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Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2009, 08h:23 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

Caso Lutero

Empresário alega que foi induzido por delegada fazendária

   Testemunha da comissão processante da Câmara de Cuiabá que investiga supostos desvios de recursos na gestão do vereador Lutero Ponce (PMDB), o empresário Marco Antônio Pinheiro, dono da Locamais, alega que foi induzido pelos delegados fazendários a declarar que recebeu recursos por serviços não prestados à Câmara. Em troca, ele teria direito à delação premiada. “Ela pediu para eu confirmar a versão da Delegacia Fazendária. Eu perguntei: a senhora quer que eu minta, pois eu tenho como provar que prestei o serviço”.

   O empresário também nega a versão contada por ele na Delegacia Fazendária de que teria dito a Lutero, no momento da contratação da empresa, que não alugava veículos para campanha eleitoral sob o argumento de que os carros ficam em péssimo estado de conservação. “Não tenho conhecimento disso”, respondeu Marcos, ao ser indagado pelo presidente da comissão processante, vereador Francisco Vuolo (PR).

   Embora admita que conhece Lutero há 30 anos, o empresário garante que não tem interesse ajudá-lo com a nova versão apresentada. Ele conta que começou a prestar os serviços para a Câmara na gestão do peemedebista. “Entre julho e agosto de 2007 com a locação de cinco veículos”. Embora tenha assinado contrato por 10 meses, o acordo teve que ser rescindido, pois o Legislativo passou a ter dificuldades financeiras. “Dos R$ 78 mil previstos no contrato, só recebi R$ 22 mil referentes aos dois meses de locação”. Ele nega que tenha ficdo com apenas 20% do valor liberado para o pagamento pelos serviços.

   Depoimentos

   Além de Marco Antônio, presta depoimento nesta quinta o empresário Hudson Campos. Os membros da comissão processante, vereadores Francisco Vuolo, Lueci Ramos (PSDB) e Lúdio Cabral (PT), não conseguiram localizar o empresário Waldir Dias de Moura para notificá-lo. Nesta quarta (21), foram ouvidos os servidores Nivaldo Corrêa Duarte e Rubens Antunes Belém e o ex-presidente da Comissão de Licitação, Ulysses Reiners Carvalho - saiba mais aqui.

   Nesta sexta (23), depõem as testemunhas de delesa de Lutero. São elas: o ex-diretor financeiro, Enrique Camargo, o ex-secretário-geral Hiran Monteiro e outros três empresários, Gustavo Salgueiro, Sirlene dos Santos e Auge Cardoso. (Lisânia Ghisi e Andréa Haddad)


Marco Antônio Freitas Pinheiro, testemunha de acusação, diz que confessou crime por indução da delegada 
Foto: Josinei Moreira

(14h29) - Empresário reclama que não rcebeu cópia de depoimento na delegacia

   O empresário Marco Antônio Freitas Pinheiro reclama do tratamento dos delegados fazendários. Após o depoimento na delegacia, ele teria solicitado verbalmente uma cópia das declarações, o que foi negado. “Depois de lido, os delegados fecharam o notebook e disseram que ali não tinha depoimento para ninguém. Depois liguei para o meu irmão, que é advogado, e ele disse que eu só pegaria estas cópias se batesse nos delegados porque não tinha como pegar de outra forma”.

(16h40) - Comprovante de pagamento é entregue para delegados durante depoimento

   Marco Antônio relata que tirou extrato bancário após receber pagamento de R$ 22 mil da Câmara de Cuiabá referente aos veículos alugados por dois meses. No entanto, o comprovante foi entregue aos delegados fazendário no dia do depoimento. “A única coisa que tenho é um papel da delegacia dizendo que o extrato está com eles”.

(16h48)"O que consta no depoimento diverge da verdade", afirma Marco Antônio

   O empresário Marco Antônio revela que o depoimento prestado para os delegados fazendários diverge da realidade. Segundo ele, houve confusão nos termos empregados pelo escrivão da Delegacia Fazendária. “Houve confusão nos termos aos passar para o papel. O que consta no depoimento diverge da verdade”. Marco Antônio reafirmou que os delegados também alteraram o depoimento. “Eles faziam pré-julgamentos. Mas eu lá para defender minha firma e não para julgar ninguém”. Segundo ele, própria delegada relatou que também fizera a proposta da deleção premiada a outros empresários.

(16h55)Empresário diz que delegada condicionou concessão de delação premiada

   O empresário Marco Antônio revela que a delegada fazendária disse que só lhe daria a delação premiada caso ele admitisse que devolveu parte dos recursos para a "mala preta" do Hiram. “A delegada nos induzia a dizer que os recursos eram devolvidos para a mala preta do Hiram (ex-secretário-geral)”. Conforme o inquérito da Delegacia Fazendária, 80% da verba era repassada aos gestores da Câmara, enquanto os empresários integrantes do “esquema” ficavam com 20%.

