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Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2009, 15h:35 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

ENCONTRO

Ex-prefeitos eram vaidosos e inconsequentes, diz Joaquim

   Os presidentes do Tribunal de Contas, Antonio Joaquim, e da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), deram os tons dos discursos nesta quinta (5) durante a abertura do VI Encontro de Prefeitos, realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá. De um lado, Joaquim defendeu que os atuais prefeitos devem arcar com as dívidas contraídas pelos antigos gestores, chamados pelo conselheiro de “vaidosos e inconsequentes”. De outro, Riva alertou para a dificuldade dos prefeitos em deixar de fazer obras básicas em função das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

   Após o lamento do presidente da AMM e prefeito de Jauru, Pedro Ferreira de Souza, sobre as dificuldades enfrentadas pelos prefeitos e a exigência de antecipação do repasse de R$ 100 milhões do Estado, referente ao ICMS, para os municípios, Joaquim fez um duro discurso em favor da austeridade fiscal e da responsabilidade dos atuais prefeitos em quitar as dívidas contraídas pelos antecessores. “Se não é culpa dos atuais, é dos antecessores, então, não tem como deixar de pagar. Os prefeitos têm que dizer não e cumprir as metas estabelecidas”.

   Segundo Joaquim, apesar de cumprir a função institucional de fiscalização dos recursos públicos, o TCE não é um “bicho-papão”. “Estamos todos no mesmo barco, não há prazer em punir os gestores. O Tribunal tem o dever de fiscalizar porque os recursos são públicos. Fico satisfeito em ver que os prefeitos passaram a olhar o TCE como parceiro”.

   Elogiando a capacidade técnica de Joaquim, Riva divergiu em alguns pontos do presidente do TCE. Segundo ele, o planejamento na aplicação dos recursos funciona, mas é difícil para o prefeito explicar à população que não vai consertar uma ponte para cumprir as metas fiscais. “É difícil convencer o cidadão de que não será possível arrumar o ônibus quebrado ou que será preciso demitir um médico para cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal”, alegou.

   Assim como o governador em exercício, Silval Barbosa (PMDB), ele entende que a antecipação de receita do Estado para os municípios é perigosa devido ao endividamento. “Isso apenas posterga o sofrimento”, avaliou. Ele também aproveitou para voltar a defender o fim das emendas parlamentares, que costuma denominar de "esmolas". “Os municípios têm que receber o que é deles de direito. Cada um com sua fatia do bolo”, defendeu. Segundo ele, as prefeituras contribuem com a União, mas recebem menos por meio das emendas. “Não adiante falar que os municípios estão recebendo investimentos. E o quanto eles transferiram para a União? Tem que acabar com a hipocrisia das emendas parlamentares”. (Andréa Haddad)

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Comentários (6)

  • joao bast | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    veja só quem esta falando é o paladino da moraridade quem é vc antonio joaquim, quem é bosaipo quem é o ex. presidente para falar em moraridade é esse é o nosso mt erança de dante martins de oliveira

