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Sábado, 23 de Junho de 2007, 08h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

LEGISLATIVO

Fabris retorna à AL, mas vai se licenciar de novo

   O pecuarista Gilmar Fabris (DEM) reassume a cadeira de deputado no próximo dia 02 e só permanecerá no cargo por uma semana. Em seguida, vai se licenciar de novo por, no mínimo, 121 dias, para continuar tratamento médico. Obeso, Fabris está em São Paulo sob cuidados médicos determinado a emagrecer. A decisão de continuar afastado da Assembléia contempla o suplente Roberto França (sem partido). Já existe também um entendimento entre os cinco deputados da bancada do DEM (ex-PFL) para que, por meio de rodízio, o ex-prefeito de Cuiabá continue legislando.

     Com seu estilo explosivo, Fabris tem causado tensão na Assembléia. Não tem papas na língua e já se envolveu em grandes polêmicas. Teve o mandato ameaçado diante interpretação jurídica sobre contabilidade dos votos da eleição do ano passado, em que Carlos Brito se dizia eleito para a vaga.

     Os discursos de Fabris em tom agressivo deixam acuado até mesmo alguns colegas parlamentares. Ele se elegeu no ano passado com 20.057 votos. Logo no primeiro discurso nesta legislatura, ele agrediu verbalmente João Halbert, presidente do Instituto de Pesquisas do Centro-Oeste (Ipec), a quem acusou de manipular dados para prejudicá-lo. Chegou a classificar Halbert de malandro e de picareta. Outra vítima de Fabris foi o presidente da MT Fomento, Éder de Moraes. Da tribuna, o deputado o chamou de arrogante.

     Ex-vereador por Rondonópolis (89/92), Gilmar Fabris já presidiu a Assembléia (95/96). À época lançou a pedra fundamental para construção da sede própria do legislativo. O projeto só foi consolidado na prática uma década depois. A obra ficou embargada por vários anos, sob suspeita de irregularidades.

     Nas eleições de 2002, Fabris investiu pesado na campanha, mas os 14.658 votos conquistados lhe garantiram apenas a 1ª suplência. Sob colaboração dos titulares Campos Neto, Joaquim Sucena e Zeca D'Ávila, aliado à articulação de seu padrinho político Jaime Campos, Gilmar Fabris assumiu cadeira. Enfrentou embates. Em 2004, numa discussão sobre greve dos profissionais da educação com a então deputada Vera Araújo, Fabris amedrontou a petista. Lembrou que quando presidia a AL presenciou discussões acirradas e até agressão física na galeria: "Isso aqui é igual luta de boxe. E não adianta! Cada um tenta acertar ... é no rim, é no estômago e ... assim vai até à lona!."

     A Assembléia apresenta hoje no seu quadro de 24 deputados alguns com novo perfil. Fabris talvez seja um dos poucos que não tenham percebido o tempo passar.

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Comentários (2)

  • aristóteles potter | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bomba, Bomba, Bomba, numa demonstração de desprendimento com a função de parlamentar e de amor ao próximo, um deputado cede a sua vaga na assembléia "sem nenhum interesse". Acredite se quiser!!!

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O tempo está passando...Houve um tempo em que o senhor Fabris puxava a estrovenga prá fora da braguilha e "mostrava quem era que mandava em Mato Grosso". Tristes tempos por estes campos.

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