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Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009, 08h:33 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

CONJECTURAS

Efeito 2º voto motiva Taques e Abicalil na corrida ao Senado

 Fernando Ordakowski


Pedro Taques e Carlos Abicalil apostam numa chance maior de vitória com abertura de 2 vagas ao Senado

  O fenômeno do segundo voto para o Senado se tornou o principal motivador das pré-candidaturas majoritárias do procurador da República Pedro Taques e do deputado federal Carlos Abicalil (PT). Em princípio, ambos estavam dispostos a buscar cadeira à Câmara Federal mas, como cada eleitor tem direito a votar em dois nomes para escolha de dois terços das vagas ao Senado, eles mudaram o foco porque entendem ter boa chance de eleição. Querem correr por fora da candidatura de Blairo Maggi (PR), que já desponta nas pesquisas de intenção de voto, como revelou o instituto Mark - confira aqui.

   Analistas de plantão observam que, apesar do governador ser hoje o mais cotado para o Senado, pode vir a se surpreendido nas urnas, como aconteceu com Dante de Oliveira em 2002. Naquela época, o então tucano havia deixado o Palácio Paiaguás, após sete anos e três meses no comando do Estado e, mesmo com aprovação popular acima dos 70%, perdeu na disputa ao Senado. O comentário na época era de que Dante já estava com a vaga garantida. O efeito do segundo voto acabou levando-o à derrota. Em meio a oito candidaturas, os principais grupos se afunilaram a três nomes. De um lado, o tucanato apostava em Dante. Petistas corriam por fora com a então deputada estadual Serys Marly, enquanto o bloco de Maggi fazia campanha pelo nome do senador Jonas Pinheiro (ex-PFL), que buscava a reeleição. Até mesmo as pesquisas apontam Dante como provável eleito.

   Na hora do voto, milhares de eleitores mais simpáticos à turma da botina (grupo de Maggi), registraram o primeiro voto para Jonas. Já o segundo foi contabilizado para Serys, como espécie de voto de protesto ao PSDB de Dante e do então candidato a governador Antero de Barros. Na outra ponta, ocorreu o mesmo efeito. Aliados de Dante votaram no próprio tucano e preferiram dar o segundo voto para Serys. Resultado: a petista levou a segunda vaga. Teve 135.741 votos a mais que Dante. No geral, Jonas se reelegeu como o mais votado: 612.965 votos, enquanto Serys obteve 575.539. Dante ficou com 439.798 votos, amargando a terceira colocação.  Blairo Maggi não admite mas, no fundo, sabe que corre risco de vir a ser surpreendido por candidaturas como de Taques e Abicalil. O primeiro, pelo visto, não abre mão do projeto político. Já em fevereiro se desvincula do Ministério Público Federal para intensificar a campanha ao Senado. Abicalil enfrenta uma disputa interna com Serys, que está disposto a ir para as prévias. As pesquisas mostram que, entre os dois petistas, o nome com maior densidade eleitoral hoje é do deputado federal. Embora não pontue com alto índice nas intenções de voto, Taques é tido como um "candidato leve". Seu nome não traz desgaste, tem perfil técnico e, pela atuação firme e contundente no MPF, principalmente contra personalidades políticas e empresariais denunciadas por corrupção e outros crimes em Mato Grosso, acabou ganhando notoriedade. Abicalil é ligado ao segmento da educação, faz trabalho forte nos bastidores e tem respaldo da cúpula nacional do PT.

   Paradigma

   Desde a década de 1980, governador que renuncia para disputar o Senado acaba derrotado, tanto no pleito com uma quanto com duas vagas. Maggi vai se juntar aos ex-governadores Garcia Neto, Carlos Bezerra e Dante na galeria de derrotados à senatória ou se tornar o primeiro chefe do Executivo estadual a chegar ao Congresso Nacional como aquele que, de fato, quebrou paradigma. Trata-se de uma operação de risco encarar eleição com duas cadeiras em jogo, como será em 2010. O eleitor vota em dois. A complexidade e insegurança se constata mais na hora do segundo voto. Não e à-toa que outros nomes ensaiam candidatura, como do procurador de Justiça Paulo Prado e dos deputados estaduais Otaviano Pivetta (PDT) e Percival Muniz (PPS). (Romilson Dourado)

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Comentários (11)

  • Ronaldo Bastos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Gostaria que o Governador não fosse candidato ao Senado pois deveria ficar de fora deste eleição e só voltaria daqui a 4 ano novamente ao governo. pois o mesmo tem um perfil administrativo e nao legislativo ok

  • edivan campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    estou esperando anciosamente aos canditatos do pt que nos apoiaram financeiramente em nossa campanha rumo a prefeitura de Nova Marilandia para que possamos retribuir com todo carinho o apoio que nos foi dado( nós perdemos a eleiçao) nao demorem, faremos campanha na regiao tbm e de gratis, venha logo, nao demorem.

  • Silvia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Um cadidato a Senador será eleito puxado pelos votos do Presidente e do Governador, que será: José Sera e Wilson Santos o outro será o Pedro Taques 2º opção muito boa.

  • Diogo Botelho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pedro Taques 2º opção?


    Deppois do Fiasco do Concurso Público, que na verdade revelou a autocracia dos botinudos, a população Mato Grossensse vai escolher Dr. Pedro Taques PARA 1º OPÇÃO!!

    É hora de Mato Grosso eleger um SENADOR que seja um ícone da MORALIDADE no Senado Federal e não apenas mais um representante do Agrobussines, como vem sendo os ultimos representantes.

    PEdro Taques tem o perfil e a CORAGEM para se tornar um Senador de peso, assim como Cristóvão Buarque, Jeferson Perez (in memorian), Pedro Simon e outros que honram o Senado Federal.

    Meu voto e de minha familía é de Pedro Taques, um homem de Coragem.

  • chacal | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • roberto guedes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • ODAIR FINOTTI | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    QUERO QUE O GOV.BLAIRO SEJA CANDIDATO AO SENADOR PARA QUE JUNTO COM FARID ELES SEJAM DESMORALIZADOS AQUI EM ARENÁPOLIS.SE ARREPENDIMENTO MATASSE NOÍS DE RAENAPOLIS JÁ TAVA TUDO MORTOS

  • Alessandro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pedro Taques seria uma otima opcao , em Goias elegeram em 2002 um promotor (Demostenes Torres) e esta sendo destaque de moral e trabalho no senado. OXIGENAR O CONGRESSO COM PESSOAS SERIA FARA UM BEM ENORME AO PAIS

  • MOSSUETO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nao é sindrome de ex-governador, mas sindrome de irresponsabilidade, o cidadao foi as ruas pedir mais 4 anos para governar o estado, e quando cumpre 3/4 do mandato a ele outorgado, o moço joga 1/4 pela janela, nas maos de um aventureiro e sai correndo em busca de um novo mandato, outorgamos a ele 4 anos de governo, agora se ele ja enjoou de brincar de executivo e agora quer eXperimentar o legislativo, que esperasse a hora certa, e não sair como um menino mimado em busca de 8 anos de poder, VAI DANÇAR SEM MUSICA, PARA APRENDER A RESPEITAR O VOTO DOS QUE ACAREDITARAM NELE. E quem quiser concorrer, o ex- com certeza esta FORA DO PAREO.

  • markus | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    dr. pedro taques pelo que eu escuto o senhor pode se candidatar pois a vaga e do senhor a outra disputaram os restos..........

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