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Quinta-Feira, 13 de Janeiro de 2011, 08h:40 | Atualizado: 13/01/2011, 10h:07

RUMO A 2012

Em processo de reestruturação, tucanos vivenciam paradigma

   Depois de amargar a derrota nos principais cargos que disputou em 2010, o PSDB aguarda as eleições dos diretórios municipais e regional para dar início a um processo de reestruturação. Entre as lideranças, ninguém nega a necessidade de novos nomes no quadro para dar mais ânimo à sigla, passando por aí o debate que já envolve os principais partidos de Mato Grosso, a disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2012.

   O partido comandou a Capital nos últimos seis anos, até que o ex-prefeito Wilson Santos resolveu quebrar sua promessa de campanha e deixou o cargo nas mãos de seu vice Chico Galindo (PTB) para disputar o Paiaguás, perdendo para o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB). Enfraquecido no cenário político, com apenas a reeleição do deputado estadual, Guilherme Maluf, o Palácio Alencastro é o único lugar onde o tucanato ainda se mantém em alta, com o comando de cinco secretarias.

   A situação é paradigmática. Ao mesmo tempo que conquista destaque com tucanos comandando pastas decisivas frente às obras de estruturação da cidade para receber os jogos da Copa de 2014, também se amarra ao compromisso firmado com uma possível reeleição de Galindo. Tal comprometimento, inclusive, foi lembrado pelo secretário-geral do PSDB, Aparecido Alves, o Cido.

  A declaração gerou polêmica, já que a cúpula ainda não se reuniu para discutir o assunto. “Não temos como falar se vamos ter candidato ou se vamos apoiar o prefeito. Nem ele sabe se vai ter condições de disputar uma reeleição”, ponderou o secretário municipal de Infraestrutura, Paulo Borges (PSDB). Ele, que deixou a Câmara da Capital, no final de outubro do ano passado para assumir a pasta, reconhece que o partido conta com um espaço que chamou de “razoável” na administração de Galindo.

   Borges ressalta que sua indicação para a Seminfe não foi política, lembrando que seu nome foi proposto pelos vereadores e que os demais secretários tucanos estão no cargo por competência. Além dele, o vereador Edivá Alves comanda a pasta de Trânsito e Transportes (SMTU); Julieta Domingues foi nomeada por Galindo para assumir a Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Smasdh); já Permínio Pinto e Guilherme Muller permanceram à frente da Educaçao e Finanças, respectivamente.

   Câmara

   No Legislativo, os tucanos têm 4 vereadores: Antônio Fernandes, Lueci Ramos, Roosivelt Coelho e Tiago Nunes, sendo que os dois últimos assumiram as vagas de Borges e Edivá. Apesar de ainda ser uma sigla com representatividade na Capital, os tucanos vão ter que quebrar a cabeça para definir a reestruturação do partido, que começa com a escolha do novo presidente do diretório regional do partido.

   A eleição está prevista abril, já que a escolha dos dirigentes municipais será em março. A disputa ainda está tímida. Atualmente, o partido é comandado pela deputada federal Thelma de Oliveira, que não conseguiu se reeleger e deixará a Câmara no final deste mês. Para sua sucessão, estão cotados os nomes de Maluf, do ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão, que chegou a ser declarado deputado federal eleito, mas perdeu a vaga na recontagem dos votos de Pedro Henry (PP), e do ex-secretário municipal de Saúde, Luiz Soares.

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