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Quinta-Feira, 09 de Julho de 2009, 07h:57 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

EXECUTIVO

Em fim de gestão, Maggi afrouxa rédeas; gestão se complica

  Fernando Ordakowski
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   A 15 meses de concluir o mandato, o governador Blairo Maggi (PR) começa a perder as rédeas do controle administrativo do Estado. Já vive a síndrome de final de gestão, assim como aconteceu com os governos Carlos Bezerra, Jayme Campos e Dante de Oliveira que, já em 2001, a poucos meses de deixar o Palácio Paiaguás, não se importava tanto com ações do secretariado. Alguns acabaram por promover desmando. Trata-se de um alerta. A luz amarela já começou a piscar.

   Maggi vem conduzindo um governo bem avaliado até agora pela população, conforme mostram as pesquisas. O problema é que, na reta final, principalmente no segundo mandato, gestores acabam perdendo o controle da máquina, numa junção de cansaço, de comodismo e até diante da falta de expectativa de poder. Denúncias de irregularidades até então inumes à turma da botina começam a "pipocar" em algumas pastas. Na Administração, por exemplo, o secretário Geraldo de Vitto, devido a uma "guerra" de interesses, tem passado por uma série de questionamentos públicos por causa de licitações, principalmente com vistas à contratação de empresas para fornecimento de combustíveis à frota do Estado e também na prestação de serviços ao MT Saúde.

   A pasta do Meio Ambiente, sob Luís Daldegan, sobrevive em meio a acusações de esquemas envolvendo servidores nos processos de licenciamento. As secretarias de Infraestrutura, de Educação e de Saúde passaram a ser questionadas sobre obras que estão paralisadas. Para cada reclamação, o governo e seus secretários apresentam contraponto. À medida que a gestão se aproxima do final do mandato, mais as "bombas" começam a "estourar", principalmente se o chefe do Executivo não retomar o controle da situação. Está sob Maggi um orçamento anual de R$ 7,7 bilhões numa estrutura pesada de 24 secretarias, além de órgãos, empresas e autarquias vinculados a uma máquina estatal que conta com quase 100 mil servidores.

    Acionista do Grupo André Maggi, maior empresa do país no ramo do agronegócio, primeira do mundo na produção de soja e com faturamento anual de US$ 2 bilhões, Blairo Maggi entrou na vida pública empurrado pela fama de empresário de sucesso. Primeiro foi suplente de senador e atuou no Congressso Nacional por quatro meses em 1999, quando do licenciamento do titular Jonas Pinheiro (já falecido). Depois conquistou cadeira de governador no primeiro turno e garantiu novo mandato nas urnas de 2006 também no primeiro turno. As duas vitórias do seu grupo ajudaram a "aniquilar" o PSDB, que conduziu o Estado por 8 anos. Agora, enquanto Maggi tenta ganhar forças na reta final da administração, o tucanato prepara o prefeito cuiabano Wilson Santos, na esperança de retomar o poder.

(Às 10h) - Governo tem controle da situação e não admite desmando, reage Valmórbida

  O secretário-adjunto de Propaganda e Marketing, publicitário Júlio Valmórbida, assegura que o governo Blairo Maggi "mantém controle" da máquina do Estado e vem cobrando atuação da equipe até com maior contundência do que antes. "O governador deixa claro que não permite que qualquer interesse pessoal venha sobrepor ao coletivo, do povo de MT". Valmórbida citou exemplo da ação do Palácio Paiaguás sobre o relatório apresentado pelo TCE, com apontamento de mais de 100 obras do Estado paralisadas. De imediato, o governador cobrou explicação do secretário de Infraestrutura Vilceu Marchetti. Descobriu-se depois que se tratam apenas de 17 projetos interrompidos em sua execução por alguma razão. "Em momento algum se viu aqui no governo qualquer sinal de afrouxamento, pelo contrário, o que se nota é que o governador tem cada vez mais o controle da administração. Ele costuma dizer que a máquina não pára, pois tem vida própria e se autoprotege".

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Comentários (19)

  • Carlos Batista | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou funcionário comissionado federal e nunca fiz concurso e nem pretendo fazer. Quando deixar meu cargo, voltarei para a iniciativa privada. Isto não significa que não sou competente. Será que o único jeito de provar competência é passando em concurso. Se for assim, todos juízes e promotores são bons. Discordo desta idiotice. Trabalho na área de informática e tenho sob minha chefia vários funcionários concursados péssimos.

  • ernesto pereira barreto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    os esquemas na sema são escandalosos. o daldegan, querendo dar uma de experto nomeia algumas pessoas como testas de ferro para fazer negócios no órgão ambiental, como é o caso de um certo assessor, barrigudo, bigodudo, careca e falastrão, que vive nos setores de licenciamento para pressionar liberar licenças ambientais por determinação do seu chefe. tem técnico que não está aguentando mais tanta pressão desse cidadão, que até grita para afirmar sua versão sobre a situação ambiental das empresas que defende. o pior que o cara não entende nada de meio ambiente. e assim caminha o meio ambiente no estado de mato grosso...

  • paulino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o governo maggi foi bom talvez poderia ser melhor mais se não fosse esse escadalo de seu governo de alto escalão que quer escandalizar á população como o povo pode confiar em seu governo.ele falou que trocaria seu comando geral em dois em dois anos tantos erros e continua a mesma coisa só aumento de violencia.ele tem muitas segurança o povo que se dane.

  • adelson kaduch | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    huhuhuhhuhuh!!!!a maldição de DANTE ESTA SE CONCRETIZANDO....

  • adelson kaduch | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pois é né, Zé a si fosse o Mané!! a si fosse....

  • Everton Mesquita | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Blairo não afrouxou não, isso é o efeito Novack!
    Em terra de cego quem tem um olho é REI!
    Valeu primeiro genro!

  • Geraldo Mesquita Maciel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Cirlena Candia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    TRISTE VERDADE......!!!!

  • DUILIO PRATES SOUZA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Analizando com mais frieza, percebe-se que a corda mesmo, nunca esteve totalmente esticada e nas mãos do governador. Até um oportunista como o Cidinho, ex AMM e do Yury que chegou ao pantanal de avião e não viu as melhorias feitas nesta gestão na rodovia transpantaneira, principal via de acesso terrestre ao maior paraíso alagado do planeta. Tá na hora de apagar as velinhas da administração do mega empresário Maggi que surpreendeu a todos pela desenvoltura que teve na vida pública...só que é o ome que é responsável pelos secretários...oio neles!

  • geraldo santos guedes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

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