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Quarta-Feira, 28 de Novembro de 2007, 10h:15 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

RONDONÓPOLIS

Diretora, professor e motorista são assassinados

      A pró-reitora do Campus da UFMT de  Rondonópolis, Soraiha Lima Miranda, o motorista Luís Mauro Pires Russo e o professor do curso de zootecnia Alessandro Luís Fraga foram assassinados na madrugada desta quarta (28), por volta de 2 horas. Os três chegavam na residência de Soraiha, no bairro Colina Verde. Retornavam de uma viagem de Cuiabá e foram abordadas por um homem quando estacionaram o veículo. A polícia está investigando os crimes. Os assassinos não foram presos ainda. (Simone Alves)

(Atualização às 10h38) - A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de "queima de arquivo". O pai da educadora informou aos investigadores que Soraiha vinha recebendo ameaças. 

(Atualização às 12h05) - Serys pede apoio de ministro

  A senadora Serys Marly (PT) encaminhou ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, pedindo interferência junto ao governo do Estado com vistas a garantir agilidade nas investigações do crime ocorrido em Rondonópolis.

   Clique aqui e veja a íntegra do ofício da senadora

(Atualização às 13h36) - Crime repercute em todo país

   O assassinato dos servidores da UFMT, Campus Rondonópolis, repercurte nacionalmente. Foi destaque no Jornal Hoje, da Rede Globo. Na universidade, o clima é de revolta e dúvidas sobre o que levou um homem encapuzado a cometer os crimes.
       Clique na imagem e veja a reportagem.

(Atualização às 15h15) - Vida perdeu valor, diz ex-marido

Carlos Máximo, ex-marido de Soraiha   O professor universitário Carlos Antônio Máximo, representante da Unesco em Mato Grosso, considera o assassinato dos professores uma prova do estado de insegurança em que vive a população. Entende que os governos sentem-se impotentes. Máximo é ex-marido da pró-reitora da UFMT/CUR, professora Soraiha Miranda, uma das vítimas da execução. O casal estava separado havia quase 5 anos. "A vida não tem validade. Parece que viver está sendo banal", comenta Máximo, ao lado do caixão, no velório na capela do cemitério de Vila Aurora, em Rondonópolis. Ele tinha contato permanente com a ex-esposa e observa que nunca ouviu qualquer tipo de comentário ou preocupação da ex-esposa sobre eventual ameaça de morte. Considera que Soraiha, com teve dois filhos (Mariana, 21, e Ulisses, 8) foi praticamente executada, assim com os outros professores que estavam na companhia dela. Até o ano passado Máximo ocupava a cadeira de secretário-adjunto de Educação do Estado. Depois, foi nomeado à Unesco.

(Atualização às 22h20) -  Homicídios chocam população 

   O assassinato de três funcionários da UFMT/CUR  chocou Rondonópolis. A pró-reitora do campus universitário da Região Sul, Sorahia Miranda Lima, 41, o prefeito do campus, Luís Mauro Russo, 44, e o professor do curso de Zootecnia Alessandro Luís Fraga, 33, foram mortos a tiros por um homem encapuzado, na frente da casa de Sorahia, no bairro de classe média Colina Verde.

   Uma testemunha descreveu o criminoso: homem moreno, de estatura mediana, vestindo camisa vermelha, jeans e capuz. Ele se aproximou do carro na frente da garagem da casa de Sorahia, deu um tiro em Russo, que estava na direção, dois no professor e dois na pró-reitora. Depois, fugiu pelo mato. Até esta noite de quarta, a polícia não tinha pistas do assassino. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga as hipóteses de latrocínio, crime passional e queima de arquivo. Segundo o comandante do 5º Batalhão da PM, Alessandro Ferreira Nunes, Sorahia comentou com colegas que vinha recebendo ameaças de morte.

     A principal hipótese era a de que o triplo homicídio foi motivado por uma disputa de terras. A UFMT pleiteava à União um terreno de 70 ha a 18 km do campus de Rondonópolis, confiscado no ano passado pela Justiça Federal, sob suspeita de ter sido adquirido com parte dos R$ 164,7 milhões roubados do Banco Central de Fortaleza, em 2005, por assaltantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  
    Sorahia estava à frente das negociações. Ela tinha planos de instalar na propriedade um campus experimental, que iria abrigar parte da extensão do curso de Zootecnia e ainda atividades de Engenharia Agrícola, Biologia e Geografia.

    O delegado João de Moraes Pessoa Filho investiga o processo de desapropriação da fazenda e a suspeita de que havia interesses contrários à doação do terreno para a universidade. Esta quarta-feira, o campus permaneceu cercado pela Polícia Federal, que impediu a circulação de funcionários e alunos. "Lamento profundamente o que ocorreu em Rondonópolis com três pessoas valorosas", declarou o reitor da UFMT, Paulo Speller. Abalado, ele disse esperar que o crime seja esclarecido e evitou dar mais declarações. Informalmente, amigos contaram que Sorahia estaria investigando irregularidades no campus.

   O delegado Pessoa Filho não descarta também a hipótese de crime passional. Nos primeiros depoimentos, familiares da pró-reitora informaram que ela estava em processo de separação litigiosa. "Estamos investigando as circunstâncias relacionadas à vida das vítimas", disse o delegado. O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Carlos Brito, determinou rigor nas investigações.