(17h04) - Minha empresa não é fantama, diz Marco Antônio; começa 2º depoimento

   Segundo Marco Antônio, a empresa dele não é “fantasma” e seus funcionários também não têm ligação alguma com servidores da Câmara de Cuiabá. “As informações publicadas pela imprensa são falsas”. Ele disse que não foi pressionado a depor na Delegacia Fazendária. Neste instante, o empresário Hudson Campos começa a depor aos membros da comissão. 

(17h15)Empresário é irmão de ex-deputado e ex-secretário de Wilson Santos

   Dono da Locamais, Marco Antônio é irmão do ex-deputado estadual e ex-secretário de Trânsito e Transportes Urbanos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. O empresário é funcionário licenciado da Assembleia Legislativa. Atualmente, Emanuel Pinheiro é secretário-geral da executiva regional do PR.

(18h08)Testemunha confirma fraudes na administração de Lutero Ponce

   Proprietário da empresa de informática Servcom, o empresário Hudson Benedito também confirma o esquema de fraudes na Câmara de Cuiabá durante a administração Lutero Ponce (2007/08). Ele revela que devolveu R$ 60 mil ao ex-assessor jurídico Hélio Hudson de Oliveira Ramos. O montante foi liberado pela Câmara para pagar por serviços prestados na área de informática.

   Como as licitações seriam direcionadas para beneficiar empresas ligadas ao grupo, os empresários tinham que devolver 80%, segundo a Delegacia Fazendária. Hudson Benedito também afirma que entregou os R$ 60 mil ao contador e advogado Marcos David de Andrade, de Athus Assessoria. O empresário garante que só participou de um procedimento licitatório instaurado pela Câmara, que teria ocorrido entre janeiro e fevereiro de 2007. “Depois disso, nunca mais fui convidado”.

(18h22) - Hélio Benedito detalha entrega de dinheiro a assessores da Câmara

   Hudson Benedito de Campos relata que combinou com o ex-assessor jurídico de Lutero, Hélio Hudson de Oliveira, de se encontrar na agência do Banco do Brasil da avenida do CPA, nas proximidades do Palácio Paiaguás. Neste dia, ele teria conhecido Marcos David de Andrade. Enquanto Hudson e Marcos David foram até a tesouraria sacar os R$ 60 mil, Hélio permaneceu nas dependências da agência.

   No inquérito da Delegacia Fazendária, Hélio Hudson figura como responsável por articular empresas que participavam de licitações. Marcos David é apontado como contador responsável por abrir as empresas de "fachada" das quais Hélio necessitava. Por meio da empresa Athus Assessoria, Marcos teria sido contratado pela Casa como analista contábil, mediante dispensa de procedimento de licitação.

(18h45) - Empresário diz que também prestou serviços à Câmara antes de 2007

   Hélio Benedito admite que já participou e venceu processos de licitação em gestões da Câmara de Cuiabá anteriores a de Lutero. Também já forneceu serviços a outros órgãos públicos. Indagado sobre a ausência de seu nome na razão social da Servcom, Hélio Benedito revela que possui dívidas com o fisco estadual e, por isso, não pôde figurar como proprietário.

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Comentários (10)

  • antonio carlos gouveia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    30 anos de amizade, voce acha que vai detonar o amigo que o ajudou todo esse tempo com benesseis? acha que Luluzinho não repassou nada para mudar versão? Entendo que o Luluzinho estah meio na quebradeira, porque bateu duro em algo pesado la atras, mas ainda sobrou alguns quirerinha pro gasto.
    Esse empresario estah mentindo, cara de pau. Voce deveria ter dito isso na hora la Delegacia Fazendaria. Quem não deve não teme, tem que sustentar o que fala; agora fica dando entender que houve algo mais para mudar depoimento. Fala sério.

  • jl | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que dó desse sujeito, tão inocente, agora se brincar ainda vai sobrar p/ essa Delegada,

    por que gente grande tem 1001 argumento e dim, dim...

  • DR.HUMBERTO AZEVEDO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • jose mendes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não tem jeito mesmo, quando não é o politico é algum parente próximo, nesse caso ai do MANUEL PINHEIRO, não poderia ser diferente, tá muito dificil de achar algum politico honesto em mato grosso mesmo, até quando o MP vai aturar isso, bem que na Justiça qualquer um pode até concorrer a desembargador, como é o caso da Advogada que tem um processo e pode se increver pra concorrer... Este é nosso BRASIL, mas precisamente MATO GROSSO....

  • joao paulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tremendo cara de Pau, mentirossooo , a delegada vai processar e colocar ele preso, Lutero mais ainda cara de pau, tem que ser cassado sim, o povo esta em cima disso e vai querer justiça.

  • José Lima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Manoel da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • jotinha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Trata-se de criancinha, dizer que foi induzido pela delegada, o coitado.
    Isto significa mudança de depoimento.
    A justiça não vai nisto não meu caro.
    Preparem o lombo.

  • José Marcio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa Camara não tem jeito não, se der mais uma penera nesses depoimento vai pega muito peixe graudo gente que hoje esta lá no PR do governo como Emanoel Pinheiro que tesoureiro outra hora é secretario do PR.

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse Marco Antonioé o cara............de pau

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