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Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2008, 15h:56 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

ECONOMIA

Furlan reforça incentivo fiscal e critica opositores

Secretário diz que em 4 anos 462 empresas receberam isenção de ICMS e investiram R$ 1,5 bi

  A menos de um mês de deixar a secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan e o seu superintendente José Juarez Pereira de Faria aproveitaram uma entrevista coletiva nesta quinta para alfinetar deputados que questionam a política de incentivos fiscais do governo do Estado. Disse que as concessões são importantes para atrair investimentos. Mandou recado, mas evitou citar nomes. Na Assembléia, os mais críticos à suposta falta de critérios para adoção de benefícios fiscais são os deputados Zé do Pátio (PMDB), Percival Muniz (PPS) e Carlos Avalone (PSDB).

   Segundo Furlan, de 2003 a 2006, nada menos que 462 empresas foram inclusas em programas de incentivos fiscais e investiram R$ 1,5 bilhão, possibilitando a criação de 98 mil empregos. “Isso mostra que para cada R$ 1 incentivado, o Estado teve de retorno R$ 1,43, uma relação positiva entre custo e benefício que as pessoas não enxergam”.  Em seguida completou: "Alguns representantes da Assembléia acham que os benefícios são dados assim, ao Deus do Ará. Mas, primeiro, ela (a empresa) investe e depois recebe”, explicou.

   O superintendente José Juarez reforçou o discurso do secretário quanto à isenção do ICMS: “É preciso entender que as empresas têm procedimentos e metas a cumprir. Elas não são incentivadas sem contrapartida”.

     Pátio e Muniz  provocaram polêmica na Assembléia sobre a política de incentivos fiscais. Chegaram a articular até um pedido de CPI e deixaram o então secretário de Fazenda, Waldir Teis, numa saia-justa. Com a intervenção do governador Blairo Maggi, o bloco acabou recuando. Nervoso, Teis chegou a comparar deputados a papagaios, durante uma audiência, em outubro. "Estão fazendo que nem papagaio, que quer sempre o milho mastigado". Teis fora acusado de omitir informações sobre critérios e quantidades de empresas contempladas com renúncias fiscais porque não se tinha um relatório geral. O então secretário rebateu, negando omissão. "É só olhar no Diário Oficial do Estado que todas as informações estarão lá. Mas se não querem pesquisar, o governo não pode fazer nada" confira a polêmica aqui. (Simone Alves)

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Comentários (2)

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Claro que o secretário tem que reforçar a "farra dos incentivos", afinal ele é legadíssimo a classe empresarial, mas precisamente aos beneficiados com a "farra", muito bem q

  • César Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    DEFENDE A "FARRA DOS INCENTIVOS", MAS NÃO CONVENCE

    Claro que o secretário Furlan tem que sair em defesa da "farra" dos incentivos, assim denunciada por deputados. Afinal ele, juntamente com o Secretário chorão Yenes, são defensores da "farra dos incentivos, muito bem denunciada pelos deputados Percival e Zé Carlos.

    O Secretário, que está prestes a entregar a botina, teria que antes prestar as informações que se prontificou a mandar para a assembleia. Expediente que ele usou e não cumpriu para barrar o pedido de CPI. Se não mandou é porque tem "conta a pagar no cartório".

    Somente um conselho. Secretário mande as informações, caso elas sejam convicentes, ficará definitivamente explicado a verdadeira "utilidade" dos incentivos, se é que existe.

    Enquanto o Sr. secretário nada explica fica a certeza que a "farra" não distribuí riqueza. A "farra dos incentivos" existe para beneficiar detentores de capital e para marginalizar quem verdadeiramente detém a força de trabalho.

    Para finalizar. O Sr. Secretário agiu certo, pois com certeza participa de banquetes juntamente com os escolhidos pelo chefe da "turma da botina".

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