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Domingo, 22 de Junho de 2008, 09h:04 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

JUDICIÁRIO

Em grupos, magistrados partem para acusações

 A troca de acusações mútuas entre alguns juízes e desembargadores já começa a corroer a estrutura de Poder do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. No ambiente onde poderia haver harmonia, transparência, serenidade e equilíbrio na missão de resolver os conflitos que surgem na sociedade, hoje é marcado pela tensão, ameaças e jogadas conspiratórios.

  Com 30 desembargadores, a cúpula do Judiciário estadual passou a se dividir em grupos. De um lado, aparece o presidente e o corregedor-geral de Justiça, desembargadores Paulo Lessa e Orlando Perri, respectivamente. De outro, o grupo de magistrados liderados pelo ex-presidente, desembargador José Ferreira Leite, e pelo presidente da Associação Mato-Grossense dos Magistrados (Amam-MT), Antônio Horário da Silva Neto. Com estes dois últimos se juntaram os juizes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes e Marcos Aurélio dos Reis, filho de Ferreira Leite.

  A briga começou quando, entre tantas outras situações de confrontos, o grupo de Lessa torna público a decisão de suspender um acordo de 2003, selado entre o governo do Estado e o então presidente do TJ, Ferreira Leite, prevendo uma participação de 20% para o Judiciário sobre "o valor total das execuções efetivamente convertidas em receita aos cofres públicos. Assim, de cada R$ 100 que o governo de MT arrecadou nos últimos 2 anos em ações judiciais para a cobrança de tributos, R$ 20 foram para os cofres da própria Justiça.

  Na bronca, Ferreira e os 4 juízes revidaram. Acusaram Perri de falsificar documento para aumentar a idade em um ano (de 24 para 25 anos) e, assim, ganhar legitimidade para fazer concurso público para juiz. "Detonaram" também Lessa por supostos atos de improbidade.

  O corregedor Perri denuncia Ferreira e os 4 juízes por supostos atos de improbidade, a partir do resultado de uma auditoria. Eles teriam recebido vantagens salariais irregulares e usaram o recurso público para socorrer a loja maçônica Grande Oriente do Estado, da qual Ferreira Leite era o grão-mestre e presidia o TJ à época. Em um novo capítulo na novela "A Guerra no Tribunal", Ferreira Leite e os 4 juízes denunciam que a tal auditoria feita pela Mesa Diretora sob Lessa e Perri partiu de uma empresa fantasma, que recebeu R$ 335 mil.

   Lessa e Perri reagem e disponibilizam documentos que apontam envolvimento em fraudes de 4 servidores, um deles ligado a Marcelo de Barros, um dos 4 juízes denunciados. Em novo confronto, o grupo de Ferreira Leite torna público pagamentos de extras (direitos adquiridos) supostamente de forma privilegiada a servidores e magistrados com ligação com a atual Mesa Diretora. E, assim, caminha o TJ, protagonista de uma novela que está longe de acabar. (Alline Marques e Romilson Dourado)

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Comentários (14)

  • Zenildo de Campos Bruno | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Leitores amigos, estou sinceramente adorando essa lavação de roupa do judiciário de MT pode ter certeza que ainda vai sobrar pra muita gente e o efeito vai ser igual aquele do dominó um derruba o outro. E ai que a democracia entra na história. É um bom momento para o povo através do legislativo, institucionalizar a democracia plena naquele órgão Desembargadores serem escolhido através do voto direto a partir de um assento de juiz, esse assunto devemos começar a debater imediatamente. Onde esta a Ordem dos Advogados de MT, CUT, SINTEP. E a imprensa através de suas entidades representativas não si manifesta por que. E VIVA A LAVAÇÃO DAS TOGAS SUJA. Um grande abraço amigos leitores

  • PEDRO PAULO BARROS LIMA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É MELANCOLICO E TRISTE PARA A SOCIEDADE MATOGROSSENSE SER EXPECTADOR DE UM MOMENTO TÃO DECEPCIONANTE COMO ESTAMOS VIVENDO, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MATO GROSSO,JÁ FOI MOTIVO DE ORGULHO PARA NÓS DA TERRA,PELOS SEUS MEMBROS E PELA SERIEDADE COM QUE GERIAM O BEM PUBLICO.

