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Sexta-Feira, 05 de Dezembro de 2008, 13h:51 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

Artigo

E ai Blairo, cadê os botinudos?

   O governador Blairo Maggi foi eleito em 2002 com uma proposta de dar mais equilíbrio entre a turma do asfalto (capital) e a turma do chão (interior). E é no interior que a ausência do poder público é mais sentida pela população ou sua presença interfere mais diretamente na vida das pessoas.
 
   A falta de estradas e a deficiência nos serviços de educação e saúde, entre outros, foi a alavanca da vitória da chamada da turma da botina. Os "botinudos", que são a grande massa do interior mato-grossense, fazem o seu papel produzindo riquezas e colocando a sua parte do quinhão no cesto do Estado, através dos impostos.

    É do conhecimento de todos que a maior geração de renda está nos pólos de desenvolvimento do interior e é também do conhecimento de todos, como na recente reportagem do jornal a Folha de São Paulo, que é nos redutos dos "botinudos" que se encontram os melhores índices de desenvolvimento humano, crescimento em ritmo chinês e, consequentemente, melhor qualidade de vida.

     Tornou-se senso comum usar a suposição de que os cuiabanos ou os mato-grossenses pouco participam do governo. Aquela velha história de que uma mentira repetida muitas vezes se torna verdade parece representar bem a situação.  Esse argumento, mais uma falácia dos oportunistas, afirma que somente "a turma da botina" é prestigiada com cargos. Assim, volta e meia os cuiabanos e mato-grossenses se dizem magoados, se sentem relegados a um segundo plano pelo governador na escolha de sua equipe de governo. É o caso, portanto, de olharmos com mais cuidado quem de fato ocupa os cargos na administração estadual.

   O que podemos observar é que grande parte dos órgãos da administração direta e da indireta são comandados por cuiabanos ou mato-grossenses, se preferirem. Vejamos: o secretário de Indústria e Comércio, Pedro Nadaf, cuiabano; secretário de Turismo, Yuri Bastos Jorge, cuiabano; secretário de Planejamento, Yenês Magalhães, cuiabana; Secretário de Fazenda, Éder Morais, mato-grossense; secretário de Cultura, Paulo Pitaluga, cuiabano; auditor-Geral do Estado, José Botelho, cuiabano; procurador-Geral do Estado, João Virgilio, cuiabano; procurador-Geral de Justiça, Paulo Prado, cuiabano; o defensor-Público-Geral, Djalma Sabo Mendes, cuiabano; secretário de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro, mato-grossense; secretário de Educação, Ságuas de Morais, mato-grossense; secretário de Meio Ambiente, Luiz Daldegan, mato-grossense; chefe da Casa Militar, Cel. Orestes de Oliveira, cuiabano.
 
  Além do comando das principais autarquias, como o do DETRAN, Teodoro Lopes, mato-grossense; da EMPAER, Leôncio Pinheiro, cuiabano; do MT GÁS, Helny de Paula, mato-grossense; da AGER, Márcia Vandoni, cuiabana. Todas essas pessoas participam ativamente nesta administração. Assim, não podemos desconsiderar esta contribuição, pois o desempenho do secretariado de estado é o desempenho do próprio governo.
  
   Há hoje, portanto, há um desequilíbrio - como citei acima - entre a turma do asfalto e a turma do chão, pois as mais importantes secretarias são comandadas por cuiabanos e mato-grossenses, ainda que literalmente alguns não tenham nascido no estado de Mato Grosso.

   Tem-se dito que a "cuiabania" é um estado de espírito e não um registro de nascimento. Todos nós que optamos por viver aqui e aqui criar os nossos filhos nos sentimos tão ou mais mato-grossense que muitos que aqui nasceram, pois nessa terra derramamos suor e lágrimas e geramos emprego e riqueza. Ajudamos a colocar Mato Grosso no eixo do desenvolvimento e no cenário internacional da produção. Finalizo deixando esta pergunta: Blairo, cadê os "botinudos"?   

   Otaviano Pivetta é empresário, deputado estadual e presidente do diretório regional do PDT.

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Comentários (2)

  • coxipoense | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Piveta,
    sua análise além de mediocre, carece de um mínimo de criticidade.. Talvez, se você fosse mais sincero e desapaixonado no que escreveu, senão vejamos:A PGE, a PGJ, a AGE, a Casa Militar, cujos diretores são têm status de Secretários de Estado, na verdade são ápice de carreiras de servidores públicos, ou seja, com certeza, nestes casos o cuiabano vai prevalecer por se encontrar no exercício destas funções há mais de vinte anos. Nem por isso, podemos desconsiderar as manobras de articulação dos botinudos. A Casa Militar, já foi anunciado aos quatro cantos, que será assumida pelo carioca e sequer coronel, tenente coronel Maia... Assessor e braço direito de Maggi que formará a dobradinha com o paranaense e menino Major Novacki, ocupante da super secretaria Civil, mas que por sua influência (quase filial do Governador) lança seus tentáculos em quanto é secretaria, em especial na Sejusp. O Pedro Nadaf é secretário porque representa e muito bem representado o segundo e terceiro setor, preponderantemente existente em Cuiabá, cujo PIB ultrapassa em quase vinte vezes a cidade segunda colocada. Seria incoerente colocar alguém sem a experiência de puxar a sardinha para o grupo capitalista, tal qual possui o senhor Pedro Nadaf. O Secretário Paulo Pitaluga, segue-se no mesmo raciocínio, mas a cultura genuinamente mato-grossense é produzida na baixada cuiabana e nos redutos mais antigos, tais como Cáceres, Vila Bela, Barra do Garças, Rondonópolis, entre outros... Ou o senhor queria que viesse alguém do sul usando bombachas para ridicularizar nossas tradições, como fazem pras bandas de Sorriso e outros recantos colonizados peloe botinudos. Aí, seria demais. Yuri é um caso de acerto político, inexperiente, não consegue nem mencionar as potencialidades turisticas do nosso Estado, é um botinudo travestido de cuiabano, não conta. Djalma Sabo é resultado da estratégia de Maggi que pretende exercer poder inclusive sobre o STF, contemplando o primo do Ministro Gilmar Mendes ao cargo, mesmo perdendo a eleição no colégio de Defensores. Frise-se, não confundir os cuiabanos (incluindo-se nesta categoria, os cacerenses, poconeanos, livramentenses, chapadenses, etc) com os nascidos em Sinop, Sorriso, e outras cidades sulistas, que têm impregnado em seu inconsciente, a postura e o jeito de ser botinudo.
    Quando nós cuiabanos falamos de discriminação, não é só quanto aos postos de primeiro escalão, mas sim, também, quanto a forma de administrar de Maggi que oprime, sacaneia e marginaliza sim os Cuiabanos, favorecendo seu grupo de apadrinhados, basta ver os pacotes de leis a serem aprovadas em várias secretarias destinadas a favorecer seus afilhados.......
    Percebe-se que você, Piveta, não entende nada de Mato Grosso ou de política, você sabe mesmo é plantar soja... Apenas que por força do capital conquistou as rédeas de um partido que tem uma tradição em Leonel Brizola, cujos ideais não comungam em nada com o discurso feito por você... Garanto que se você conhecesse um pouco da ideologia do seu partido, não escreveria o que você escreveu.....

  • valmir molina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Deputado Pivetta,Cuiabá é responsável por mais de 30% da arrecadação do estado,e é aí que nós que moramos na capital choramos,qual é a contra partida do governo?Outra coisa,assim como em qualquer lugar ou meio,também existe cuiabano que não presta,o senhor mesmo está cercado de um bando deles..

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