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Quinta-Feira, 19 de Junho de 2008, 09h:58 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

Artigo

Façam o que o Gilney diz; não o que faz!!!

   Companheirada me senti obrigado a neste texto responder o companheiro Gilney Viana, membro do Diretório Nacional do PT, que em artigo encaminhado ao site do PT e a vários veículos de comunicação omite sua verdadeira posição política diante da política adotada pela maioria dos delegados e delegadas eleitos para o Encontro Municipal de Cuiabá.

   Eu e Gilney Viana viajamos juntos de Brasília para Cuiabá no dia 31 de maio de 2008, foi logo após a reunião do Diretório Nacional do PT que foi realizada em 30 de maio. Logo ao desembarcar tínhamos a mesma agenda: passaríamos na reunião dos Pré-candidatos a vereador do PT e logo em seguida Gilney se reuniria com a AE para tratarmos sobre Cuiabá.

   Chegamos ao Sindicato dos Bancários e a reunião dos vereadores já havia terminado, mas ficamos por ali conversando com a companheirada. Em seguida nos dirigimos para a reunião com Gilney que começou a conversa falando dos boatos sobre um acordo que seu candidato, José Afonso Portocarrero, teria feito com a Unidade na Luta-CNB para ser o vice da chapa encabeçada por Mauro Mendes do PR.

   Gilney afirmou que nada sabia sobre esses boatos e que iriam se reunir na tarde seguinte, 01 de junho, para deliberar sobre qual a posição que seria adotada no Encontro de 08 de Junho. Ele estava ali para sondar se nós da AE-MT estávamos dispostos a fazer uma discussão com Blairo Maggi que passava por abrir mão da candidatura própria e ser o vice em 2008 em troca de uma “Aliança em 2010”. Que se esse fosse o “acordo” todos “nós” (Militância Socialista-aqui em MT é o “Utopia e Vida”, AE, MENSAGEM e MPT), que caminhamos juntos no PED-2007, eles retirariam a candidatura de Portocarrero. Ele não sabia dos boatos, mas queria fazer deles um acordo???

   Nossa resposta foi Clara: Gilney e seus aliados ganharam as Prévias com Portocarrero num acordo com UL-CNB por 61 votos de vantagem contra o candidato da AE, Alencar Farina, num “acordo” que não foi feito com a AE. A retirada da candidatura de Portocarrero era um tema que estava sendo debatido pelo seu grupo, Militância Socialista, e não por nossa tendência, que foi derrotada. Eles venceram, eles fizeram acordo e porque nós é que deveríamos tomar a iniciativa? Talvez Gilney precisasse de um culpado para se explicar para sua tendência nacional.

   Respondemos também a ele que a AE não faria nenhum acordo com Blairo Maggi-PR para 2010. Que a AE votou contra a participação do PT no Governo Maggi, diferente da Militância Socialista que fechou posição de apoio e participação do PT no Governo que Gilney chama entre outras coisas de predatório em seu artigo. Registro aqui os nomes dos militantes de seu grupo e Membros do Diretório Estadual do PT que naquela reunião em abril de 2007 votaram favoráveis a Blairo: Enelinda Maria Scala, Zelandes Santiago, Alexandra Nogueira, Roberto Miranda Pita e Ladebrair Xavier de Oliveira. Registro também que antes de uma instância do PT aprovar a participação no Governo do PR uma companheira do “Grupo do Gilney” já participava da administração do PR com DAS na Secretaria Estadual de Educação: Rosa Neide Sandes. Aos curiosos sugiro que pesquisem se os nomes citados acima estavam inscritos pela chapa Militância Socialista no PED-2007.

  Eis a diferença entre o que o Gilney escreve e o que pratica. Ele veio para construir um acordo que foi rejeitado pela AE que elegeu 70(setenta) dos 217 (duzentos e dezessete) delegados. Somos a maior bancada, mas nossa força isolada no Encontro nada decide.

   Frente a esta situação, procuramos a UL-CNB e o Movimento PT, além de vários companheiros independentes com a preocupação de qual seria o rumo do PT em Cuiabá se homologássemos a candidatura de José Portocarrero. Um candidato que primeiro fez acordo pra ser vice do PR, antes das Prévias e que agora queria manter candidatura a todo o preço. Um candidato que traiu a Tese da Candidatura Própria vitoriosa no PED-2007 para ganhar as prévias. Um candidato que foi Secretário de Meio Ambiente do PSDB. Um candidato que até no dia não sabia se queria ser vice, secretário, ou sei lá mais o que. Um candidato que venceu as prévias em 18 de maio e que seu grupo ainda se reunia em 01 de junho para saber se iria confirmar a vice ou trair o acordo com a UL-CNB. Um candidato que nada mais era que instrumento de seu grupo para negociar com Blairo Maggi um “espacinho” na chapa de 2010.

  O que encorajou tal candidato (aquele que venceu as prévias e negociou pra ser vice) a ser realmente candidato? Quais as influências internas e externas que o motivam? Ele consultou seus amigos da administração do PSDB? Ele consultou os filiados que votaram nele porque ele garantiu que seria o vice do PR? Qual e com quem será o próximo acordo que o candidato fará? Ele cumprirá algum acordo?

   Esses riscos nós da AE-MT preferimos não correr. Preferimos o desgaste agora por não homologar tal candidatura do que desgastes piores ao PT que seriam causados com a homologação de Portocarrero. 

   Temos responsabilidade com o PT que ficou sem outro caminho possível em Cuiabá a não ser a aliança com Mauro Mendes-PR.

    O PSB tem como candidato Valtenir Pereira, que já foi filiado ao PT e saiu levando um dos três mandatos que conquistamos na difícil eleição de 2004. Valtenir não têm a confiança da base do PT. Ele se elegeu e saiu. Aliás, parece Portocarrero, que veio pro PT e 1997 pra ser candidato em 1998 e sumiu... Desapareceu... Apareceu, agora, pra cumprir o trágico papel que desenvolve neste período. Os outros partidos da Base de sustentação do Governo Lula-PT não possuem candidatura.

    Restam ao PT dois caminhos: o de manter a candidatura de Portocarrero com o Partido isolado, cabisbaixo, rachado e na prática apenas contribuindo com a reeleição de um dos três prefeitos do PSDB que governam capitais; e o da aliança com o PMDB e o PR. Aliança que ainda pode aglutinar o PDT, PV, PSB e PCdoB. Uma aliança que pode derrotar o candidato do PSDB.

    A maioria dos delegados ao Encontro de Cuiabá e a maioria da Executiva Estadual já se pronunciou pela Aliança. Resta a decisão final ser tomada pelos companheiros da Executiva Nacional do PT. A decisão tomada será por nós imediatamente acatada.

 Jairo Rocha, secretário-geral do PT de Mato Grosso

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