  • JOSE MARQUES BRAGA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Compreendo a preocupaçao de ambos. De um lado a LC 101/00 é uma das melhores legislaçao que conheço sobre orçamento e exige Transparencia e Perenidade das Politicas Públicas ao exigir o cumprimento de particpaçao da sociedade nos processos de discussao do PPA, PDO e LOA e agora, para alguns municipios o PLANO DIRETOR MUNICIPAL aparovados nos ultimos 3 ou 4 anos. Do outro está o Prefeito bem pertinho do povo e que lhe cobra pessoalmente por tudo que falta no municipio, sendo na sua maioria de responsabilidade dos entes federados Estado e União. Ao mesmo tempo tem que compor os cargos por critérios politicos e pouco técnico e para piorar, a cultura de que o estado pode tudo ainda perdura pelos grotões do Brasil cabloco.
    Data-vênia das autoridades em questao, comprendo que os Candidatos deverao conhecer bem de Planejamento Estratégico, através de suas assessorias e, ao falar para os eleitores, estes deverão falar no que vão priorizar na sua gestao e, se estas estiverem na opiniao da populaçao, ganharam e governaram sem ter que aremanejar orçamentos, que é aceitavel, ter uma boa verba de RESEERVA DE CONTIGENCIA, para atender as pontes, os médicos, as estradas, as chuvas de granizos e por aí afora.
    Assim procedendo, em alguns anos teremos a gestão como fator preponderante para os Governanaantes e nao os dircursos emocionais que em nada contribui. Educar a populaçao para as práticas econômicas de que todos os recursos são escassos deveria ser uma pauta do poder executivo para prevenir contra DEMAGOGIA tão ruim para a esperança que aos poucos vai morrendo para a populaçao e isto é perigoso para a Democracia. Outra pauta a ser trabalhada pela classe politica ora no poder será reconquistar a confiança do povo.
    Com o apoio do povo, conquistamos a Democracia a partir de 1984/88, controlou-se a INFLAÇÃO das décadas de 1970/80/95, Conslodiamos o direito de votar e agora a populaçao parecisa acreditar em quem elegeu. Aí está o nó dos Prefeitos que vivem bem perto da populaçao.
    A arte de governar usando as práticas tecnico-politicas é um dos principios dos Estadistas para superar os grandes desafios de cada ERA da História.
    Estamos aí para colaboarar com os prefeitos e deputados e TCE.

    Econ. José marques Braga, É Conselheiro do CORECON e ex Secretário Municipal de Planejamento de varzea Grande e Coordenou a elaboraçao do PDM de VG.

  • JEDAE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    RIVA PREOCUPADO COM AS CONTAS DO PREFEITO! HONESTO QUE ATÉ DOE!

  • didi | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    se analizarmos a reportagem, tanto o Presidente do TCe está certo quanto o Dep. Riva. vejamos: os recuros públicos devem ser aplicados em beneficio da população, consequentemente deve sofrer fiscalização, embora o legislativo e população em geral tem esse dever de fiscalizar, poucos cidadãos o fazem, por isso o TCE órgão fiscalizador técnico deve o fazer, e podemos afirmar que a Corte de Contas de Mato Grosso é uma das melhores do País.
    a população tem que entender que ela tem o direito de fazer o as peças de Planejamento PPA, LDO e LOA, porém paara isso deve participar ds audiencias públicas, porém isso quase não aontece, embora o prefeito tente fazer um orçamento voltado para a população, nem sempre consegue atender a seus anseios. para executar uma ação deve estar prevista no orçamento.

  • Eduardo nasser | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem diria,...hoje António Joaquim( Toniquinho)de cabelos branco,bem vestido, gozando da vitaliciedade do TCE-MT, querendo dar uma de gostosão, serio e moralista. Voce,falar mal de Prefeito e Dirigente Publicos do passado, chamar os outros de irresponsaveis ? Tais brincando rapaz....Depois de tudo que voce aprontou aqui na Barra do Garças,no tempo do Wilmar Peres(seu primo),no Governo do Dante de Oliveira,fazendo coisas erradas nas secretárias de estado da Infraestrutura e Educação, agora vem dar uma de cobrador de seriedade,com dinheiro publico. Vá plantar mandioca na sua belessima Chacara de Chapada dos Guimarães,ou na sua belessima Mansão do Manso. Por favor ,menos...Dr.Joaquim

  • fabio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSE TRIBUNAL DE FAZ DE CONTAS É ÓTIMO NÍNGUEM TRABALHA , SÓ LE JORNAL E BATE PAPO....E GANHA BEM....MAIS TA CERTO MESMO....QUEM TRABALHA NÃO GANHA BEM .......NEM PODE AQUI É bRASIL......... TRIBUNAL DE FAZ DE CONTAS ......rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrs

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