que 80% do montante são gastos com folha de pessoal, incluindo ativos e inativos.

   O diretor-geral observa que o Cefet-MT avançou, inclusive com ampliação de sua estrutura graças, ao apoio da bancada federal indistintamente. Diz que cada deputado e/ou senador tem apresentado sua contribuição, com emendas junto ao Orçamento-Geral da União para beneficiar o Cefet. "Independente de sigla partidária, eles têm trazido muitos recursos". Lembra, por exemplo, de uma emenda de R$ 2 milhões que vão ajudar a transformar o antiteatro em cineteatro.

   Henrique considera também injusta a oposição afirmar que o deputado federal Carlos Abicalil (PT) teria interferido nas eleições, em apoio ao candidato Adriano Breuing, que ficou em segundo lugar. Da mesma forma, nega articulação política dentro do Cefet do vereador Edivá Alves, do secretário de Educação da Capital, Carlos Carlão do Nascimento, e de outros políticos tucanos. "Estão tentando criar indisposição, jogando o PT contra o PSDB e vice-e-versa. Nunca fomos tão prestigiados como neste governo do presidente Lula", enfatiza o diretor-geral do Cefet.

 Eis, abaixo, a nota explicativa na íntegra e em 8 tópicos assinada pelo diretor-geral do Cefet-MT, Henrique Barros 

    "Diante da matéria veiculada hoje (20/11/2008) no Site RDNEWS - BLOG DO ROMILSON - com o título:  “Com apoio do PSDB, Bispo conquista o CEFET-MT”, a direção-geral do CEFET-MT, visando restabelecer a verdade dos fatos, manifesta o seguinte:
    1. A autora da matéria, jornalista Flávia Borges, não teve o cuidado de filtrar as informações a ela repassadas produzindo assim uma matéria eivada de interesses menores distorcendo com isso a verdade dos fatos;
   2. A pessoa que induzira a jornalista ao erro propugna a idéia de que a política é algo ruim e nociva aos interesses de uma Instituição de ensino. Ao induzir o leitor a idéia de que existe uma disputa entre partidos políticos dentro do CEFET-MT, reduz um dos instrumentos de sustentação de uma democracia - a eleição - a um mero jogo de interesse  político partidário. O título da matéria é elucidativo nesse sentido;
   3. Esquece a pessoa que forneceu as informações à jornalista Flávia que a política é uma prática inerente ao ser humano e todas as nossas ações e  relações se sustentam  em bases políticas. O homem é um ser político.
   4. O CEFET-MT sempre foi gerador de homens públicos neste Estado. Do seu quadro de servidores e estudantes já saíram govenradores, senadores, deputados, vereadores, prefeitos como José Garcia Neto, Frederico Campos, Jaime Campos, Wilson Santos; Evaldo Duarte de Barros, coronel Torquatro, assim como Edivá Alves, Carlos Carlão e muitos outros, inclusive  Eliene Lima, que é o no Congresso Nacional o único deputado federal de origem de um CEFET. Nem por isso o desenvolvimento da política didático-pedagógica da Instituição foi afetada por essa vocação natural de gerar homens para a vida pública.
  5. A direção deste Centro Federal tem uma relação cordial com todos os componentes da bancada Federal de Mato Grosso independente de cores partidárias e o Deputado Carlos Abicalil - coordenador da bancada -tem sido de extrema importância na articulação entre as instituições públicas federais do Estado e os nossos parlamentares. Isso tem possibilitado emendas parlamentares que reforçam os orçamentos das nossas Instituições.
  6. Quanto ao processo eleitoral este transcorreu na mais perfeita ordem dentro do que estabelece o Decreto 4877 de 2003,o marco legal que regula todo o processo de escolha do Diretor Geral.A participação dos políticos citados na matéria se resumiu ao exercício do voto pois são servidores do CEFET. Destacamos também que em nenhum momento o políticos  citados  na reportagem manifestaram suas preferências por um ou outro candidato.
  7. Em relação ao orçamento da instituição, não procede o informado na matéria pois o previsto para o exercício de 2009 será de aproximadamente R$ 39 milhões, sendo que desse montante R$ 31milhões serão destinados à folha de pagamento e encargos sociais de servidores ativos, aposentados e pensionistas.
   8. Para finalizar, o resultado da eleição revelou a preferência dos eleitores pelo professor José Bispo Barbosa que, a exemplo dos demais concorrentes, reunia todas as qualidades exigidas na legislação para se candidatar. O professor José Bispo Barbosa é graduado e especialista e deverá ser nomeado na primeira quinzena de janeiro de 2009 pelo ministro de Educação.
   Convicto de que restabelecemos  a verdade dos fatos, externamos os nossos agradecimentos."
   Cuiabá, 20 de novembro de 2008
   Henrique do Carmo Barros
  Diretor-geral do CEFET-MT