    HOJE TEMOS VERGONHA DOS SEUS DESEMBARGADORES,QUE DEVERIAM SER SUMARIAMNETE AFASTADOS PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA,POIS ELES NÃO DISPÕE DE MINIMAS CONSIDIÇOES MORAIS E ETICAS PARA JULGAR UMA BRIGA DE GALO.

  • José Antonio de Souza Lima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não é novidade eles se estranharem entre sí e trocarem acusações. Esqueceram do caso Amaral? Tomara que não tenha este cso o mesmo fim que teve o juiz Amaral.

  • jose medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Meu Deus, será que estes caras estão cegos?
    porque esta sangria em praça pública.
    deviam admitir algumas coisas:
    1- ali não é uma casa de anjos
    2- nao é repleta nem só de santos nem só de pecadores
    3- que ganhando ou perdendo seja lá qual for o grupo todos saem perdendo e muito mais a socieadade que fica sem acreditar numa das principais pilastras que sustentam a socieadade.
    Deiante disto deviam:
    1- pararem de colocar combustivel neste fogo.
    2- arrumarem um interlocutor neutro para que seja restaurado o diálogo e apartir dai, tentarem sairem do embróglio em se meteram e em que meteram a socieade.

    resumindo é o seguinte: PAREM DE LAVAR ROUPA SUJA NA RUA, pois isto que voces estão denunciando a gente já suspeitava que acontecia e se nao tomamos uma posição como sociedade é porque somos um povinho que merece desde os políticos aos juízes que temos.

    esta semana um amigo meu de Varzea grande disse o seguinte, O Lessa devia fazer que nem julinho, que estava no tribunal de contas viu coisa errada nao gostou, pediu demissao e veio pra cá salvar Varzea Grande!!! SIMPLES ASSIM... fica a sugestão. (ESSA FOI A DO ANO)

  • pedro celestino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esta passando da hora de um ou mais desembargadores se reunirem e intervirem nessa briga dos grupos. essa briga não é bom para ninguem, é preciso ter serenidade.o judiciario tem que ser maior que isso, e com certeza é. os dois grupos são pessoas e homens de bens. paremmmm.

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o TJ sempre foi um balaio de gatos, mas so agora o pvao ficou sabendo.

  • João Bobo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    VERGONHOSO MESMO PARA O ESTADO DO MATO GROSSO, PRIMEIRO ALGUNS POLÍTICOS, DIGA-SE DE PASSAGEM, QUASE TODOS ENVOLVIDOS EM ESCÂNDALOS, AGORA O JUDICIÁRIO, SÓ FALTA MESMO O EXECUTIVO PARA HAVER UMA INTERVENÇÃO FEDERAL NUM ESTADO TÃO PROMISSOR COMO É O MATO GROSSO.

  • carmen | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Será mesmo que esses acusadores não sabiam disso á anos?(Estou me referindo a alteração de registro de nascimento do Sr. Perri!)Eu pergunto, o que há realmente por trás dessa imundicie lançada na rua?
    Conclusão:quando vimos alguns atos totalmente infundados na nossa sociedade,logo nos sentimos os verdadeiros palhaços atuando na arena,enquanto esse bando de irresponsaveis nos aplaudem.....hahahahahahahahahhahahaha.
    ESSA E A NOSSA JUSTIÇA!!!!!!!!!!!! FALEI JUSTIÇA?????

  • Júlio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quanto a administração José Jurandir de LIma e Paulo Lessa já gastaram tentando consertar o problema estrutural do telhado e a impermebialização do Fórum da Capital que tem 3 anos, feitos na administração José Ferreira Leite?
    O problema foi consertado?
    Porque isso até agora não foi divulgado pelo Presidente do TJMT atual ?
    Quem quiser comprovar, vá em dia de chuva forte ao Fórum da Capital. Notarão a água que escorre pelo teto do Fórum todo, os plásticos pretos cobrindo os processos nas escrivanias e os buracos nos tetos dos gabinetes feitos por brocas de furadeiras para a água escorrer!
    O Conselho Nacional de Justiça sabe disso?

  • reginaldo santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    realmente é vergonhoso esses fatos estarem na rua. deviam fazer uma reuniao para lavar a roupa suja

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