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Sábado, 24 de Novembro de 2007, 06h:05 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

Perfil

Fabris é amigo de Arcanjo e tem fama de bravo

Na convenção do DEM, 6 horas antes de ser cassado, deputado fez críticas a juízes-membros do TRE

 O polêmico Gilmar Fabris (DEM), que teve mandato cassado por decisão do TRE em sessão nesta sexta, é daqueles que não levam desaforo para casa e já se envolveu numa série de brigas e polêmicas. Na Assembléia, a cada vez que ele subia à tribuna, o clima ficava tenso. Ex-presidente do legislativo estadual, Fabris é um dos poucos parlamentares com coragem de vir a público defender o ex-policial civil, "comendador" João Arcanjo Ribeiro, preso sob acusação de comandar o crime organizado. Até hoje o parlamentar cassado por compra de votos tem contato com o amigo Arcanjo, agora preso em Campo Grande (MS).

    Eleito com 20.057 votos após dois mandatos na suplência, Fabris não tem papas na língua, costuma endossar o discurso com expressões pejorativas, em tom agressivo e intimidador. Nesta sexta, por exemplo, durante a convenção regional do DEM no plenário da Assembléia, ele disparou críticas contra juizes-membros do TRE. Parecia que já estava antevendo o resultado. Seis horas depois, teve o mandato cassado por unanimidade do Pleno - clique aqui e leia mais.

   Ex-vereador por Rondonópolis (89/92), Gilmar Fabris já presidiu a Assembléia (95/96). À época lançou a pedra fundamental para construção da sede própria do legislativo. O projeto só foi consolidado na prática uma década depois. A obra ficou embargada por vários anos, sob suspeita de irregularidades.

     Nas eleições de 2002, Fabris investiu pesado na campanha e os 14.658 votos conquistados lhe garantiram apenas a 1ª suplência. Depois, com colaboração dos titulares, ele assumiu cadeira.

    Em sua trajetória, Fabris enfrentou vários embates na Assembléia. Em 2004, numa discussão sobre greve dos profissionais da educação com a então deputada Vera Araújo, hoje secretária-adjunta de Gestão de Pessoas da pasta da Educação, Fabris amedrontou a petista. Lembrou que quando presidia a AL presenciou discussões acirradas e até agressão física na galeria: "Isso aqui é igual luta de boxe. E não adianta! Cada um tenta acertar ... é no rim, é no estômago e ... assim vai até à lona!."

    Agora, eis que Fabris se vê obrigado a tirar o time de campo como parlamentar. Foi nocauteado pela Justiça Eleitoral, em nome do cidadão que não vende a consciência. Vale a frase que marca a campanha do MCCE: "Voto não tem preço; tem consequências", inclusive para quem o compra.

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Comentários (10)

  • justino oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    TARDA MAIS NAO FALHA... GANHOU PRA FICAR VENDENDO ESPACO.,, LICENCA, TEM MAIS E QUE SER CASSADO MESMO, COMPROU E NAO VAI LEVAR, QUE OS VENDEDORES TAMBEM SEJAO PRESOS, POR CAUSA DELES TEMOS ESSES TIPOS. ele e o representante do conselheiro JULIO CAMPOS, o mesmo esta querendo ser prefeito de VG, e so vir aqui em jangada e ver o trabalho do irmao, nimguem merece isso de novo, fora FABRIS E O JULINHO B E R E R E.........

  • Ricardo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    NÃO SEI PORQUE O DEPUTADO GILMAR FABRIS FICOU BRAVO POR SER CASSADO. ELE SÓ VIVE DE LICENÇA.

  • JTARRUDA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabens aos eleitores de Rondonopolis, que soberam votar em uma pessoa, polemica e que não respeita o cidadão. Apesar de todas as suas indisciplina e malandragens ainda assim as pessoas votaram neles. Vote errado. Sorria Roberto França.