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Comentários (7)

  • valmir molina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na minha opinião,não interessa se a ou b teve apoio político externo para concorrer a eleição,o que vale é a sua capacidade para assumir e realizar um trabalho de qualidade,assim como foi feito na gestão do professor Henrique Barros.

  • Paulo Roberto de Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cá entre nóis, esse nome CEFET ficou meio chinfrin, chulo
    etc., ETF soava melhor, aqui no Brasil qualquer coisa que
    tenha décadas de existencia procuram acabar, mas, aí vão
    dizer, é porque foi introduzidos vários cursos e tal.
    Poderiam fazer modificações na parte de ensino que não teriam problema algum com o nome antigo. Essa é minha opinão, certo ou errado.

  • ILZA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se SEFET, EU NÃO SEI MAS ESSE DIRETOR DA FOTO É UM GATO! QUE HOMEM BONITÃO VIU.....

  • Rafael | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Só quem não estudou no Cefet pode afirmar que o atual Diretor Geral Henrique do Carmo Barros e a instituição de ensino não tem ligações políticas com o PSDB. Durante meu tempo de ensino médio e técnico, era visível essa aproximação e que por conta disso havia disputas políticas no Cefet, e o professor Bispo, que escancaradamente apoiou Wilson Santos em 2004, foi eleito devido ao apoio do atual diretor e as articulações nos bastidores de Ediva Alves, hoje vereador e ex-diretor do Cefet. Nesta eleição, o Cefet perdeu uma ótima oportunidade de renovar o seu quadro administrativo deixando de eleger Adriano Breunig, que, enquanto Diretor de Ensino realizou um ótimo trabalho e tem competência de sobra para administrar o Cefet, mas apesar de tudo, boa sorte ao professor Bispo.

  • D.Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Em 1.968, no Departamento de Ação Social Arquidiocesana (DASA), estudava esse aluno, o Henrique Barros, irmão da profª Maria, esse mesmo diretor do Cefet, por onde passou alguns vereadores e deputados, o que revela a importância do estabelecimento. Negar a política é qualquer coisa ingênua; ela está presente desde as associações comunitárias até os conclaves para eleição do Papa. Só quem tem prestígio consegue fazer um sucessor... já o choro, é livre, principalmente aos que ainda não mamaram. Valeu Henrique da Gal. Melo!

  • vera | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É uma pena que a política partidária está interferindo na política educacional do CEFET-MT.Este ano foi muito visível.

  • wania | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É impressionante ler aqui diversos comentários criticando
    a influência (se é que efetivamente há alguma) nas instituições de ensino. Esquecemos que a política faz parte do nosso dia. Nas universidades ela é latente!!! Não nos esqueçamos do PC do B, do PT e muitos outros partidos que sempre se manifestaram nas escolas públicas, faculdades e universidades. Assim sendo, não vejo qual o problema... Ademais, o que conta é o trabalho exercido no período em prol da instituição, de seus alunos e funcionários. Só tenho a parabenizar o prof. Henrique pelo grande trabalho prestado à instituição por todos esses anos.

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