(Atualização às 22h35) - Universidade em luto de 3 dias

   A prefeitura e a UFMT decretaram luto de três dias em Rondonópolis. Estudantes e professores estavam chocados com a tragédia. "Estamos transtornados com a brutalidade de um crime triplo. Sorahia havia comentado que sofria ameaças, mas os motivos são desconhecidos", disse o diretor da Associação de Docentes da UFMT, Antonio Vicente. "O clima aqui é de revolta e comoção. Sorahia era uma pessoa pública, vivia com os filhos, era muito tranqüila", disse o diretor acadêmico da Faculdade do Sul de MT, Leandro Cerutti. (Com Agência Estado)

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Comentários (9)

  • Thiago Soares | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pô! O Percival Muniz e o Zé Carlos do Pátio há tempos querem discutir a segurança em audiencia publica em ROO. Mas o estado nao responde! CADE O ESTADO? QUE SEGURANÇA É ESSA??

  • Sonia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A minha tristeza, indignação é tanta, que não tenho palavras para acusar esse ou aquele. Mas dizer que professora Soraiha, foi uma pessoa maravilhosa, competente, atenciosa, comprometida com seus alunos na Universidade e com a qualidade dos trabalhos realizados. Que justiça seja feita. Tenho certeza que ela jamais será esquecida.

  • Antonio Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Poxa fico cada vez mais triste com o oportunismo desse pessoal que dizem que querem soluções ou mudar o perfil de Rondonopolis ....Audiencias Publicas .. pra Deputados populistas querem aparecer ..O Crime como houve e foi executado é tipico de profissinonal que não estava ali pra roubar ou furta estava era de tocaia e podia ser o Papa quye ele mataria o Agora o Blairo vai ter que por um policial pra cada pessoa..Vote Urubuzada chega

  • Pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Antônio Carlos, não voto em Rondonópolis, sou morador de Várzea Grande, aqui também vivemos ao lado da Capital com problemas de segurança, não se trata de urubuzaca de deputados não, o problema que você não quer ver é que realmente nosso estado está jogado as moscas, leia o noticiário, veja as notícias no rádio e na TV, vivemos num completo abandono, na região metropolitana de Cuiabá onde vivo, não se pode sair de casa com tranquilidade, são assaltos e mais assaltos, os comerciantes vivem em polvorosa, não precisa de um policial pra cada cidadão, precisa de uma política eficaz de segurança pública.
    Essa verdade só o povo sabe e sente, por isso aplausos para os Deputados Zé Carlosdo Pátio e Percival Muniz, têm que fazer Audiência Pública sim, pra discutir com a população os moldes de segurança que merecemos, um abraço.

  • José Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor Editor,

    Como foi bom o Sr. Blairo Maggi ser reeleito, pois só assim o povo de Mato Grosso está tomando conhecimento das verdadeiras intenções deste tremendo CHARLATÃO.

    Vejam só...

    1. Blairo foi eleito com um forte discurso que iria ABAIXAR os impostos da ENERGIA ELETRICA e da TELEFONIA. Mentiu para todos nós, não abaixou nada, e o pior autorizou o ainda fincionário da AMAGGI, Senhor Valdir Teis, a dar uma ajudazinha para a REDE CEMAT, perdoando uma pequena dívida com o Fisco estadual de quase 200 milhões de reais. Isso tudo com um minucioso estudo do Sr. Pinheiro, então Auditor Chefe do Estado, que ainda teria vínculo empregatício com a REDE CEMAT. Toda esta "maracutaia" está lá no CONFAZ, aguardando tramitação.
    Parece também que já existe uma mensagem pronta (ou até já foi enviada) para a Assembléia Legislativa, autorizando INCENTIVOS FISCAIS

  • Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Agora eu quero ver se Schette vai falar se é politicagem o que o Zé do Pátio vem cobrando do Governo do Estado....

    Para quem não sabe este creime aconteceu na Porta da casa do Dep. Zé Carlos do Pátio que Mora na Colina Verde..... Rondonópolis (alias, a professora é sua vizinha de 3 casas uma da outra.....)

  • DONIZETE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SECRETARIO CARLOS BRITO - MOSTRA SUA CARA ??? O POVO PEDE SOCORRO POR SEGURANÇA/

  • paulo rocha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esse crime já é o suficiente para demonstrar a total falta de segurança existente em nosso estado.
    não se pode ter um secretário de segurança publica como carlos brito. isso é vergonhoso!!!!!
    o homem nao entende de nada!!!!
    mudança urgente!!!

  • Pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A coisa ta feia pelos lados de nossa Rondonópolis, assistimos em cadeia nacional notícias que maculam o nome de nosso estado no cenário nacional, assistimos a tragédia do Jd. das Flôres, Fuga em massa na Penitenciária da Mata Grande, Fuga na Cadeia Pública e agora o assassinato de três servidores da UFMT e por ai vai...
    Pergunto, ate´quando vamos assistir notícias dessa natureza sem um posicionamento eficaz do Governador Blairo Maggi (ele mora ou morava na cidade), os Deputados Zé Carlos do Pátio e Percival Muniz, protocolaram e foi aprovado na ALMT requerimento de audiência pública para debater a segurança no município, acontece que pelo que sabemos até hoje a Casa Civil e SEJUSP não pronunciaram ainda aos parlamentares confirmando presença para que a audiência seja realizada, será que eles têm medo de enfrentar a fúria da sociedade rondonopolitana que cobra uma política de segurança pública não só pra cidade más pra todo estado, coisa difícil no Governo da Soja (Maggi).
    Precisamos acordar pra vida, 2008 teremos eleições municipais, vamos votar em políticos que tenham compromisso com a sociedade, não com parte privilegiada dela, eles sim tem como garantir sua segurança.

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