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Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2009, 08h:23 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

ELEIÇÃO NA ORDEM

Disputa se afunila entre Scaravelli e Stábile; Faiad na reserva

  Fernando Ordakowski
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Com empurrão do presidente Francisco Faiad, Cláudio Stábile disputa a OAB contra João Scaravelli

  Enquanto não sai a definição da candidatura do tal bloco batizado de OAB Democrática, a corrida pela presidência da Ordem em Mato Grosso começa a se afunilar entre o situacionista Cláudio Stábile e o quase oposicionista João Vicente Scaravelli, que comanda a Caixa de Assistência e decidiu romper recentemente com o grupo de Francisco Faiad. Scaravelli já partiu para o confronto, enquanto Stábile, por representar a continuidade da gestão Faiad, se mantém mais na defensiva.

    A eleição para três anos de mandato acontece em 19 de novembro e desde já mobiliza os cerca de 8,6 mil advogados que atuam no Estado. Como esse processo na OAB ocorre num ano fora de campanha eleitoral por cargo eletivo, acaba por atrair uma maior atenção da sociedade e cobertura da imprensa de forma mais intensa. Os candidatos estão buscando até patrocinadores para montagem de estrutura e divulgação de material de propaganda, como adesivos, cartazes, botons e boletim informativo com síntese das propostas de campanha.

    Nos bastidores, o comentário é de que, se a candidatura de Stábile não "decolar", pode ser lançado espécie de plano B, entrando no páreo o próprio presidente Faiad, que buscaria, nesse caso, uma terceira eleição. Faiad jura que essa hipótese está descartada. Apesar disso, muitos de seus aliados que ditam as regras da OAB há praticamente 12 anos alimentam essa expectativa. Faiad, que está no segundo mandato, representa um grupo no poder que começou com Maria Helena Póvoas e Rubens de Oliveira, hoje desembargadores do Tribunal de Justiça, e seguiu com Ussiel Tavares.

    A "OAB Democrática" continua batendo cabeça. Em princípio, o candidato do grupo seria Paulo Taques, que, devido a problemas pessoais com sua esposa, que está gestante e exige acompanhamento especial, preferiu desistir da disputa. Depois surgiram Renato Gomes Nery e João Celestino Corrêa da Costa. Mesmo sob incentivos, o bloco que se diz independente não chegou a um entendimento sobre quem, afinal, será o candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado.

   Scaravelli começou a percorrer o Estado e, por onde passa, dispara críticas à gestão Faiad para, de quebra, atingir o seu principal adversário Cláudio Stábile. No geral, ele sustenta o discurso da ética e na defesa da prerrogativa dos advogados. Garante que em todas as visitas já realizadas tem sido "bem recepcionado" e diz ter amigos advogados em vários municípios o que, na sua opinião, facilita o trabalho de convencimento pela conquista do voto.

(Às 16h20) - OAB Democrática diz possuir 5 alternativas de candidatura pela oposição

  O Movimento pela OAB Democrática, que busca uma candidatura alternativa à presidência da Ordem, explica, em nota, que o advogado Renato Gomes Nery é, de fato, uma das opções à disputa. Acrescenta que, além de Renato Nery, surgem como alternativas também os nomes de Sebastião Carlos, Elarmim Miranda, Milton Damasceno e Hernan Escudero.

   Bruno Ventura, um dos integrantes do grupo, destaca que não há necessidade de pressa para oficializar o nome do candidato "Já definimos toda a base da plataforma de uma inevitável candidatura com o próposito de ser uma alternativa às chapas da situação, com propostas e ideais já debatidos ao longo de um ano de Movimento constituído".

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Comentários (16)

  • Ronei Duarte Advogado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    João Vicente Scaravelli, pré-candidato a presidência da OAB-MT acaba de perder meu voto. Sua postura subserviente diante da intervenção judicial na OABMT o desqualifica para o exercício do cargo que exige independência e coragem. Demonstrou ainda, oportunismo e individualismo extremo ao procurar denegrir a imagem do ocupante do cargo que almeja substituir. Esperávamos uma postura mais crítica e Institucional sobre o fato,ao invés de comentários rasteiros e oportunistas. Continuo não tendo candidato!

