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Sábado, 29 de Agosto de 2009, 11h:23 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

CULTURA

Estado não sabe investir em projetos culturais, diz Capilé

   O coordenador do Espaço Cubo, projeto de democratização da cultura, Pablo Capilé, acredita que a Lei Estadual de Incentivo à Cultura não tem acompanhado as evoluções culturais. "É um sistema de investimento engessado, burro e ineficiente". Segundo ele, os modelos de financiamento de projetos culturais em Mato Grosso são custeados apenas pela verba disponibilizada pela secretaria estadual de Cultura, que libera 50% dos R$ 12 milhões anuais para realização dos projetos.

   Pablo observa que a maior dificuldade para desenvolver projetos é a inexistência de investidores da iniciativa privada, já que a antiga Lei Hermes de Abreu, que além da verba cultural liberada pelo Estado, contava também com apoio das empresas, foi substituída pelo Fundo Estadual de Cultura.

    O coordenador afirma que a Capital tem se interessado cada vez mais em desenvolver a cultura e determinada a alcançar a desenvoltura das políticas culturais nacionais. "No município, o sistema de investimento é eficiente. Ao mesmo tempo em que temos verba do governo, também podemos contar com as empresas privadas, situação contrária a do Estado". Quanto à lei federal de Incentivo à Cultura, a chamada Lei Rouanet, criada em 1991 e que este ano vem passando por modificações, já que antes priveligiava grupos e artistas do eixo Rio-São Paulo, o coordenador acredita que, com as adequações ela, passará a atender a demanda.

   Ele explica ainda que o sistema de investimento nacional na cultura é ainda mais amplo do que do município e, principalmente, do Estado. Os investidores em cultura no país podem ter a verba liberada por meio do fundo nacional de Cultura, pelo mecenato, que são incentivos fiscais que estimulam as empresas e os particulares a efetuar donativos a favor da cultura, ou ainda por um convênio feito diretamente com o Ministério da Cultura.

   Sobre o Conselho Estadual de Cultura, que tem a finalidade de liberar verba para desenvolver os projetos no Estado após análise que a secretaria de Cultura faz em todos os trabalhos, Pablo acredita que a comissão responsável em checar os projetos não é capacitada. Avalia também como defasados os critérios de análise. "Cerca de 80% dos projetos encaminhados para secretaria foram arquivados por motivos pequenos, como falta de documentos", avalia. Ele pondera que o sistema de análise de projetos possui critérios muito equivocado. "Ao invés de analisarem os projetos por meritocracia, eles preferem ver se as fotocópias dos documentos estão corretas".  Pablo critica ainda a verba destinada à cultura, cujo valor está fixado há mais de um ano. "Hoje a demanda cultural no Estado chega aos R$ 100 milhões, mas não saímos dos R$ 6 milhões". Ele defende que o Estado leve em conta projetos destinados ao crescimento social, não são apenas "trabalhos em si". (Lisânia Ghisi)

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Comentários (10)

  • ZECA BALEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSE PABLO CAPILÉ É ENGRAÇADO... MAMOU ATÉ NA CULTURA DO ESTADO E CONTINUA FAZENDO ISSO ATÉ HOJE.... E AINDA SAI FALANDO MAL...

    SERÁ QUE COM TODA ESSA INTELIGENCIA TODA ELE PAROU PARA REPARAR QUE O ENCAMINHAMENTO DE PROJETOS É COM BASE EM EDITAL E QUE SE ISSO SE TORNA LEI PARA TODOS????

    SE FOSSE MALEAVEL COMO ELE DIZ, AMANHA VIRIA AQUI PRA FALAR QUE TINHA FAVORECIMENTO DE DOCUMENTOS....

    ISSO É NO MÍNIMO UMA IGNORANCIA....

    E AINDA SE DIZ CULTURET!!!!

    FORA CAPILÉ!