  • Dr. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou, são trezentos picaretas vestidos de doutor. E a AL MT até quando ? Será que ex-diretores ou atuais da mesa, vão ser responsabilizados algum dia? Será que os nossos Doutos Desembargadores terão a coragem de aplicar a mesma lei que bateu na Chica pra Francisca, para beltrano, para fulano, dúvido, uma vez que os interesses do duodécimo do TJ são defendidos com unhas e dentes por diretores da mesa no legislativo estadual, quem quer apostar, habilite-se.

  • Antonio Passaredo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quando votamos é para escolher quem vai nos representar, agora quando eles compram o voto e a consciencia do povo para legislar em causa própria, não foi nós quem escolheu, portanto o mandato não é legítimo, TINHA QUE SER CASSADO MESMO. Logo que ficou sabendo da cassação, um amigo que trabalhava num determinado hotel em Cuiabá, me confidenciava que esse deputado não fez campanha, alugou uma sala lá no hotel e recebia os cabos eleitorais para quem ele terceirizou 100% da campanha. Aqui em Cuiabá quem não saia lá do tal hotel era um vereador que trocou de partido e agora esta na lista para também pegar a malinha e ir pra casa. Dizia ele que a coisa era tão discarada que o vereador falava pra todo mundo que tinha cobrado R$500.000.000 para "COMPRAR" 5.000 votos em diversos bairros da cidade. Que por diversas vezes ouviu o vereador dizer que tava preocupado e falava assim na roda de "amigos": "rapaz to ferrado se não conseguir comprar esses votos pro cara, afinal o homem é o novo Arcanjo né", fazendo referencia as atrocidades que cometia o comendador, quando emprestava dinheiro e não recebia. Se essa estoria é verdade não sei, mas que é interessante é, tirem suas conclusões sobre esse causo.

  • ALBUCASSIS RAMIRES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O reserva está à altura do titular. Obeso,lerdo, folgado,grosseirão,adora ficar atras do muro,não dispensa uma teta,e só legisla em causa própria. Errar uma vêz é normal,mas duas é pecado.

  • antonio carlos caxias cesar junior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    "Vejo com alívio e peocupação, sabemos que as devassas estão acontecendo, mas quem julgará o judiciário que sempre teve em seus meios, comparsas e cúmplices em vários estágios dessas tentativas de compras de votos, sejam na vista grossas, que fazem questão de ignorar o que se Vê dias de eleições, seja na manutenção de sentenças que chegam a debochar do Cidadâo Brasileiro, o Judiciário é dos maiores Cânceres na cidadania, são lentos e tendenciosos sem falar no Corporativismo interno. Mas tenho convicção também que tem uma Turma de Jovens magistrados que são de uma especial seriedade para com a coisa Pública, pena que nas estâncias superiores ainda tem alguns que serviram e servem ainda ao que se tem de pior no País, os CORRUPTOS. Essa é a minha opinião salve melhores conceitos.

  • joao arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse deputado Fabris, restando menos de 10 dias para a eleição no ano passado, desembarcou em Cáceres, contratou um ex-deputado estadual como cabo eleitoral, derramou dinheiro e gasolina para motoqueiros, conseguiu arrancar a vaga de deputado de Túlio Fontes, levando cerca de 700 votos em Cáceres e na região toda fez o mesmo "serviço". bem feito para os maus eleitores de Cáceres e região. E boa sorte ao Roberto França, e que na vaga de Chica, Iori, olhe por nós nesta fronteira abandonada sem voz no parlamento. Pior que o Portugues, também corre risco de cassação seus assessores em Cáceres foram flagrados comprando votos pela Policia Federal, se for usado o mesmo critério de Fabris, vai o boi com a corda.

  • ANA LUIZA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESTE NÃO É O DEPUTADO QUE SÓ VIVE DE LICENÇA E TRABALHA COMO COBRADOR DO ARCANJO?

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