  • Marciano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ótima notícia Romilson, parabéns!!!
    O Scaravelli tá botanto pra quebrar e sai na frente nestas eleições, principalmente pelas propostas e busca de independência da OAB-MT. Ele vai levar para a Ordem a transparência e honestidade que leva pra sua vida profissional. Estamos com vc Scaravelli!!!

  • MARCUS CUIABANO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSE POVO DO PSDB QUE MANDA NESSA OAB JA DE HA MUITO TEMPO, ESSES ADVOGADOS NÃO FAZEM NADA PARECE QUE GOSTAM? COM A PALAVRA SENHORES ADVOGADOS?

  • Rafael Amoedo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Scaravelli e Faiad sao tucanos...Nós, advogados, nao aguentamos mais 20 anos de uso politico da nossa instituiçao, em prol de um partido politico.

    Gostaria que Luiz Scaloppe, Alexandre Cezar, ou qualquer outro nome do meio, se lance à Pres.da OAB...

  • Juvenal | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Rafael Amoedo, pelo teu comentário você demonstra ser um aluninho esquerdista extremamente desinformado da UFMT ao cogitar AC e Scalope. Não sei se a tua inteligência lhe permite saber, mas nenhum dos dois podem ser candidatos a presidênia da OAB. Scalope não é advogado, é Procurador, AC é Deputado e está licenciado da procuradoria estadual. Vai estudar meu filho!

  • João Ricardo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    sou leitor assíduo do RDNEWS e hoje me entristeceu o fato de não ter sido colocado na enquete sobre a presidencia da OAB o nome de PIO DA SILVA, advogado militante em nossa capital, e virtual candidato a presidencia, possui propostas muito interessantes, como preencher sua chapa e cargos na OAB com 50% de mulheres, pessoas com boas idéias assim deveriam ficar de fora??? IMPARCIALIDADE é o que tá faltando!!

  • Naime Márcio Martins Moraes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Jornalista Ronilson que dizer que também sou candidato, estou organizando uma chapa independente, que talves seja intitulada de resgatando a ordem. É pra valer estamos trabalhando mais nos bastidores organizando os nomes para compor a chapa que será composta por profssores universitários, advogados militantes, defensores e procuradores, estamos bem encaminhados. Vão se surpreender. Com devido respeito os dois colegas não tem propostas.

    Segue o Por que quero ser prsidente da OABMT. Estou no´páreo.

    QUERO SER PRESIDENTE DA OABMT.