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dinheiro jogado fora. Pelo ralo. A turma do oba oba,do colar de pérolas deitam e rolam,a título de cultura e educação. Estas mesmas pessoas,e ai vai um desafio,não sabem o Hino Nacional e muito menos o de Mato Grosso. Sabedores o são,do bem bom,regabofes, saraus,serestas. Beneficiam-se,pasmem,até da produção de Cds,que ninguem em sã conciencia pagaria um vintém por tais porcarias,mas o Governo garante-lhes a compra da produção. Ai é facílimo. Dia desses o dito renomado Caetano Veloso,já fora de moda,um pré histórico musical,lançou mão de nada menos R$2.000.000,00 do Ministério da Cultura,e completou um total de R$4.000.000,00 da sua porcaria ambulante. VEIO DESBUNDAR AQUI EM CUIABÁ. Agora esses mesmo ai querem instituir o Funk em Cultura. AGRI-CULTURA CANABIS SATIVA!!!

  • neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Fumar maconha é projeto cultural?

  • Gustavo Kunert | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que foi Pablo? Vc não ta convencendo com aqueles projetos porcarias e ta chorando?

    Esse cara MAMA, e muito, na teta da secretaria de cultura!

    Agora ta ai chorando!

  • marcelo alves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ANTES DE QUERER FALR DE ALGO OU ALGUEM DEVERIA AJUSTAR SUAS CONTAS, POIS O ESPAÇOCUBO E SEUS DIRETORES RESPONDEM AÇOES NO JUDICIARIO POR CHEQUES SEM FUNDO ...É SO FAZEREM UMA BUSCA....

  • JEDAE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PÔ MANEPORRETE, AI VC BATEU DURO! RSRRSRS! A CANABIS É CULTURA PRA ESSE POVINHO! RSRSRSRSR!

  • Junior Barreto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esta corretíssimo. O Estado não tem acompanhado os avanços da sociedade civil, trata a cultura de nosso estado como subproduto, nã entende os novos modelos de financiamento.
    Até que enfim alguém teve coragem de falar alguma coisa a respeito. Sem falar que o pitaluga não esta nem um pouco afim de ser secretario, nao vai melhorar nada nunca.

  • Carla Queiroz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Muito coerente a leitura apresentada pelo Capilé. O estado de MT avançou em muitas áreas, mas deixou a desejar na área da cultura. É necessário sim criarmos um modelo híbrido de financiamento, que estimule projetos das mais diferentes envergaduras; que possam contribuir com a construção de uma política pública eficaz para o estado, e que sim (!) promovam uma contra-partida maior para a sociedade. Parabéns pelo excelente trabalho que o Espaço Cubo vem desenvolvimento para a cultura de MT, produtor. Abs a todos.

  • Luiza Santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Capilé foi extremamente coerente. O Estado não se mostra nenhum pouco interessado em facilitar o processo de investimento em ações culturais que visam o crescimento social do Estado. Sua forma burrocrata faz com que o objetivo final do incentivo não seja atendido, dando espaço pra acomodação e o descaso com a cultura do nosso estado.

    É realmente um absurdo que um setor como o da cultura, que lida com valores intangíveis e materiais simbólicos, seja tratada com a insensibilidade de uma administração engessada e despreocupada em conhecer suas características fundamentais para o melhor andamento do processo.

    A comunidade cultural agradece sua honestidade e coragem Capilé.

  • mário torres olímpio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    que m é da área da cultura sabe que o Capilé tem um bom papo e boa lábia. andou bastante e conseguiu afinar um discurso que os culturetes gostam de ouvir. no entanto, sempre bebeu da água de projetos culturais e vive disso, e bem. tá jogando m... no ventilador por que comvém politicamente. logo que o pitluga entrou ficou amiguinho e depois virou a casaca porque tem interesses politicos outros. então não é honesto de forma nenhuma vir aqui e falar o que disse. uma coisa é certa. O pablo çapilé sempre mamou nas tetas do governo e quem duvidar é só pegar extratos de D.O. de pelo menos 6 anos para cá. É um mamão chorão. vá te catar. só porque não convenceu o Pintaluga... gostei caiu no papo do secretário e sifu....

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