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Terça-Feira, 17 de Junho de 2008, 07h:56 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

CUIABÁ

Eleição de vereador exige gastos de R$ 500 mil

 Candidato a vereador por Cuiabá pela primeira vez, ainda sem noção do seu reduto eleitoral, precisa desembolsar entre R$ 300 mil a R$ 500 mil para ter chance de eleição. É o que diz o consultor político e assessor parlamentar Valdecir Pinho Calazans, da Visão, Assessoria, Planejamento & Marketing. Segundo ele, a Capital terá neste ano aproximadamente 400 candidatos na corrida pelas 19 vagas de vereador. Em 2004 foram 360. O coeficiente eleitoral deve ficar em torno de 15 mil votos. O curioso é que, com subsídio de R$ 7,5 mil mensais, ao longo dos 4 anos de mandato, um vereador terá ganho R$ 360 mil, muito acima do montante investido na campanha eleitoral.

  Na avaliação de Calazans, o "novato" na briga por cadeira de parlamentar precisa buscar atingir todos os bairros e segmentos. Considera balela a tese de que uma ou duas áreas são capazes de eleger vereador porque dentro desses segmentos há divergências e "pulverização" de votos. O consultor político cita o exemplo da sindicalista Helena Bortolo, presidente da subsede do Sintep de Cuiabá. Em 2004, ela concorreu à vereadora como espécie de representante dos profissionais da Educação. Apostou todas as fichas no segmento e acabou se frustrando. Não conseguiu se eleger.

  Valdecir Calazans considera que o vereador que busca a reeleição leva vantagem, principalmente por já ter noção da base eleitoral e alguns podem reconquistar mandato com um orçamento de até R$ 300 mil. Destaca que Luiz Poção (PP), por exemplo, trabalha a região do bairro Poção e sabe que, para reconquistar o mandato, precisará agregar votos em outros bairros. "Assim, ele terá condições de melhorar o eleitorado a partir de um bairro ou região onde sabe que é mais forte eleitoralmente".

  Considera que vai "ser uma campanha de dinheiro curto". "O empresário, quando vai investir em algum candidato, já pensa o que este, com mandato, poderá fazer de modo a trazer-lhe algum benefício. E o empresariado de um modo geral está depecionado com a política. São poucos os que vão investir em candidaturas". Na análise de Calazans, ganha eleição quem conseguir agregar propostas viáveis, mais aliados com credibilidade, estrutura financeira e logística.

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Comentários (11)

  • Osmar da Silva Monteiro Junior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com todo o respeito, as pessoas que aqui colocaram seus comentários, insta salientar que, afirmar que o Senhor Calazans, tem se tornado um consultor com zero de acertos, é brincar com a inteligência alheia. Seria interessante, se o autor de tal comentário, verificasse os artigos anteriores do entrevistado e verá que o indice de acerto do mesmo nas eleições para Vereador em Cuiabá no ano de 2004, é de 89% (número de veradores por partido e coeficiente) e nas eleições para Deputados em 2006 acertou 96% (coeficiente, nome dos Deputados Federais e Estaduais, onde errou apenas 3, e deputados eleitos por partido). È uma pena que tenhamos poucos Senhores Calazans, em todos os extratos e profissões de nossa sociedade, pois se assim fosse teríamos, com certeza uma sociedade mais competente, justa e honesta.

  • Nico | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Só para complementar a linha de reciocinio do nobre amigo e colega Calazans, a briga vai ser feia para conseguir uma vaga, além da disputa de votos o candidato terá ainda que brigar com os atuais Vereadores, pois temos ai neguinhos que esta com a mala preta até florida de DIMDIM, agora basta uma colaboração do MP juntamente com a comissão de fiscalização das eleições ficarem de olho nessas pessoas porque se não, não terá nem graça disputar uma eleição com pessoas com a maquina na mão. E a população precisa urgente de renovação! Vamos lá população! De olho no tostão! Não somos mercadoria e nem caminhão para carregar o poliico de mala na mão!

  • Ivan Deluqui | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Acho que esse cara só discute politica com dinheiro na frente dele, eu já vi muitos candidatos se elegerem com recursos minimos, seria ipoclesia minha falar que não tem dinheiro em campanha, mas o que esse cidadão coloca e um absurdo.

    Ate parece que ele esta incentivando os eleitores a pedirem dinheiro (boca de urna) em troca do seu valorosso voto, me desculpa mas vai procurar o que fazer camarada ao invés de ficar plantando factoides e escrevendo baboseiras.

  • ROSE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    KKKKKKKKKKKKKKKK..........
    TAI O PAI DO PRÉ CANDIDATO A ELEIÇÃO DA REPORTAGEM DE ONTEM!!!
    É UMA PALHAÇADA MESMO, ISSO É REPORTANGEM DE PROPAGANDA EXTEMPORANEA. A VERDADE TARDA, MAS NÃO FALHA.
    KKKKKKKKK........
    ESSA FOI BOA D+++++++++

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O IVAN DELUCI, acredita em PAPAI NOEL, em que pais você vive?

  • Rosa Maria do Coxipo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E aí, onde foi parar o meu comentário? O gato comeu?
    Não proferi palavras de ofensas a ninguém apenas fiz uma pergunta.
    Aguardo posicionamento do diretor do site

  • José Antonio de Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Calazans é isso mesmo, não adianta cidadão nenhum se candidatar a vereador sem estrutura nenhuma, pois desta maneira só vai colaborar com seus parcos votos para eleger o mais votado da sigla ou coligação, se está conseguir votos suficientes para o coeficiente eleitoral.
    De outra forma só com muita militância e dos abnegados militantes partidários, como fez Gilney, Pignatti, Verinha e Enelinda. Aliás, cumpre perguntar, em Cuiabá, qual o partido que tem militância sem ser o PT de antigamente. O de agora nem sei. Para chegar ao eleitor tem que ter excelente estrutura sim, por que senão dança mesmo! E estrutura custa dinheiro, ou alguém trabalha de graça.

  • CláudioTamoio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pela matéria dele que li em 2006, na Gazeta, sobre eleições, acredito que o filho do consultor está muito bem assessorado. Não vejo nada de propaganda extemporânea. Classifico o pai desse rapaz como um grande cientista político. Parabéns ao RDNEWS por tão boa matéria.

  • ricardo_toledo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Este senhor Calazans tem, a cada eleição, se tornado um consultor com zero de acertos. Nem nas projeções ele acerta. Sai fora......

  • Joao Paulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Todods os dias entro neste blog para informações sobre política. Vejo como as pessoas são mau informadas. Dizer que esse senhor nunca acertou é não saber o que diz. Procure os artigos que escreveu e atualize-se para poder opinar corretamente.

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