    Sim, quero ser presidente da OABMT, a minha aspiração é fruto da minha vaidade é verdade, uma pretensão pessoal, para não ser hipócrita e sair dizendo por aí que tal grupo de colegas está me conduzindo, me “obrigando”, colegas esses que são convidados, para não dizer até quase intimados (troca de favores/distribuição de cargos/privilégios, etc...) para legitimar a pretensão dos candidatos, ou ainda para encabeçar e legitimar, dar fôlego a grupos que querem se perpetuar no poder.
    Minha aspiração não tem um fim em si mesmo, pois, tenho para mim que ser presidente da sua categoria profissional é uma honra e uma grande responsabilidade, é preciso ter coragem, ousadia, intrepidez e acima de tudo independência.
    Quero ser presidente, para defender a aplicação da constituição da república de forma igualitária para todos os cidadãos, para clamar por justiça e não a simples aplicação das leis.
    Quero ser presidente, para defender as prerrogativas, os direitos dos advogados, ensinar, aos jovens advogados que advogado também é excelência e que não há nenhum demérito no exercício da profissão, ao contrário somos imprescindíveis e não temos que nos humilhar e ser humilhados, estamos no mesmo nível dos servidores públicos, como os juízes, promotores, etc...
    Quero ser presidente para, defender a sociedade e junto ao conselho de presidentes apresentar proposituras que possam vir ao encontro dos anseios dos cidadãos, como por exemplo: A independência dos poderes que hoje é de faz–de-conta, o poder judiciário é refém do executivo, isso precisa mudar, o executivo não tem que nomear ninguém no judiciário. Dentre outras propostas.
    Quero engrossar o coro pela extinção do foro privilegiado, pela extinção da prisão especial, ao contrário quanto mais escolaridade tiver o marginal mais deve ser agravada a sua pena.
    Quero ser presidente, para fazer gestão séria junto ao Ministério da Educação para que apresente, cumpra e faça cumprir uma política responsável de educação para os nossos filhos, não ficar apenas cacarejando contra o ensino das universidades particulares, é preciso entender que dono de universidade é empresário e não educador quem é responsável pela educação é o governo e é ele que tem que agir.
    Quero ser presidente para dizer em alto bom som que hoje o poder judiciário é o grande responsável pela corrupção, pela indústria do “se dane”, pela porcaria dos políticos que compõe o poder legislativo, pelos donos do poder executivo, pelo desencanto dos jovens, pela desesperança dos menos favorecidos.
    Sim, tenho a coragem de dizer que é o judiciário o grande responsável, ou irresponsável, em todo o país, da 1ª a última instância, quando julgam e principalmente quando não julgam.
    É claro não posso ser inconseqüente e irresponsável e afirmar que todos os membros do poder judiciário são porcarias, indolentes, corruptos, ao contrário, a grande maioria, é de excelente qualidade, mas as poucas laranjas podres prejudicam toda a sociedade.
    Quero ser presidente para resgatar a auto-estima do advogado, para que possa acreditar na justiça, que as leis não são aplicadas apenas aos famosos três “P” (pobre, puta e preto)

    Quero ser presidente para acompanhar e exigir que os processos contra os maus políticos tenham fim antes que se comesse um novo mandato, e a prescrição seja invocada, para denunciar aos quatro cantos quem é o responsável, ou irresponsável que está segurando o processo de “A” ou de “B”.

    Quero ser presidente para defender o Princípio da Dignidade Humana, para invés de apenas defender direitos dos marginais, cobrar das autoridades a reparação dos danos sofridos pelos cidadãos, que são vilipendiados em seus direitos, que tem seus bens furtados, seus filhos assassinados.
    É preciso cobrar das autoridades o amparo psicológico, das vítimas dos marginais, é preciso cobrar a reposição dos bens furtados por culpa da inoperância ou incompetência do poder público e do abuso dos donos do poder econômico.

    Quero ser presidente para dizer aos magistrados ignorantes que colaboram com a indústria do “se dane” e do “procure seus direitos” que sua fundamentação jurídica está dissociada do mundo real.
    Dizer para aqueles acham que tudo mero aborrecimento, que acham que 40 salários mínimos vai enriquecer alguém, que acham que o propósito de quem vai a justiça reclamar e exigir seus direitos é apenas um pobre querendo se dar bem e tirar o dinheiro do rico, mesmo que esse rico tenha ficado rico expropriando o menos favorecido, que ELES estão equivocados e que são ELES os grandes incentivadores do mau atendimento, da venda de produtos com defeitos, etc... .
    O cidadão vai à justiça na esperança de que seu direito seja restabelecido, para que o produto pelo qual pagou lhe seja entregue conforme fora anunciado pelo vendedor, que o serviço pelo qual pagou seja executado dentro do contrato, nada mais. O valor da indenização pífia e até ridícula é que faz com que tudo continue como está. Faz com que o povo tenha vergonha e até medo de procurar seus direitos.
    Quero ser presidente para tentar resgatar a confiança dos cidadãos e principalmente do advogado no poder judiciário, fazer com que a justiça seja devidamente aplicada.

    Quero ser presente, porque com devido respeito aos meus colegas que se lançaram não apresentaram nenhum argumento novo, seus discursos, são como piões de brinquedo que giram em torno de si mesmo, todos representam interesses de grupos que estão ou que estiveram no poder, essa é a verdade, ninguém apresentou nada de novo, apenas o eu sou de fulano e eu de sicrano, acompanhados de um punhado de bois e vaquinhas de presépio, do tipo “Maria vai com as outras”.
    As preocupações dos colegas, nas conversas entre os da panelinha, são os cargos/empregos, benesses, no mais tudo não passa de discurso vago, imitação de político.
    Quero ser presidente para denunciar os tais atos secretos, exigir transparência e lisura dos poderes, executivo, legislativo e judiciário, ser intransigente e presente para coibir as safadezas dos maus caráter que integram os três poderes, exigindo a aplicação das leis.
    Quero ser presidente para coibir e denunciar as práticas inconstitucionais, a prática imoral e ilegal que já se tornou regra nos parlamentos, onde um parlamentar descaradamente se licencia recendo seus salários normalmente e outro entra em seu lugar também recebendo salário e as benesses do cargo.

    Quero ser presidente para com coragem e intrepidez bradar em todos os veículos de comunicação uma campanha para acabar com os tribunais de contas dos estados, pois, todos sabem que não servem para coisa alguma, tem conselheiro que responde a mais de cem processos por improbidade, desvios de verba pública, etc... E ainda se diz paladino da moralidade para julgar contas alheias, dentre outras coisas... .

    Quero ser presidente para intervir em favor dos serventuários da justiças que atualmente tem uma sobrecarga de serviços, inclusive magistrados sérios, trabalhadores, que tem que dar conta de 3 até 4 varas.
    Para fiscalizar e denunciar as farras com o dinheiro público, para intervir junto ao CNJ, as arbitrariedades, o apadrinhamento e coisas do gênero, como os pagamentos de verbas para um grupinho, quando praticamente quase todos os servidores também têm direitos as diferenças salariais, cujo processo está engavetado na mesa de um ministro.
    Por essas e outras razões quero ser presidente da OABMT, para ter voz e projeção e tentar fazer valer os preceitos constitucionais para todos os cidadãos igualmente, especialmente para bem e dignamente representar com muito orgulho os advogados e advogadas.
    Naime Márcio Martins Moraes – advogado, formado pela UFMT em março de 1990, professor universitário a 11 anos, pós graduado em direito do trabalho pela UFMT, e pós graduando em Gestão Pública pela UNIC, Doutorando em ciências jurídicas e sociais na UMSA, Buenos Aires – Argentina, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família em Mato Grosso (IBDFAM).

  • Hiram de Tiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Uma pena que a oposição não se articulou no nome do Celestino. Em todo o caso, oposição sempre.

  • Eu já sabia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não somente eu: todo mundo já sabia.
    Nas eleições anteriores o grupo situacionista que não quer largar o poder criticava com palavras de baixo calão os advogados que hoje estão ao seu lado.
    Por respeito aos colegas não vamos nos rebaixar ao nível dos coronéis e da rainha para repetir tais agressões.
    Mas isso não iria durar muito tempo... como não durou.
    O candidato que não decola, que não é nem um pouco simpático, que não é de se misturar, cometeu um grande erro em sua campanha fabricada ao falar francamente o que pensa, e falou mal de quem não devia.
    Resultado: o grupo que era oposição, e que agora indicou seu candidato a vice, já sabe com quem estão... prestes a serem usados.
    Uma vez de um lado, não dá pra mudar. A experiência já nos demonstra isso... ninguém confia mais.
    Voltem para onde nunca deveriam ter saído, enquanto há tempo.

  • Evaldo Benedito Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O continuissmo nunca foi bom para nada, está na hora da OAB mudar, dar exemplo de verdadeira DEMOCRACIA para sociedade e outros Poderes; continuissmo é bom só para nossa saúde, se ela estiver bôa. by. by., até as eleições, votarei contra o continuissmo maléfico em tôdos os sentidos.

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